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Academia Imoto

O que nós já aprendemos?

Nós já aprendemos que AGORA, neste exato instante em que estou digitando estas letras formando sílabas, palavras, frases e parágrafos, bem como na pausa entre a pressão dos dedos no teclado, é a única oportunidade que eu posso experimentar a vida com meus sentidos despertos.

Nós já aprendemos que AGORA, neste exato instante em que você está lendo estas letras formando sílabas, palavras, frases e parágrafos, bem como na pausa entre uma palavra e outra na tela, é a única oportunidade que você pode experimentar a vida com seus sentidos despertos.

Durante a leitura dos dois parágrafos acima, em algum momento você teve chance para sentir raiva, frustração ou tédio?

AGORA a OPORTUNIDADE de VIVER!

Quaisquer emoções e sentimentos memorizados e condicionados culturalmente (vide as pesquisas da professora de psicologia Lisa Feldman Barrett) bloqueiam a nossa percepção direta do mundo objetivo do qual o nosso corpo é parte inseparável como organismo físico na comunidade da vida.

No JOGO esta barreira construída de suposições e previsões apressadas é vista como ela é, uma grande muralha de pedra aprisionando e obrigando a mente a se limitar aos velhos conceitos repetitivos para completar o que foi captado em tempo real pelos sentidos. E em cada partida do JOGO será de interesse vital rastrear as causas – o exato incidente, pensamento, expectativa ou desapontamento, que poluiu nossa percepção. Inevitavelmente, na raiz de cada uma das emoções encontraremos uma crença ou um instinto passional. Encarar sem trégua, expor e entender estas crenças e paixões instintivas irá enfraquecer sua influência sobre os pensamentos e o comportamento. Este processo, se seguido diligentemente e diariamente, favorece o enfraquecimento das redes sinápticas daquelas crenças e dos instintos cegos que nos afligem.

No JOGO o objetivo é claro: eliminar uma programação neural que condiciona uma insatisfação e ansiedade crônicas, e permitir que a ordem e a paz visíveis no mundo objetivo se manifestem, experimentando a vida com o seu corpo e seus sentidos sensoriais em sua totalidade, agora.

O método por trás do JOGO trabalha neutralizando a agressão e o medo ocultos nas bases dos instintos animais básicos de aversão e apetite. Os resultados se apresentam em algumas semanas, à medida que o jogador se liberta das crendices, das éticas morais e suas verborragias (psitacismos) bem como dos sentimentos e emoções que nascem das paixões instintivas. Esta liberdade de pensar com clareza permite que a inteligência nativa recupere o trono e o comando das suas decisões e ações. E tal autonomia da mente humana pode ser verificada no aumento da satisfação e da harmonia consigo mesmo, em suas atividades e em seus relacionamentos com seus semelhantes.

O JOGO praticado no dia a dia desentoca o medo e a resistência, porque está demolindo o próprio “eu”, desnudando o censor e todas as crenças e sentimentos em que este minotauro interior se apega para se alimentar e sobreviver.

Naturalmente a maior ameaça será que o JOGO cumpra a sua função e o censor seja erradicado.

Observe que os momentos mais difíceis para se jogar não são aqueles em que detectamos uma das quatro situações-chaves durante o encontro e interação social com alguma pessoa ou grupo, mas sim os períodos frequentes em que estamos a sós e ociosos.

Com um ego e uma suposta alma somos caricaturas de um personagem sempre incompleto e hiperativo, carente de “som e fúria” para se manter respirando.

A identidade social e o “eu” animal se cristalizam respondendo a metodologias religiosas do tipo “movimento pelo desenvolvimento do potencial humano” e afins. Sabe por quê?
Estas iniciativas estimulam o auto engrandecimento do ego e são louvadas por trazer motivação, entusiasmo, energia e fé. Os mesmos dogmatismos que as religiões promoveram durante milênios, hoje com telões de alta definição, auto-falantes potentes e todo um aparato eletrônico de transmissão e difusão no mercado editorial, na televisão e na mídia. E sempre com um orador carismático ou fabricado, se apresentando como o porta-voz do mesmo novo velho evangelho…

Até o presente, apenas o JOGO consegue surpreender o censor com uma inusitada abordagem linguística, imprevisível e absurda demais sequer para ser cogitada: a cada segundo, a inteligência nativa emite um sussurro indagador avisando que os dias de representar um papel e cumprir contratos ancestrais estão contados e que o corpo irá rever o que sempre lhe pertenceu.

“CONHECE-TE A TEU CÉREBRO”

Esta imagem é de uma varredura cerebral que mostra a atividade do lobo temporal direito (R) e esquerdo (L) durante alucinações auditivas. Como parte de sua teoria sobre a origem da consciência (vide o seu livro “A Origem da Consciência no Colapso da Mente Bicameral”, 1976), o psicólogo Julian Jaynes especulou no final dos anos 1970 que alucinações auditivas são o resultado de atividade nas áreas de linguagem do hemisfério não dominante e que então são “ouvidas” no hemisfério dominante. Cerca de 20 anos atrás, os estudos de ressonância magnética começaram a confirmar suas ideias sobre isso.

Isto soa tão simples, mas a maioria das pessoas quando confrontadas com esta técnica se surpreende. Muitos aparentam ansiar por melhorar sua qualidade de vida, mas diante da perspectiva de fazer algo por si mesmos e de mudar o modo como agem, pensam e são, em pouco tempo reagem, se esquivam e criam dificuldades seguidas das mais diversas e disparatadas justificativas somente para, mais tarde, correr de volta para abraçar os caminhos “trilhados-e-fracassados” que lhes dão uma falsa segurança no apelo do seu imobilismo (tradição).

Ou levamos uma vida miserável, dolorosa e árida, ou facilitamos a extinção rápida daquilo que claramente vislumbramos como sendo o nosso maior inimigo e obstáculo na manutenção da experiência de pico da consciência na sinestesia — o problema é o “eu”, o censor, a entidade psicológica internalizada no corpo.

O método heurístico do JOGO de alavancar e sinergizar a autoconsciência garante os resultados de acordo com o tempo e atenção investidos na sua aplicação. É enxuto e pé-no-chão, concentrando-se na percepção de cada situação na linha temporal presente — aqui, agora e em todo lugar, sozinhos ou com quem estivermos.

A ênfase permanece em:

AGORA a OPORTUNIDADE de VIVER!

Isto não significa adiar ou negar que temos uma meta futura. O foco é estar vivendo na contemplação sinestésica 24 horas por dia, todos os dias, a partir de agora, imediatamente.

Leva-se um tempo e o JOGO exige ânimo e sensibilidade aguçada para esmiuçar completamente cada crença, moral, ética, costumes, hábitos, comportamentos sutis, monólogo interior e outras paixões instintivas.

Por trazer a atenção para o fato de que este momento é o único instante em que o corpo pode experimentar a vida, e que se uma emoção se infiltra e impede esta sensação plena de estar vivendo no agora, a conclusão de torna patente: o censor está atuando. Se não é o ego, o que será? Qual a causa, a fonte? Então, se o alarme disparou, alguma medida deve ser tomada para investigar a origem do problema ou defeito. Não faz sentido se enganar e se iludir com crenças e achar que já está tudo perfeito, ou que somos impotentes ou então iluminados, quando sentimos e sabemos o contrário.

Sempre estimule a sinestesia contemplativa imediatamente agora, neste momento único e especial que você e mais ninguém pode vivenciar.

Nesta pequena biografia o autor de “Ismael” descreve a sua vívida experiência sinestésica durante o breve período em que foi um noviço na ordem do monge trapista Thomas Merton.
De acordo com Quinn, tudo estava radiante, incandescente, como se estivesse saindo fogo de dentro de cada grama, de cada folha das árvores, e toda a paisagem e horizonte estavam imersos neste incêndio calmo, iridescente e pulsante, repleto de vida. Ele explica que passou os próximos trinta anos buscando entender aquela experiência. A sua conclusão foi que, pela primeira vez, ele havia entrado em contato com a realidade do mundo natural graças à esta visão animista inesquecível. 

VOLUNTÁRIOS: UM PASSO A FRENTE

Uma das minhas primeiras vitórias que me certificaram da eficiência do JOGO foi que parei de permitir a repercussão estressante de uma agressão verbal ao longo do dia.

Como poderia trocar a paz e o descanso dos momentos de contemplação sinestésica — como aquela minha inesquecível experiência de imersão na montanha —, pelo seu oposto, ficando apático, entristecido ou zangado?

O que gostaria de compartilhar contando sobre este sucesso é que a vida cotidiana nos dá todas as oportunidades para colocarmos nossas ações e reações à luz da inteligência nativa, no estado de apercepção, onde somos estimulados a investigar nossas crenças e paixões com os sentidos unidos e vibrantes.

E isto é simplesmente maravilhoso, pois o resultado é imediato e até uma liberação momentânea ajuda a enfraquecer aquele pequeno parasita chamado “ego”. Assim, não há razão para se temer retaliações e críticas quando resolver aplicar o JOGO na sua rotina. A batalha não é contra os outros. E ela é silenciosa e completamente transparente.

Cada situação-chave e ato executado servirá para você investigar o surgimento de alguma daquelas emoções-chave e buscar os padrões de comportamento, hábitos mentais, preconceitos e fobias que lhe condicionaram.

Não se contente com a capacidade de detectar rapidamente uma emoção ou sentimento. Esteja plenamente decidido a investigar suas reações e pensamentos aproveitando o exato instante em que os encontrou e antecipou sua total expressão.

É certo que existem muito mais pessoas prontas para testar o JOGO das 8 Palavras-Chave e desfrutar da sinestesia e da contemplação. Há tempos estamos saindo de uma época de crise para entrar em outra e mais outra a seguir, e há muita desilusão com a população na expectativa de uma nova peste, revolução social ou um desastre catastrófico repentino… Este é o momento ideal para se encontrar a última alternativa que nos resta: uma metamorfose urgente da mente.

É possível viver em contato com nossos sentidos unificados, de um jeito seguro e dinâmico, incontinenti e de forma duradoura.

E a serendipidade de você, leitor e leitora, estar aqui prova isso.

“We the People, Must Come Together”, pintura de Kelly Simpson Hagen (2019).

SOBRE A EFEMERIDADE DAS EXPERIÊNCIAS MARAVILHOSAS

O jogador corre um único risco no JOGO: no processo do enfraquecimento do ego, a alavancagem da psiquê poderá potencializar o superego e criar um “Eu” (com “E” maiúsculo).

Este Self Grandioso é o último recurso do ego para sobreviver mudando de forma e ascendendo para um nível conhecido no Ocidente como Êxtase e Iluminação e no Oriente como Samadhi e Nirvana. Este Satori, um termo do zen-budismo japonês, é meramente um desdobramento da mente animal que na sua tentativa de se defender a todo custo, escapa para um estado alterado de consciência.

Vários homens e mulheres ficaram presos complexo messiânico porque o mais difícil não é se livrar do medo e agressão instintivos, mas sim do Amor Agapé e Compaixão Universal que inunda o mundo transcendental do iluminado com emoções e sentimentos divinizados, celestiais e absolutos.

É polêmico acusar um iluminado de estar perpetuando as mazelas de uma condição semi-humana, e que o carisma deles é uma força psíquica que só serve para atrair as massas. Em todo caso, recorde uma experiência de contemplação sinestésica e constatará que no mundo objetivo (não o dito “real” do materialista, ou o “psíquico” do espiritualista) não há nenhum poder metafísico e carismático nem qualquer simbolismo antropocêntrico.

O universo objetivo constituído de átomos de agrupando, desagrupando e reagrupando eternamente, percebido como é, não tem nenhuma emoção sentimentalista, por mais nobres que as qualidades afetivas e humanistas sejam louvadas entre as pessoas na esperança de enaltecimento. Todavia, o mundo de matéria finita, mas eterna, nos permite escolher livremente como queremos atuar nele.

O materialista costuma se resignar a uma rotina ou parte em busca de inovações exteriores (vide os “matemágicos” e suas cosmologias quânticas e relativistas) e o espiritualista pretende se imortalizar em uma suposta dimensão paralela, em um estado extrafísico, usando a terminologia padrão esotérica.

No JOGO optei, com intenção total e sem recorrer aos ascetismos monásticos, por atuar no instante do agora, onde estiver, livre das lentes cinzentas do materialismo e das lentes psicodélicas da religião e dos movimentos de “autoajuda”(sic).

A satisfação de estar aqui, apercebendo o mundo, vivendo como um ser humano mortal, consciente e contemplativo, supera qualquer esperança inútil de perpetuar uma alma ou um nome na história.

Hoje desfruto do ato sexual com as sensações e os sentidos literalmente “à flor da pele”, com espontaneidade e vigor, e ainda interajo com intimidade e lucidamente com meus semelhantes tanto no âmbito familiar quanto profissional e nos demais relacionamentos sociais. No meu caso, o “efeito colateral” depois de centenas de partidas do JOGO foi um aumento da sensibilidade do organismo à determinados produtos como açúcar, chocolate, cafeína e álcool. A frugalidade e a moderação com estes alimentos e líquidos aliviaram suas reações excitativas alérgicas sobre o delicado sistema nervoso.

O JOGO funciona, apesar dos períodos iniciais de dúvidas e temores:

“Como somente eu me atreveria a experimentar a vida com tanto deleite e despretensão, sem justificá-la com conceitos abstratos? Estaria inadvertidamente usufruindo de um fenômeno natural da mente ainda não catalogado?”

Nestes momentos de hesitação, diga para si mesmo:

Agora a Oportunidade de Viver!

Você verá que por trás de toda dúvida existencial oculta-se uma crença, um meme, uma ideia tentando se preservar e convencer da sua utilidade, tentando confundir sua origem para não ser localizada e extirpada.

Quando só restar os fatos para regular o comportamento, e todas as crenças e condicionamentos sociais forem vistos como são, manter-se livre, contente e altruísta se torna um modo irrevogável de viver.

Caso se desviar deste caminho e cair no labirinto de um estado alterado de consciência, a pergunta a ser respondida com franqueza e bom-senso será:

“Estou aproveitando esta oportunidade para viver agora?”

O que o método do JOGO disponibiliza é um meio de se libertar do censor e da sua psiquê para viver no mundo objetivo, onde nada é conceito ou está inerte e passivo. Liberado desta entidade, e sem criar uma nova para substituí-la, o corpo consegue atuar em harmonia no mundo objetivo.
No JOGO usamos racionalmente os sentidos para perceber o universo onde não se manifesta nenhum psiquismo, superstição ou alma penada.

Por isso, a questão não é “quem sou?” mas sim “o que sou?”.

O corpo, de carne, sangue e ossos, é a residência da inteligência nativa, e o verdadeiro eu objetivo, feito da mesma matéria física mineral presente na terra, nas plantas e nos outros animais.

O materialismo vigente pode confundir esta afirmação, mas o equívoco acaba quando se constata que o universo é matéria e espaço, com objetos surgindo, se combinando a outros objetos, se separando e criando novas formas e combinações sem parar, em um ciclo eterno de fluxo das duas forças básicas: puxar e empurrar. Apenas o condicionamento da mente nos aprisiona ao mundo conceitual da psiquê (emotiva e afetiva) e aos comportamentos geneticamente herdados na sua raiz (instintos de agressão, medo, caridade e prazer).

Confundir a esotérica “Teoria de Gaia” — travestida de ambientalismo com animismo — serviu para manter o conforto intelectual de quem não quer investigar a única e derradeira causa da poluição, da devastação das florestas e do consumo abusivo de recursos naturais. E não irão experimentar o JOGO temendo perder todo o investimento que a sociedade e seu ego lhe imputaram desde o nascimento.

O censor priva o corpo de experimentar e viver no mundo objetivo, e o mantém cativo no mundo dito “real” que é condicionado culturalmente, alternando esporadicamente para o mundo metafísico que é puramente devaneio psíquico, por mais significativo, consolador e atraente que seja.

O mundo objetivo é o universo físico que nos precede, existe agora e continuará existindo eternamente, independente de nossas teorias, esperanças e fantasias efêmeras.

Afirmar que esta descrição do mundo é uma teoria materialista só porque a matéria é vista e sentida como um fato comprovável ignora as experiências de unidade sensorial da sinestesia que todos já contemplamos e teremos sempre que o censor se ausentar.

Um corpo que atua com paz e harmonia, internamente e nos seus relacionamentos, irá gerar paz e harmonia externa e, a longo prazo, paz e harmonia global. Ciente da natureza animal cativa de seus instintos, crenças e paixões, este objetivo tem poucas probabilidades de ser atingido nos próximos anos. Mas para os que jogam o JOGO isto não é uma cruzada. Uma vez que já está vivendo de forma pacífica e altruísta, imerso na pureza do universo do qual faz parte, percebe, reflete e contempla, entende os limites da sua responsabilidade e tudo que poderá fazer será servir de exemplo e modelo para aqueles que eventualmente aspirarem a mesma realização em vida.

Não há satisfação maior do que viver livre das lentes embaçadas do ego do censor e sua psiquê. O universo não força ninguém a se libertar da sua condição, e a natureza é cega quando se trata de acelerar uma adaptação evolutiva urgente.

Mas hoje é possível se desvencilhar das teias do censor.

Comece a se perguntar constantemente até que se torne uma indagação não-verbal:

“Estou aproveitando esta oportunidade de viver agora?”

Deixe a “apercepção”, a capacidade de ter autoconsciência da sua própria mente funcionando, se expressar neste instante, agora e onde está. Não permita que a sua felicidade seja adiada para uma suposta vida futura nem se contente com a nostalgia das memórias enterradas do passado (lembre-se do “efeito Proust”).

Experimente questionar o que a sociedade e a civilização lhe condicionaram. Obviamente você pode exercer este poder e direito de livre pensamento de maneira discreta sem infringir a “lei e a ordem”.

A sua jornada é pessoal, começa aqui, imediatamente, neste universo radiante e imponente, de espaço infinito e atemporal.

No mundo objetivo não há descontentamento ou qualquer falta de significado. Em nenhum momento inventamos uma teoria fantasiosa para esconder o medo instintivo da morte nem pregamos um hedonismo desesperado em busca de altas doses de prazer ou apresentamos esperanças poéticas de imortalidade de uma suposta alma ou espírito.

Raiva, felicidade e repulsa, temores e tristezas são emoções e sentimentos básicos. Instintos são reflexos geneticamente condicionados, e basicamente são dois: aversão e apetite.

Evidentemente satisfazer nossos instintos e emoções, mesmo os considerados “bons” e “virtuosos” como o amor sentimental e o caridoso, o nacionalismo patriota e a fé em mártires e santos, é alimentar o ego e sustentar o censor, o minotauro.  Passar cada instante procurando por uma “felicidade” perene é a chantagem em forma de promessa do censor atuando como um mecanismo do prazer subjetivo. E prazer na satisfação de desejos instintivos não é o sentido da vida nem a motivação da inteligência nativa.

Experimentar sinestesicamente cada momento é viver de forma puramente altruísta.

Fatos, quando vistos como acontecimentos em vez de opiniões de autoridades, são aceitos sem qualquer empecilho, e sempre bem-vindos.

Monk E. Mind é um dos escritores com mais livros tratando da aplicação do Método Racional Científico inaugurado pelo físico argentino e ex-espião, Bill Gaede. A leitura das obras destes dois autores é indicada para se entender como o mundo objetivo funciona.  

SOBRE O MÉTODO RACIONAL CIENTÍFICO

“A menor unidade de vida é a célula, não a molécula. Se a pessoa que declarou isso definisse cientificamente o termo vida, poderia ter evitado essa armadilha.” — Monk E. Mind. “Atheism: The Dumbest Religion on Earth” (pág. 35). Grinning Monkey Publishing. Edição do Kindle.

Ciência se trata de explicar e a conclusão se o que foi explicado é possível ou não, cabe a quem leu ou ouviu a explicação.

E, no caso da experiência da contemplação sinestésica, não é questão de concordar ou discordar, aceitar ou recusar, crer ou duvidar, mas como o próprio termo diz, experienciar, testar. É o momento em que deixamos a ciência conceitual e entramos na área empírica da tecnologia, da arte como habilidade técnica corporal.

Tudo está se juntando e se separando… sempre. Isso acontece porque há um constante movimento desde os átomos até as galáxias.

Todos os objetos estão continuamente puxando e colidindo com outros objetos.

Um exemplo deste fenômeno:

A água se forma quando duas moléculas de oxigênio se juntam com uma de hidrogênio e se separam na evaporação, voltando a se juntar na condensação. O mesmo para os minerais que compõem os objetos e que depois se decompõe e são absorvidos pelas plantas e outros animais.

E por que tudo está em movimento perpétuo no universo objetivo?

Porque sem confinamento em fronteiras, sem uma arquitetura e simetria perfeita, o movimento dos objetos nunca para.

Pelo fato de nossos sentidos, mesmo quando eles se ampliam na sinestesia, serem limitados e falharem para perceber integralmente o mundo objetivo e seus fenômenos físicos, é que precisamos do método científico racional, que trabalha com uma hipótese e uma teoria para explicar se algo é ou não possível de acontecer.

E o método racional científico requer o emprego do pensamento, da mente humana e sua inteligência nativa, para ser administrado. E quando a mente está livre do censor, do ego, é que o pensamento sem ruídos pode operar na sua máxima performance.

O mundo objetivo e sua realidade não depende de nossas percepções ou das nossas observações. Mas enquanto nossos sentidos são limitados, nosso intelecto é capaz de explorar racionalmente qualquer assunto.

(Crédito da imagem: Shutterstock)

“FEITO DE ÁTOMOS” É PLEONASMO

“Numa eternidade de matéria e movimento; montar, desmontar e remontar, o que se deve esperar? Obviamente, tudo o que pode acontecer aconteceu e continuará a acontecer sempre que possível.” — Monk E. Mind. “Atheism: The Dumbest Religion on Earth” (pág. 33). Grinning Monkey Publishing. Edição do Kindle.

 

No mundo objetivo tudo está em movimento porque sem fronteiras para cercar um sistema, nenhuma simetria ou equilíbrio são possíveis. Por isso não há conflito algum entre os átomos, nem qualquer conhecimento transcendente onde a “Grande Verdade” ou a “Sabedoria dos Antepassados” tenha que ser cultuada e relembrada.

Viva no mundo objetivo em que não há cansaço, há somente deleite no prazer de viver em sinestesia aqui na Terra, neste universo físico em que estamos apercebendo através do corpo, o verdadeiro eu que somos enquanto este organismo durar temporariamente na vastidão do espaço e na eternidade do tempo.

Viver em contemplação soluciona universalmente os problemas sociais atávicos como a violência gratuita, a depressão, o racismo e o fanatismo.

Jogue o JOGO e pratique diariamente o Tai Chi Contemplativo e rapidamente se tornará um hábil solucionador de problemas existenciais, aprendendo pelo estudo e pela prática. Procure pelos modelos certos para estudar, observando-os atentamente, com todos os sentidos unificados, se informando e estimulando os outros a avançar com coragem e bom-senso. Você será sagaz e colherá sua recompensa à medida que investir seu tempo nas suas tarefas relativas ao JOGO e os exercícios ideomotores do Tai Chi Contemplativo.

E você resolverá problemas sem inventar novos.

Sua maior proeza e mérito será descobrir o que o mantém preso ao seu labirinto.

É vital querer sinceramente solucionar a sua condição. Seu êxito dependerá do quanto disponibiliza a consagrar sua personalidade ao problema, pois no final poderá procrastinar, atrasando e adiando a decisão inicial. A solução depende de aceitar uma permuta: para demolir o labirinto é necessário sacrificar o minotauro que ele abriga.

E a resolução deste dilema não exige a seriedade e o ascetismo de uma disciplina espartana. Basta uma força de vontade capaz de sobreviver a alguns meses de trabalho sobre si mesmo, pontilhado aqui e ali de algumas decepções e reveses, porém com resultados quase instantâneos obtidos já nas primeiras partidas do JOGO.

“QUAL TIPO DE SER HUMANO VOCÊ QUER NESSE MUNDO?”

“Estamos usando os neurônios, nossa memória, constantemente para manter nossa identidade. Esteja você acordado, dormindo ou sonhando, esse processo é ininterrupto. Mas está desgastando você. É por isso que digo que a tragédia que a humanidade enfrenta não é Aids ou câncer, mas a doença de Alzheimer.” — UG Krishnamurti

 

A melhor definição para “loucura” é continuar fazendo as mesmas coisas esperando resultados diferentes.

Por isso chamar essa atual civilização de “humanidade” é um insulto à inteligência. Loucura hegemônica, que se espalhou no Oriente e no Ocidente, não significa sanidade. Muito menos, humanidade.

Enquanto continuamos nos comportando como os cidadãos medievais se comportavam, que eram iguais em comportamento e cultura aos cidadãos da antiga Roma, que se comportavam e acreditavam nas mesmas leis daqueles primeiros cidadãos da Suméria, estaremos perpetuando os mesmos problemas que eles enfrentavam: crimes, guerras, corrupção e outras doenças mentais.

As perseguições, as cruzadas, as pestes e as inquisições só mudaram de nome. Governos mataram mais seus súditos do que os conflitos entre nações. Só no século passado foram 262 milhões de pessoas assassinadas pelos seus próprios governantes e suas políticas genocidas de higienização e planificação social.

Mas antes que os seis continentes se transformem em um hospício planetário, ainda há um caminho aberto para sair deste labirinto.

É esperado que muitos vão optar pelos mesmos velhos caminhos (religiões, filosofias, esoterismos, ideologias partidárias, psicologismos, drogas, escapismos etc.) e repetir os mesmos passos dos seus “antepassados” (trocadilho intencional).

Esse medo irracional e insegurança patológica de experimentar caminhos novos demonstra o problema de acreditar em promessas que nunca nos foram entregues.

O conforto que temos hoje é como o verniz da civilização: fácil de perder bastando um deslize e a decisão arbitrária de algum comitê. Trocar a liberdade (para estudar e pensar sozinho) por uma falsa segurança (que se traduz em direitos dados por outros) nunca funcionou e aqueles que fizeram essa permuta perderam as duas.

A alternativa?

A SINESTESIA.

Estima-se que 4% da população atual seja de sinestetas que herdaram esta capacidade dos seus progenitores. Mesmo sem a herança genética, como qualquer habilidade, a sinestesia pode ser emulada, exercitada e refinada após um período de treinamento devido à nossa plasticidade neural. Mas, como qualquer arte ou jogo, você precisa ser voluntário e livre para trabalhar e se divertir com o seu corpo. Superar a inércia do passado é a primeira tarefa.

Para estimular a “Sinestesia Contemplativa” (propriocepção e o sistema háptico unificados com dois ou mais sentidos), atualmente as melhores ferramentas são os exercícios corporais das artes marciais (particularmente os princípios compartilhados daquelas artes consideradas “internas” como o Tai Chi Chuan) mais uma atividade diária heurística que estou desenvolvendo chamado “O JOGO das 8 Palavras-Chave” e, por que não, altas doses do Método Racional Científico para aprender a raciocinar livre das falácias da lógica convencional.

Talvez a maioria dos membros dessa e da antiga geração não tenham interesse ou conhecimento da urgência de tal metamorfose na mente, ou talvez lhes falte ânimo para implementar uma revisão de valores e iniciar um processo de pensar distinto… porém, as próximas gerações, se ainda tiverem tempo hábil, irão ousar explorar quaisquer experiências novas para garantir uma existência com sentido neste planeta. Espero sinceramente que as minhas palavras venham a lhes ajudar nesta tarefa crucial.

“Tai Chi on the Beach”, pintura a óleo de Nancy Seamons-Crookston

TAI CHI: CONTEMPLAÇÃO EM MOVIMENTO

Nas artes marciais um fenômeno mental recorrente conhecido em japonês como “mushin” (mente vazia e parada) facilita o estado mental da taquipsiquia em que a percepção da velocidade do tempo se altera e os movimentos parecem estar em câmera lenta. No Tai Chi Contemplativo, parar a mente não significa parar o pensamento. Pelo contrário!

A rapidez de processamentos dos estímulos sensoriais e associação de conceitos é ampliada a um nível que muitos considerariam perigoso, embora a percepção temporal (uma ilusão criada pelo cérebro para sincronizar movimentos) e das linhas geomagnéticas (magnetorecepção para orientação espacial) também possam ser considerados sentidos sensoriais, ainda que pouco utilizados.

Vamos parar a mente?

  1. Siga a sua respiração. Não tente modificá-la nem alterar seu padrão. Apenas observe o ato natural de inspirar e exalar.
  2. Utilize o reflexo craniossacral. Oscile para frente e para trás a cabeça e a pelve com micro movimentos musculares quase invisíveis ao longo da coluna vertebral.
  3. Pratique o passar o fio pelas nove pérolas. Essa é uma técnica mental do Tai Chi para conectar o corpo e fortalecer a biotensegridade estrutural. Basicamente você conta as suas nove articulações principais, começando pelos artelhos, subindo pelos tornozelos, joelhos, virilhas, sacroilíaco, escapulas, cotovelos, pulsos e falanges dos dedos. A cada contagem, sinta a referida parte anatômica e lhe envie impulsos neurais como se quisesse movê-la (use e abuse do efeito ideomotor).
  4. Faça a respiração reversa agora: quando inspirar, encolha a barriga como se colasse o abdome nas costas, e ao exalar, infle a caixa torácica expandindo a curvatura da lombar.

Esta é uma das manobras do Tai Chi Contemplativo criadas para parar a mente. E seu funcionamento recorre a um truque simples derivado do Treinamento Autógeno: ao recrutar os poderes da inteligência nativa e mantê-la ocupada com a manutenção de cada passo do exercício, o censor se entedia pela falta de diálogo interno e se enfraquece temporariamente.

Parar a mente é neutralizar o ego.

Os povos nativos fazem cerimônias ritualísticas na qual o escolhido da tribo, um xamã ou um cacique, é considerado morto e assim o medo da morte deixa de ser uma maldição para os demais. Os antigos samurais e outros guerreiros seguiam um código semelhante. Para eles, qualquer hesitação no campo de batalha ou no duelo lhes custava a vida ou um membro.

Viver ciente da inevitabilidade da morte faz com que a mente opere no agora que nunca acaba. A falência do corpo, ou melhor dizendo, a desintegração molecular ocorrerá no futuro e não tem consequências no presente. O passado só revela aquilo que já morreu e que este momento não pode alterar. Parar a mente resulta em interromper os mecanismos de autoperpetuação do ego.

O ego se apega à vida porque ela representa a sua existência. E este apego é justamente a fixação emocional que devemos eliminar em uma emergência no caso de uma agressão física violenta por exemplo.

O corpo está no momento sempre atual no mundo objetivo.

A mente também deverá estar no mesmo local e instante.

Uma vez que tenha alcançado a imobilidade da mente, o controle neuromuscular e neurossensorial do movimento aumenta a níveis incríveis conforme descrito e demonstrado pelos grandes mestres do Tai Chi e atletas natos.

Essas e outras práticas sistematizadas no Tai Chi Contemplativo são ideais para restabelecer a vitalidade do corpo, sensibilizar o sistema nervoso e favorecer a manutenção da sinestesia durante a experiência contemplativa.

PERSISTÊNCIA COM INTENÇÃO IMPLACÁVEL

Observe os esforços da mosca para escapar da vidraça. Ela ensaia várias vezes a mesma colisão contra o vidro e não tenta voar pela janela ao lado, por onde havia entrado, e que continua aberta.

Um camundongo preso a uma armadilha alterna suas tentativas de fuga explorando várias possibilidades e descartando automaticamente as que falham. Sem repetir fracassos acaba encontrando um ponto fraco no seu labirinto e sua fuga é uma consequência deste processo de tentativa e erro, experimentação e aprendizado.

Você é, ou deveria ser, capaz de variar as tentativas com maior inteligência e esperteza, de explorar as várias possibilidades com maior compreensão, colecionando dados, aprendendo com seus erros e deficiências. Nisto, o inseto, o rato e o homem concordam: é preciso testar as grades e insistir. Mas se nós o executamos com mais sucesso do que os outros, é porque procuramos uma nova alternativa e perspectiva para avaliar o problema. Como no xadrez, vence quem testar mentalmente o maior número possível de variantes de lances com mais racionalidade e cautela e menos teimosia.

Tive de extrair certos elementos da minha memória para utilizá-los na solução do labirinto. E as obras e experiências de vários pioneiros me auxiliaram a filtrar esses ingredientes. Relembrei outros aspectos e eventos similares àquela experiência na montanha e verifiquei novas possibilidades de contatar estados de consciência relevantes. Todo este conhecimento acumulado na forma de leitura, experimentações pessoais e de terceiros bem como ordenando pensamentos dispersos, culminou na serendipidade de uma descoberta que pôs fim a uma busca.

Sair do labirinto utilizando o fenômeno da sinestesia passou a ser uma escolha e não uma esperança.

Imagem do autor

TELESINESTESIA: A CONTEMPLAÇÃO SINESTÉSICA ONLINE

Depois de entender que as experiências de consciência pura são eventos naturais de contemplação sinestésica, continuei a investigar se haveria mais alguma outra aplicação para este fenômeno cerebral cobrir outras áreas e circunstâncias da vida.

Experimentei utilizar um novo procedimento para estimular e sustentar a sinestesia inspirado no jogo de cartas onde vence quem tem a melhor mão. Nascia o JOGO das 8 Palavras-Chave.

Portanto, explorar um único episódio de sucesso foi vital para se chegar a esta descoberta e criação. Apliquei o mesmo no JOGO em uma série de situações e, com um mínimo de adaptações, fui colhendo os resultados esperados. Quanto mais tempo o cérebro preserva a união dos sentidos, mais as novas sinapses se fortalecem.

Como escrevi na parte 3:
“E se considerarmos a nossa espécie como um superorganismo, a comunicação coletiva por meio de uma telesinestesia permitiria aos homens e mulheres a percepção direta das três dimensões do universo material nos afazeres cotidianos, vivendo em liberdade no mundo objetivo em vez de subjugados pelas emoções no mundo conceitual.”

Da sinestesia destilei esta arte lúdica e heurística de solucionar problemas com a qual estou desenvolvendo um programa de conversação e aconselhamento entre os praticantes do JOGO e do Tai Chi Contemplativo. Para isso o blog no website AcademiaImoto.com será o local virtual para discutirmos sobre o fim do censor e o início de um novo modo de viver.

A sinceridade de seus visitantes irá aumentar a oportunidade de uma investigação inteligente, tanto para você mesmo e seus semelhantes que estiverem também genuinamente interessados em como se libertar do labirinto dessa condição animal, e assim efetivar a contemplação enquanto vivemos neste período marcante da história.

Aqueles que optarem por um diálogo particular ou uma discussão informativa para aprender a aplicar o JOGO e resolver problemas e dilemas de todas as espécies, terá uma ótima oportunidade para fazer parte de um movimento sem precedentes que há muito espera substituir a animosidade e a angústia pela benignidade e felicidade. Juntos, nós, homens e mulheres, podemos encerrar a guerra dos sexos ao nos engajar ativamente na tarefa de nos libertamos daquilo que igualmente nos aprisiona e nos coloca uns contra os outros independente de gênero, orientação sexual ou tom de pele. Quando a violência doméstica, os estupros, os abusos e a insanidade nos relacionamentos tornar-se uma memória sombria do passado, todos estes anos de conflitos e depressão ficarão na lixeira da história onde ficou a Idade das Trevas.

E o que estamos construindo juntos não é algo modesto.

Como um aprendiz nos estudos da sinestesia e nas estratégias de estimular a contemplação em diversas atividades, além de fazer minuciosas leituras, exercitei minha crítica e autocrítica a partir das investigações produzidas neste processo. Com isso, comecei a demolir tijolo por tijolo do meu próprio labirinto.

Tenho o privilégio de praticar e ensinar artes marciais como o Tai Chi Chuan e o Guided Chaos, e de ter acesso aos especialistas veteranos nestas modalidades como amostra viva de consulta que me orientaram nos seus princípios. Porém, nem todos têm acesso a essas práticas e estes instrutores notáveis poderiam estar muito distantes e incompreensíveis na sua língua e país. Naturalmente fiz do Blog do site da minha academia uma plataforma para compartilhar as boas novas com meus semelhantes e atender profissionalmente qualquer pessoa interessada em aprender o Tai Chi Contemplativo como atividade coadjuvante do JOGO.

O Tai Chi Contemplativo reabilita o organismo, fortalecendo o corpo e suas articulações, aumentando o equilíbrio estrutural e melhorando a coordenação motora. Esse empoderamento físico auxilia a mente e por isso tem se mostrado uma prática essencial para combinar com o JOGO que requer atenção e o esforço para manter uma boa saúde geral.

www.AcademiaImoto.com/Blog

É o local onde estão postados esta série de artigos com sugestões de leitura, links de consulta e temas como os da Metodologia Racional Científica que possam ser pertinentes à aplicação no JOGO e no Tai Chi Contemplativo.

Também é um fórum de discussão ideal para todos opinarem sobre qualquer tema proposto ou tirar dúvidas, e uma extensão para encontros em bate-papos e ao vivo, inclusive como um meio de conhecer novos companheiros e companheiras para um relacionamento mais íntimo e maduro, sem os conhecidos problemas dos relacionamentos entre casais decorrentes do choque entre dois censores (uma missão impossível de se cumprir e que apenas a convivência livre dos anseios do ego é capaz de proporcionar).

Estes encontros, sejam virtuais ou pessoalmente, podem ser ocasiões propícias para apresentar ideias, ouvir dilemas, dar testemunhos e conselhos de encorajamento, sanar dúvidas e estimular um enorme aprendizado e esclarecimentos na troca de mensagens, individuais ou direcionadas ao grupo.

O foco desta seção é tratar a sinestesia e a contemplação de forma limpa e organizada, orientando quem tiver interesse em conhecer e aprender mais sobre este novo modo de viver.

E com a finalidade de informar e divulgar a Arte Sinestésica da Contemplação, criei esta seção para ser a nossa editora virtual funcionando livremente sem encargos como uma rede de relacionamentos e cooperativa de autores e colaboradores voluntários entre os membros cadastrados, facilitando a captação e disponibilização de materiais para a produção de livros e e-books, documentários e arquivos de pesquisa e consulta relativos à compreensão do labirinto e seu minotauro e aos meios de vencê-los com coragem e determinação.

Uma das grandes vantagens deste sistema de ensino e mentoria à distância, disponibilizando as informações necessárias para experimentar a contemplação sinestésica quando e onde estiver, é justamente promover a interação imediata com pessoas de diferentes regiões, classes e costumes.

As novas oportunidades para jogar o JOGO serão muito mais diversificadas e desafiadoras, e os benefícios de se viver livre da influência do censor chegarão mais rapidamente.

E para suportar os longos períodos de autoanálise durante e depois de cada partida e na recapitulação noturna, que requer memória, concentração mental e vigor físico, a prática do Tai Chi Contemplativo irá ajudar.

O resultado objetivo do JOGO é um corpo cada vez mais livre do estresse cerebral crônico causado e sustentado pelo censor. Este corpo e mente renovados serão reaproveitados no Tai Chi Contemplativo que requer descontração muscular, soltura articular e clareza mental.

Ninguém precisa fazer peregrinações, ao mesmo tempo em que pode se deslocar à vontade para se relacionar com seus companheiros, conhecer novas pessoas e participar juntos nesta jornada.

Outra grande motivação que me fez optar por essa área reservada para todos os interessados na Arte Sinestésica da Contemplação é que ela facilita um canal direto de comunicação comigo, que pode ser através de aplicativos de videoconferências.

Toda correspondência pode ser registrada e arquivada para futuras consultas e como fonte de referência e estudo, mantendo a privacidade de quem optar pelo anonimato.

Engana-se quem acha que o aprendizado à distância online é estático e frio e não aproxima as pessoas. Os participantes que estão fazendo suas experiências com a sinestesia e se aprofundando na contemplação derivada da união dos sentidos terão seus momentos de tensão e alegria que precede e sucede cada autodescoberta.

Esta “Ajuda Mútua”, em contraste com a autoajuda tão em voga no mercado editorial, é um trabalho em conjunto capaz de criar laços sem dependências de pertencer a um rebanho, e favorecer um ambiente amigável onde aplicar o JOGO nos seus relacionamentos.

Em 1969, a antropóloga cultural Margaret Mead observou:

“Nunca devemos duvidar que um pequeno grupo de cidadãos, motivados e determinados, possa mudar o mundo. É algo que, apesar de tudo, muitas vezes foi bem-sucedido.”

Ao compartilhar as suas vivências individuais de liberdade, seu exemplo poderá eventualmente se propagar e, quem sabe, criar a tão falada “massa crítica” ativando uma reação em cadeia de Homo Ludens Artisticus futuramente. Quando isso ocorrer, será um evento de tamanha proporção que nem Nostradamus e o I Ching poderiam prever: um salto evolutivo rumo a um horizonte finalmente humano!

Então, e só então, poderemos gerar a verdadeira Humanidade que a inteligência nativa vislumbrou e vem profetizando e batalhando para concretizar nos últimos dois milhões de anos.

E pela primeira vez as próximas gerações farão parte de uma única família mundial.

Na parte 11, a penúltima desta série, farei uma revisão geral da hipótese, teoria e conclusão destes artigos e publicarei um vídeo com a demonstração de uma magnífica performance de Tai Chi para contemplar e aplicar no JOGO. Carpe Vitae!

Envie este artigo para seu círculo de amigos que também compartilharão com outros e assim sucessivamente, como na Teoria dos Seis Graus de Separação!

A CONTEMPLAÇÃO nos liberta de um mecanismo neurobiológico ultrapassado que já foi confundido com possessão, pecados e defeitos morais e depois com doenças orgânicas e transtornos psicológicos, quando era um atraso de 12 milissegundos no sistema nervoso evitando que os estímulos físicos captados pelos sentidos fossem analisados na íntegra pela mente livre da voz de um intermediador virtual interno.

Com o pensamento recebendo exclusivamente estímulos sensoriais puros, qualquer ação e decisão será um ato de altruísmo para com o próprio corpo e os demais.

Sem revoltas e revoluções, sem livros sagrados e manuais de autoajuda, sem líderes carismáticos e influenciadores de opinião…

Basta uma geração com a habilidade de CONTEMPLAR.

Então, todas as utopias serão superadas!

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