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Academia Imoto

Experienciamos a vida através dos principais órgãos dos sentidos físicos incluindo a propriocepção. Essa multissensorialidade aciona os reflexos nervosos involuntários dos instintos. Ao serem despertados estes reflexos se associam com emoções condicionadas. E a sequência termina quando os estímulos sensoriais agora combinados com emoções alcançam as áreas do cérebro responsáveis pela observação, orientação, planejamento e tomada de decisões e de movimentos físicos complexos.

Gradualmente o pensamento cria uma expectativa resumida do que vai acontecer a cada segundo e começa a antecipar as sensações, confundindo os sentimentos registrados pela memória com a experiência sensorial em si.

Para entender o problema fatal oculto nesta programação natural do cérebro, vamos começar pelo principal dos sentidos, o TATO.

A pele age como mediadora entre o corpo e o mundo. Sua extrema sensibilidade atua e se soma com os demais sentidos. Sem os receptores sensoriais no corpo que literalmente fazem contato com os estímulos externos e internos, a vida seria impossível. Por exemplo: a visão é a luz “tocando” e mandando sinais aos nervos óticos, a audição é o som “tocando” e vibrando os tímpanos e passando pelos nervos auditivos, assim como o paladar e o olfato dependem respectivamente do toque da língua e da mucosa olfativa com a substância química saboreada e cheirada. Mastigar, respirar e outras ações motoras da fala à reprodução sexual dependem da percepção do contato superfície com superfície entre uma parte e outra do corpo e com outros corpos e objetos. Graças ao atrito com o meio externo percebido pela pele, essa interação ativa processos orgânicos e metabólicos nos garantindo vitalidade por um determinado período.

Entender isso será essencial.

“Escape into reality” por Michal Trpak, escultura-pintura (2017)

Enquanto captamos os estímulos físicos ao nosso redor, nos primeiros 12 milissegundos esses sinais percorrem os nervos até as estruturas cerebrais responsáveis pelos reflexos. E mais 12 milissegundos antes de alcançarem as partes mais novas do cérebro para serem analisados criticamente (1).
Ao final destes 24 milissegundos aquele pacote de informações sensoriais recebido já foi corrompido pelas emoções memorizadas…

E há tempos os resultados desse processamento são catastróficos.

REAÇÃO

Esta tem sido a maneira tradicional com que os nossos antepassados REAGIAM — em vez de EXPERIENCIAR — a sua existência: cheirando, ouvindo, vendo, tocando, degustando e associando estes estímulos, ora recebidos, ora antecipados, com os instintos animais básicos. Seus comportamentos eram regulados pelo medo, agressividade, melancolia, nutrição, desejo sexual e repetição mecânica de hábitos e costumes herdados, imitados e aprendidos.

A mistura de estímulos sensoriais com reflexos instintivos foi se ajustando ao cérebro à medida que este foi evoluindo até se tornar a sua sequência natural de processamento a cada instante: sensações físicas sendo sequestradas pelos instintos de aversão e apetite e se transformando em alguma das várias emoções condicionadas e memorizadas.

A prioridade do medo (aversão) e da fome (apetite) por questões de sobrevivência imediata.

O CENSOR

Na psicanálise, “censura(2) é um mecanismo psíquico em que os desejos e impulsos condenáveis são controlados e reprimidos no consciente.

Essa definição merece um aprofundamento.

Na expectativa de administrar o aumento das emoções agregadas às sensações físicas em meios sociais cada vez mais tumultuados e dinâmicos, a mente animal criou um fiscal interno que confiscou o pensamento para filtrar pela segunda vez aquela carga extra de informações.

Esta autonomeada “consciência” tenta justificar suas escolhas como de livre arbítrio na percepção direta da realidade. Mas permanecemos sob o julgo determinista deste censor que “imagina” estar experienciando a realidade objetiva embora esteja preso na ilusão sensorial das emoções que construiu e arquivou como conceitos no seu banco de memória.

Isto faz com que o pensamento raramente chegue a conclusões separadas da influência duvidosa e tendenciosa dos instintos e suas reações emocionais (sentimentais e afetivas).

As consequências de um intermediador virtual perdido neste emaranhado de sensações misturadas com emoções e racionalizações são evidentes e alarmantes: competição patológica em vez de cooperação pacífica, ciúmes e vinganças em vez de carinho e proteção, agressão em vez de conciliação, temores irracionais em vez de cautela e bom senso, tristeza em vez de contentamento e satisfação, lavagem cerebral em vez de educação, e os mais diversos comportamentos e manias que ameaçam a própria segurança e a dos outros onde estivermos.

Homúnculo cortical de Penfield.

UMA BREVE HISTÓRIA

Considere os últimos 200 mil anos da evolução humana.

Nossos ancestrais sobreviveram como exploradores andarilhos, manualmente hábeis, rudes e robustos, sem necessidade de linguagem metafórica, divisão de trabalho, leis e hierarquias sofisticadas. A única preocupação deles era caçar, coletar e defender o alimento disponível, embora sem estocar e comercializar o excedente de comida. Eles nasciam e morriam em tribos nômades com poucos membros disputando territórios com as tribos vizinhas. E continuariam a aumentar vagarosamente em número se não fosse o advento das monoculturas agrícolas há uns dez mil anos acelerar o crescimento e a expansão populacional a partir do Crescente Fértil.

Desde então aquele sequenciamento instintivo das informações, outrora útil para a sobrevivência em pequenos agrupamentos, foi se tornando obsoleto.

E perigoso.

Rei ajoelhado diante de um trono vazio. Escultura cuneiforme datada do reinado de Marduk da Babilônia, cerca de 1.230 a.C.

Quando aquele censor interno continuou interferindo na mente dos construtores das primeiras civilizações, seu legado hereditário nos trouxe a este estado mental atormentado e insustentável a ponto de comprometer a vida no planeta.

Atualmente estamos todos convivendo e dependendo direta e indiretamente da assistência de milhares de outras pessoas, cada uma com expectativas de ascensão social e econômicas idênticas, em um conflito silencioso umas com as outras, e todas repletas de carências afetivas, frustrações, ansiedades, impotências, temores e ressentimentos dos mais variados, da infância a velhice, no Oriente e no Ocidente.

E isto é considerado “normal…”

“Os quatro Cavaleiros do Apocalipse”, por Viktor Vasnetsov (1887).

OS FRACASSOS

Alguns pensadores basilares no passado, preocupados com os novos desafios sociais que impediam e ameaçavam a harmonia nos relacionamentos, tentaram fazer da introspeção uma forma de controlar as emoções e usá-las a seu favor.

Em vez do sentido do tato escolheram a visão e a audição para conduzi-los nesta tarefa.

Na maioria das vezes essas disciplinas de meditação viravam escapismo ou descambavam para a catarse dos estados alterados de consciência causando mais problemas. Isso fez também com que o pensamento ficasse relegado quase exclusivamente para o aprimoramento das tecnologias e assuntos práticos de organização social e comercial com o desenvolvimento da escrita para registrar leis e os conhecimentos adquiridos.

Enquanto isso, os instintos continuavam intocados e filtrando os estímulos sensoriais e as emoções foram se dividindo em boas e ruins de acordo com a classe social, época e circunstâncias nas quais se manifestavam.

Esta dualidade entre intelecto e emoção acentuou uma dissociação cognitiva crônica similar à esquizofrenia. Sem solucionar os antigos problemas gerou outros ainda piores e mais devastadores como a polarização do pensamento favorecendo ideologias extremistas, proselitismos e alienação pelos vícios.

 

A ENCRUZILHADA

Chegamos ao ponto crítico do encontro de um colapso com um salto evolutivo sem precedentes.

O colapso é o dos memes desta cultura civilizatória que nos mantém cativos e entretidos nas cidades (3).

As religiões xamânicas e as salvacionistas, as filosofias clássicas e da Nova Era, as aspirações idealistas e estéticas mais elevadas, os avanços tecnológicos, artísticos, literários, medicinais e científicos acelerados pela informática, o aprimoramento legislativo, econômico e político das sociedades, nada disso nem ninguém sequer suspeitou da possibilidade de alterar e corrigir a distorção dos estímulos sensoriais recebidos antes de processar e expressar as informações contidas neles.

Com os relacionamentos cada vez mais regidos por emoções e pensamentos subjetivos na forma de conceitos ambivalentes, circulares e demasiado irracionais (uma vez que perderam seu lastro na palpabilidade e confiabilidade dos sentidos), as experiências de vida e a transmissão de dados e conhecimentos relevantes comprovadamente benéficos individual e coletivamente foram esgotando suas referências na realidade objetiva, se distanciando e se separando dos seus fenômenos.

E com graves consequências e severos prejuízos.

Tudo ficou “líquido” e efêmero. Fantasioso e enfeitado. Veloz e imediatista. Inconsistente e incoerente. Digital e virtual. Abstrato e sem valor intrínseco.

Do escambo para derivativos de ações nas bolsas às criptomoedas, da tradição oral passando pela escrita cuneiforme, invenção da imprensa à internet 5G, alavancamos nossa eficiência em ritmo desenfreado em menos de dez milênios.
E quando a sensação de estar vivo perde seu significado e encanto, só restam os valores artificiais econômicos e a ilusão do prestígio de quem ostenta mais bens e influência (poder) e aparenta aproveitá-los em benefício próprio.

Todos passam a competir em uma economia artificial globalizada funcionando como um esquema de pirâmide com uma elite no topo lucrando com o alargamento na base de consumidores.

Não por acaso a depressão e o suicídio endêmicos, principalmente entre os mais jovens.

Não por acaso os abusos domésticos e os massacres nas escolas e nas ruas.

Não por acaso o escalonamento do crime organizado, do roubo e da corrupção.

Não por acaso os distúrbios psicológicos que vão da ansiedade às doenças psicossomáticas que comprometem e debilitam o sistema imunológico e nervoso precocemente.

Não por acaso as condições de estresse, obesidade, sedentarismo, fome e má nutrição.

Não por acaso os preconceitos raciais, as guerras civis, a tortura, os assassinatos e o terrorismo promovidos e negociados por governos genocidas.

Não por acaso a atração irresistível e absurda pelos cultos e seitas bem como pela violência gratuita e a pornografia.

Não por acaso o aumento do desemprego e do assistencialismo em um mercado de trabalhos encolhendo e com tantos concorrentes lutando pelo mesmo lugar ao sol.

E mais uma vez, a única causa é de ordem evolutiva, biológica.

Imagem ilustrativa das redes de sinapses neurais.

O DIAGNÓSTICO

Voltamos àquelas três formas de como experienciamos a vida: sentidos, sentimentos e sinapses.

De tão comuns e corriqueiras, passaram desapercebidas por filósofos e cientistas: os estímulos sensoriais crus e puros que recebemos sem parar, em vigília e dormindo, são quase instantaneamente modificados e descaracterizados pelos instintos que os pintam com as cores das emoções e dos sentimentos condicionados e condicionantes. Este fluxo curto e interrompido de sinais (luz e som principalmente) estagna e se polui e será justamente a matéria-prima para as decisões que nos orientam e nos movem. A memória fica comprometida pela má qualidade de informações derivadas de estímulos falsificados na fonte e que perderam parte do seu sentido original. E o cérebro consumirá 20% do total da nossa energia corporal neste ciclo repetitivo, fechado e entrópico chamado de “Grande Loop(4). Com este desgaste implacável das nossas faculdades cognitivas, a inevitável decadência do pensamento racional vai se perpetuando com os seus efeitos colaterais conhecidos: das superstições aos traumas e fobias, passando pelo narcisismo, vaidades, complexos de inferioridade e superioridade, psicoses e síndromes culminando no ocaso da insanidade, da demência e da deterioração celular generalizada.

Faixa de Moebius, desenho de M. C. Escher (1968).

A SOLUÇÃO

Felizmente este cenário sombrio não é o nosso destino.

Indivíduos independentes em vários lugares já lograram detectar essa mesma causa dos males que veem nos afetando desde tempos remotos e que ainda não sabíamos como consertar.

E finalmente a urgência dessa compreensão está ao alcance de todos: preservar a pureza dos estímulos sensoriais que captamos e com os quais alimentamos o pensamento é uma questão de vida ou morte.

É a hora de experienciar o estar vivendo livre da intervenção e sabotagem das emoções que nos jogam em uma espiral de crise existencial, como prisioneiros perambulando perdidos e solitários em um labirinto escuro.

E para isso você não precisará de uma ciência ou religião, e sim de uma metodologia para aprender e absorver um novo processo mental ainda pouco estudado e explorado.

“Caminhante sobre o mar de névoa” de Caspar David Friedrich (1818).

CONTEMPLAÇÃO

A CONTEMPLAÇÃO já foi confundida com meditação, orações e preces, concentração, atenção plena, transe hipnótico e toda a sorte de rituais bizarros e teoremas esotéricos de filosofias e disciplinas herméticas. Isso fez com que raramente pudesse ser apreciada, explicada e aproveitada na íntegra, justamente porque aquele processo antigo de poluição dos estímulos sensoriais bloqueava sua livre atuação.

Apesar disso, em certas ocasiões este bloqueio falha!

Quando isso ocorre o estímulo chega limpo ao cérebro causando uma liberação massiva de endorfinas e outras substâncias neuro-hormonais naturais que geram um incrível prazer e vitalidade.

E assim como o fogo se apaga sem combustível, neste estado de conexão direta com a realidade objetiva aquele censor interno desaparece instantaneamente, resgatando e ampliando a fenomenal inteligência nativa do corpo humano.

Potencialidades sinestésicas inexploradas começarão a despertar.

“Universal Awareness” por Alex Grey (2008).

SINESTESIA (5)

Tais eventos de pura sinestesia nunca dependeram de drogas nem de respirações especiais, esportes radicais, experiências místicas ou erudição acadêmica. A imersão sinestésica objetiva, sem um sujeito para interpretá-la, aconteceu e continua acontecendo aleatoriamente para todos os seres humanos em qualquer local e momento. Você pode estar ocioso, lendo, caminhando, correndo, assistindo TV, ouvindo o rádio, no banheiro, conversando com um estranho ou familiar, ou lutando boxe… Suas crenças são irrelevantes. Não importa se está ocupado ou passivo, fora ou dentro da Zona do Fluxo (6). E a estratégia selecionada para aumentar a frequência dessas experiências sinestésicas é refinar o sentido tátil. Com o toque remodelamos o cérebro e facilitamos a eliminação daquele censor rancoroso entre a sensação física completa e os pensamentos e ações derivados dela.

 

CONTEMPLAR É PRECISO

Esta é a fórmula para quebrar gradualmente os condicionamentos atávicos dos instintos e suas emoções até que a plasticidade cerebral vá apagando-os definitivamente.

A CONTEMPLAÇÃO é rápida de aprender e praticar com segurança a qualquer instante e capaz de atuar livremente por prazo indeterminado. E com a vantagem de poder ser ensinada para os jovens e adultos interessados e dispostos a aprendê-la.

A CONTEMPLAÇÃO não é uma “iluminação da consciência”, nem uma técnica de neurolinguística ou uma terapia para se conformar com a dor e o sofrimento e mascarar emoções, sejam negativas ou positivas (ambas distorcem o pensamento).

A CONTEMPLAÇÃO é um processo mental voluntário, autoestimulado e posto em ação a cada segundo que sentimos o fascinante fenômeno da vida, estejamos ou não exercendo alguma atividade física ou intelectual.

E a CONTEMPLAÇÃO é inseparável do tato porque nenhum outro sentido o substitui.

A CONTEMPLAÇÃO se inicia observando como vencemos a gravidade ao nos manter equilibrados, percebendo a pressão do nosso corpo em contato com o solo, com a atmosfera e a superfície de outros corpos e objetos, e como nos movimentamos inconscientemente pelo espaço, de uma localização para outra, sempre buscando o caminho de menor atrito, sem esforço em cada gesto graças a um maravilhoso e sutil controle muscular fino.

UM EXERCÍCIO DE CONTEMPLAÇÃO

Faça esta experiência:

  1. Pegue delicadamente e sem pressa com as pontas dos dedos um objeto qualquer, um livro ou xícara;
  2. Explore pela sensibilidade tátil a sua textura, temperatura, formato, consistência, peso e centro de equilíbrio;
  3. Simultaneamente observe como tocá-lo afeta seu próprio corpo provocando micro ajustes musculares involuntários.
  4. Seu corpo está em CONTEMPLAÇÃO!

Ela só terminará quando algum sentimentalismo na forma de imagem, som, cheiro ou gosto guardado na memória interferir na experiência do contato.

As oportunidades para se exercitar na arte da CONTEMPLAÇÃO são inúmeras. Cada momento é uma nova chance para se empenhar na sua maestria enquanto vai colhendo todos os benefícios sinestésicos instantâneos por estar vivendo nas três dimensões da mais completa e imaculada sensorialidade.

Contemplar é a técnica na base de todas as técnicas e ofícios.

Ela mudará o seu cérebro. Ela mudará sua vida. E para sempre.

Ilustração do século 16 do momento “eureca” de Arquimedes.

A HEURÍSTICA DA CONTEMPLAÇÃO

A CONTEMPLAÇÃO nos revela que cada um dos incontáveis átomos do nosso corpo está conectado aos átomos de todos os corpos e objetos que existem simultaneamente ao nosso redor e no universo (7). E que os elementos químicos dos quais somos feitos está presente nas galáxias mais distantes.

A CONTEMPLAÇÃO é atemporal.

Nela o tempo é uma medida criada pela memória pois somente o “agora” sendo percebido está acontecendo.

A CONTEMPLAÇÃO se sobrepõe ao padrão dos instintos e cria uma ponte direta entre os estímulos físicos captados sensorialmente interconectando-os sem intervalo com o pensamento que passa a operar emancipado, sem um intermediador. O consequente planejamento e tomada de decisões mais inteligentes serão o resultado esperado desta heurística inédita e espontânea.
Erros de julgamento, nas avaliações de dilemas e na resolução de conflitos se tornarão cada vez mais raros. E a sensação de unidade e realização existencial simplesmente pelo fato de estar vivendo para contemplar o universo e a si mesmo, independente da aprovação de terceiros, será uma constante 24 horas por dia, todos os dias, semanas, meses e anos que tiver pela frente.

A CONTEMPLAÇÃO é o derradeiro e voluntário ato consciente de manumissão dos instintos e suas emoções.

Viver sem saber da possibilidade de examinar a vida através da CONTEMPLAÇÃO evitou que nossos ancestrais solucionassem definitivamente os problemas que herdaram e foram se agravando porque eles também nunca tiveram sucesso duradouro em suas tentativas de resolvê-los.

Isso mudou e está ao nosso alcance aprender e ensinar a arte da CONTEMPLAÇÃO.

Na Parte 2 vamos nos aprofundar em como transformar essa prática deliberada em uma função automática do corpo através de um jogo mental com 8 palavras-chave.

Envie este artigo para seu círculo de amigos que também compartilharão com outros e assim sucessivamente, como na Teoria dos Seis Graus de Separação (8)!

A CONTEMPLAÇÃO nos liberta de um mecanismo neurobiológico ultrapassado que já foi confundido com possessão, pecados e defeitos morais e depois com doenças orgânicas e transtornos psicológicos, quando era um atraso de 12 milissegundos no sistema nervoso evitando que os estímulos físicos captados pelos sentidos fossem analisados na íntegra pela mente livre da voz de um intermediador virtual interno.

Com o pensamento recebendo exclusivamente estímulos sensoriais puros, qualquer ação e decisão será um ato de altruísmo para com o próprio corpo e os demais.

Sem revoltas e revoluções, sem livros sagrados e manuais de autoajuda, sem líderes carismáticos e influenciadores de opinião…

Basta uma geração com a habilidade de CONTEMPLAR.

Então, todas as utopias serão superadas!

(1) “A Origem da Consciência no Colapso da Mente Bicameral” de Julian Jaynes (1976) e “O Cérebro Emocional” de Joseph LeDoux (1996), junto com as pesquisas de Lisa Feldman Barret e Daniel Wolpert são algumas das referências de consulta do autor. A prática da CONTEMPLAÇÃO não depende destas ou de outras leituras complementares.

(2) Censura (psicanálise)

(3) “Ismael”, “Estória de B” e “Meu Ismael”, a trilogia de Daniel Quinn, lança um outro olhar sobre essa civilização hegemônica e os rumos desastrosos que ela está tomando.

(4) www.bancodasaude.com/noticias/cientista-sugere-o-que-faz-o-cerebro-gastar-tanta-energia

(5) Sinestesia

(6) Fluxo (psicologia)

(7) “Why God Doesn´t Exist” de Bill Gaede (1998), e seu website www.ropehypothesis.com apresentam a Metodologia Racional Científica aplicada pelo autor. 

(8) Teoria dos Seis Graus de Separação

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