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Academia Imoto

Qualquer produto químico que aumenta os riscos de declínio cognitivo é um “dementogênio”, termo usado pelo Dr. Dale Bredesen, autor de “O Fim do Alzheimer” (Objetiva, 2018), e que de acordo com ele, nós estamos nadando diariamente em uma sopa tóxica.

Bredesen e outros toxicologistas descobriram dementogênios no mofo comum em paredes úmidas, nos metais pesados como o mercúrio e o chumbo que contaminam peixes, no benzeno usado nos produtos de limpeza e nos solventes de tintas e colas, nos pesticidas, nos plásticos e nas biotoxinas no bolor de grãos e alimentos perecíveis em geral.

O Dr. Bredesen alega que é possível reverter o declínio cognitivo com uma abordagem mista de medicação e prevenção das centenas de fatores associados, uma vez que ainda não há uma monoterapia de cura para o Alzheimer e a demência (senilidade).

Entre as várias causas dessas doenças, as placas amiloides em número excessivo no cérebro dos pacientes indicaram que processos inflamatórios no corpo, e que se tornaram crônicos, afetam o sistema nervoso e o organismo em geral, das articulações ao sistema circulatório e endócrino.

O estresse diário com preocupações e ansiedades, estilo de vida sedentário ou hiperativo, lesões e doenças prévias parcialmente tratadas, consumo abusivo de açúcar, de antinutrientes e substâncias estimulantes, conflitos emocionais sem fim na família, entre casais e no trabalho profissional, e toda a sorte de agressões sociais e ambientais, compactua para colocar o cérebro em um incessante estado de alerta e insegurança. E um cérebro “em chamas” cria um corpo inflamado.

O ego fica intermitentemente colocando e tirando o corpo e a mente do módulo de sobrevivência, alternando o sofrimento com períodos de repouso, em um ciclo bipolar cada vez mais danoso para a mente, ou melhor dizendo, para o órgão que gasta mais calorias do corpo.

E o problema, apesar de todas as pesquisas e diagnósticos da medicina, não se limita aos dementogênios e ao estresse.

O grande inflamador de emoções, incentivador de abusos, sabotador do sistema imunológico e gerador de doenças cognitivas, foi e continua sendo o ego, o censor que interfere na captação dos estímulos sensoriais e na elaboração do pensamento.

Atuando como intermediário entre o mundo objetivo (físico e material) e o subjetivo (conceitual e inteligente), este intruso impede o livre funcionamento do sistema sensorial e nervoso.

A decadência cerebral é o preço que pagamos por aceitar as influências deste parasita na mente, entre outros sintomas clínicos e prejuízos nos relacionamentos. Basta um pouco de reflexão para entendermos que rompantes instintivos e extravasamento de emoções condicionadas por alguma cultura, crença e doutrinação estão por trás das motivações de crimes, corrupção, comportamentos antissociais e a maioria de acidentes e vícios. As decisões irracionais que o censor tenta justificar para se proteger são uma outra pista para encontrar esta entidade atuando na surdina nos bastidores do intelecto.

E nenhum remédio fitoterápico, dieta natural ou suplemento vitamínico, mudança de hábitos e de ares, meditação mindfulness, exercício funcional e esporte radical, terapia, atividade artística, religião, entretenimento e lazer foi capaz de alterar e afetar o censor, mas pior, permanecem lhe adicionando momento e força.

O censor se alimenta do coquetel químico repetitivo que ele mesmo induz.

Se o Dr. Bredesen estivesse ciente disso, ele poderia acrescentar o ego como o primeiro e mais perigoso dementogênio da sua lista e incluiria a ARTE SINESTÉSICA DA CONTEMPLAÇÃO como coadjuvante no seu protocolo ReCODE® de tratamento do Alzheimer.

Para a medicina começar a aceitar estes fatos, neste penúltimo artigo da série eu apresentarei um resumo deste problema com uma abordagem verdadeiramente científica, em vez de meramente tecnológica ou abstrata.

O censor se autointoxica e se auto justifica.

E ele fará de tudo para se perpetuar, inclusive se sujeitar a qualquer privação, ascetismo, disciplina, método e terapia.

Simplesmente porque o censor é o criador de todos esses escapismos.

A prevalência do censor na cultura explica por que as pessoas têm dificuldades para reconhecer e aceitar um ditador interior desvirtuando suas decisões e comportamentos. Recaem em uma negação psicológica para não ser obrigadas a encarar e atuar sobre um problema que, erroneamente, acreditam ser insolúvel. Irão apreciar as massagens no ego a colocar a lupa da consciência sobre ele. Irão abraçar causas, ideologias e grupos a colocar em xeque esta necessidade de pertencer a uma tribo e matar e morrer por uma ideia.

Quando médicos e cientistas entenderem que o censor é o elemento catalisador de praticamente todas as condições de dor, sofrimento, doença mental, e inclusive de mortes no trânsito e assassinatos domésticos e nas ruas, será a maior das revoluções na medicina.

Mas não vamos segurar a respiração enquanto isso não acontece.

 

CENSOR: NEM BICAMERAL, NEM CONSCIENTE… VIRTUAL.

“Não é nem mesmo o bem-estar geral do povo que ocupa meus pensamentos, pois minha dor particular é de tal maneira torrencial e de natureza tão oprimente que devora e engole outras tristezas… e, no entanto, continua sendo a mesma dor.”

—  William Shakespeare, Otelo.

 

Jaynes descreveu como a voz bicameral se tornou a voz coletiva com um código consensual de conduta social e instinto de rebanho formando as bases organizacionais para o funcionamento cooperativo das sociedades primitivas.

Por isso o apelo dos grupos atraindo as massas: os iguais se atraem antes de se repelirem depois.

Este é o estado em que se encontra o sistema educacional, científico e acadêmico, de onde nenhuma medida que afete o censor será sequer cogitada e muito menos aceita, compreendida e implementada: grupos e associações criadas por censores para censores, por fundadores agindo descaradamente para satisfação do ego e por egos aceitando as manipulações de outros egos, explorando e sendo explorados em um jogo social repleto de mentiras, trapaças, blefes, roubos, dor, sofrimento, decepções e desilusões.

Casais incapazes de ter intimidade em uma batalha dos sexos irracional, povos desfrutando de uma trégua entre as guerras e chamando isso de “paz” e as mais diversas atrocidades sendo cometidas diariamente em nome de algum deus ou ausência de um. Eis a condição denominada de “humana” quando não passa de um distúrbio neurobiológico que a evolução deixou para cada indivíduo resolver por si mesmo.

Como sempre cabe aos livre pensadores que entenderam a “Alegoria da Caverna” tomar a iniciativa e as rédeas da “Biga de Platão” e usar dos próprios recursos para informar seus semelhantes e lhes mostrar outras perspectivas sobre este desafio adaptativo entre a vida e a morte.

Será inevitável o instinto altruísta permitir o livre-arbítrio da sua inteligência nativa, e ficar do lado da vida. Da vida no mundo objetivo. E esta previsão nem é otimismo ou esperança. É questão de sobrevivência.

Cartaz do filme “Quero ser John Malkovich” (1999).

“NASCEMOS ORIGINAIS, MORREMOS CÓPIAS.” — C. G. Jung

Na raiz de tudo que é considerado “O MAL” há uma crença nascida de mecanismos neurobiológicos do instinto do MEDO principalmente.

Ideias, ideais e outros conceitos que censuram a ORIGINALIDADE cerceiam a liberdade e a segurança. E tudo que ataca a ORIGINALIDADE também compromete a saúde de cada um dos membros mais frágeis da sociedade. Tentar IMITAR os antigos e resgatar suas experiências só irá repetir suas tentativas fracassadas no passado que continuam falhando em solucionar os problemas que encontraram e os que criaram.

O que fazer?

SINESTESIA: “ver” sons coloridos, “ouvir” texturas e formas vibrando, “tocar” imagens… Nessa união dos sentidos, surge uma empatia que nem é instintiva (genética) ou condicionada (cultural). Nessa contemplação sinestésica o intermediador desaparece e não há separação entre o corpo e o mundo objetivo e seus fenômenos físicos. E toda ação e pensamento, além de espontâneos, serão artísticos, benéficos e imersivos.

Combinar som com cores, paladar com olfato, equilíbrio com tato, são os tipos mais básicos de sinestesia, e nem por isso, menos sublimes. A prática culinária é marcante porque integra a visão, os aromas e os sabores dos ingredientes, o contato com os utensílios da cozinha e os sons do seu manuseio sensível às temperaturas e pesos dos objetos e a ordem do preparo. Outro evento sinestésico corriqueiro e fácil de se estimular é ouvir e acompanhar o ritmo dos instrumentos musicais e canto enquanto assiste imagens (de obras de arte se possível) passando em vídeo… O sucesso do cinema e dos videoclipes está explicado!

Perceba os efeitos que estas e outras experiência causam no corpo. Faça um catálogo delas. São muitas e variadas. E jamais idênticas!

A sinestesia está na raiz de todas as artes e é uma arte também. E agora a arte de despertar a sinestesia e contemplar nela pode ser aprendida e desenvolvida.

Graças à essa incrível plasticidade do cérebro, na SINESTESIA os sentidos do tato, visão, audição, olfato, paladar e propriocepção se unificam e o ego, a persona desta máscara com a qual nos identificamos, desaparece como a sombra exposta ao sol. Assim a inteligência do corpo tem a oportunidade de contemplar e agir, e essa é a real natureza humana que nos difere dos impulsos animais. O pensamento e o comportamento serão espontâneos, equilibrados e altruístas, quando vivemos conscientes no mundo objetivo ao qual o organismo físico é parte inseparável, libertos do “Ouroboros” mental e das suas emoções conflitantes.

Como?

O JOGO DAS 8 PALAVRAS-CHAVE.

Identifique em cada uma das principais situações diárias o exato momento em que uma determinada emoção começa a se infiltrar.

Iniciou-se uma interação social que envolva autoridade, a primeira das quatro situações-chave, esteja alerta para o surgimento de uma das quatro emoções-chave. Faça o mesmo em todas as demais situações. Neste jogo de busca e reconhecimento, antecipar e interceptar as reações produzidas por algum instinto e emoção será de benefício geral. Os resultados dessa técnica heurística estimulam aplicá-la até se tornar um novo hábito.

Vale mencionar a “Lei dos 3 Erros”: errou uma vez (e o censor se esgueirou), coincidência ou falta de atenção. Duas vezes, anote as circunstâncias. Na terceira, procure por um padrão. Senão irá errar de novo. Jamais permita que o censor se recupere dos golpes.

Solucionar e evitar problemas para nós mesmo e os nossos semelhantes é o que nos tornará completamente HUMANOS. E os desdobramentos dessa evolução são inimagináveis!

São todos louva-deus e nenhum é igual ao outro.

A diversidade equivale à originalidade. É a mais visível característica do universo. Nada é igual nem na mesma espécie. E nada continua igual para sempre. Ser diferente e mudar sem parar são qualidades e não defeitos. Tentar homogeneizar é antinatural. Mantenha o fluxo. Os problemas só aparecem quando resistimos aos movimentos e às mudanças que trazem. Seja criativo e se adapte.

A ironia feliz da EXPERIÊNCIA ESTÉTICA SINESTÉSICA (ou simplesmente CONTEMPLATIVA) é que ela não requer Q.I. elevado ou anos de especialização acadêmica de um super cientista; basta a ausência temporária do “self” (do censor) para que o fenômeno ocorra naturalmente. Por isso essas experiências são comuns na infância, quando o ego ainda não está cristalizado.

Vamos fazer um teste juntos para despertar uma EXPERIÊNCIA CONTEMPLATIVA?

Esteja onde estiver, olhe para a janela mais próxima de você. Caminhe até ela, abra e olhe através dela, inspire e conte mentalmente para si mesmo o que está tocando, vendo, ouvindo, cheirando e sentindo o gosto.

PRONTO! Você está imerso na contemplação sinestésica.

E ela acontece exclusivamente na nossa interação física com o mundo objetivo.

A contemplação só terminará quando a primeira emoção surgir, porque o censor estará sequestrando na memória alguma lembrança na qual se apoiar para erguer sua cabeça feia fora do inconsciente aonde havia sido posto de escanteio.

Apesar das suas sabotagens, no segundo seguinte eis outra chance e situação para jogar e brincar com seus poderes mentais cognitivos, e assim contemplar e imergir na sinestesia novamente e de novo!

AGORA A OPORTUNIDADE DE VIVER!

“A GRANDE ONDA DE KANAGAWA” é provavelmente a obra de arte japonesa mais icônica do mundo! Ela representa a maravilhosa capacidade humana de superar obstáculos se adaptando às forças da natureza, aceitando que é hora de ir além do instinto de sobrevivência rumo a uma nova onda de evolução! Somente com a moderna tecnologia foi possível captar em câmera superlenta as “garras” formadas pela água que o artista japonês Hokusai já havia observado a olho nu e as reproduzido em sua obra prima de 1830. O mesmo fenômeno está acontecendo na neurociência: graças aos novos estudos e descobertas neste campo, agora é possível entender como atuar e treinar o corpo e a mente da maneira mais direta e adequada. O futuro é agora!

O MÉTODO CIENTÍFICO RACIONAL APLICADO À ARTE SINESTÉSICA DA CONTEMPLAÇÃO

Crítica da Física Matemática

Em 1997, Bill Gaede desenvolveu uma crítica da física matemática, centrada nas questões semânticas das apresentações populares da relatividade geral, mecânica quântica e teoria das cordas. Em 20 de fevereiro de 1998, Gaede completou sua crítica em forma de livro, juntamente com uma teoria da luz, magnetismo e gravidade desenvolvida como um modelo recriado da física à luz de sua desconstrução dos antigos modelos. Seu modelo é conhecido como hipótese da corda. Este livro permaneceu inédito até 2008, sob o título WHY GOD DOESN’T EXIST (“Por que Deus Não Existe”), com sua principal alegação de que a física matemática constitui uma religião e uma possível premissa para argumentos relacionados à existência de Deus. A vasta gama de argumentos gira em torno da falácia da reificação ou da concretude fora de lugar. Gaede explica que todas as teorias da física matemática usam conceitos abstratos como objetos físicos agindo na realidade. “Forças”, “ondas”, “pontos”, “campos” e assim por diante não são físicos, mas conceituais, de acordo com Gaede.

(Trecho traduzido de https://en.wikipedia.org/wiki/Bill_Gaede)

Estar vivo é existir, e somente objetos (com formato) ocupando um espaço (com localização) existem mesmo que temporariamente, porque será inevitável que seus átomos se separem e percam seu formato e local. Os demais eventos que afirmamos que “existem” são acontecimentos conhecidos como fenômenos (sombra, chuva, pensamento…).

Somos um corpo de tecidos orgânicos, e estamos em um determinado ponto e local neste planeta. Apenas o censor nos impede de viver na experiência sinestésica em contato direto com o mundo objetivo. E, ironicamente, somente por meio da experiência sinestésica que nos coloca em contemplação, podemos explorar a nossa interconexão com o mundo objetivo silenciando o censor.

Para apreciar melhor a importância destas informações, adotarei os procedimentos da metodologia racional científica para apresentar a HIPÓTESE, a TEORIA e a CONCLUSÃO sobre a ARTE SINESTÉSICA DA CONTEMPLAÇÃO, que inclui o JOGO DAS 8 PALAVRAS-CHAVE e o TAI CHI CONTEMPLATIVO como meios de estimular, expressar e consolidar a sinestesia e uma existência contemplativa.

Uma vez que a matéria é eterna e está em movimento perpétuo, e que todos os átomos no universo estão interligados, nenhum Criador ou Big Bang são possíveis.

Portanto, seja um agnóstico, um crente ou um naturalista (que também se contenta com explicações irracionais), todos são exemplos de religiosos seguindo o credo de um conceito.

Na imersão da experiência sinestésica contemplativa o corpo (e não o censor ateu, espiritualista ou naturalista) percebe a si mesmo como sendo de matéria em movimento ininterrupto, buscando caminhos de menor resistência para vencer a gravidade. Esta descrição, aparentemente fria e determinista, é incapaz de levar o leitor a experimentar o estado mental que somente a contemplação sob sinestesia transmite e que está além das palavras e da subjetividade dos conceitos que compõem a nossa linguagem. E o propósito da Arte Sinestésica da Contemplação não é nos entreter. Já temos entretenimento demais… Não é nos fazer sentir melhor. Já temos medicamentos demais…, mas unificar nossa percepção e revelar nossa liberdade sempre presente.

 

OBJETO, CONCEITO E O PERIGO DA REIFICAÇÃO

Na ciência, uma palavra ou conceito é não-ambígua, não-contraditória e racional. Seu emprego deverá ser limitado e consistente com a hipótese. Palavras com definições ambivalentes são descartadas.

Usarei adjetivos para modificar nomes (objetos) e advérbios para qualificar verbos (conceitos). E tratarei de aspectos físicos como causa de efeitos subjetivos que por sua vez influenciam e alteram objetos.

Objetos podem ser visualizados e conceitos explicados.

Não irei explicar o cérebro, o objeto.

Explicarei o fenômeno que nasce das interações entre os corpos (que inclui o cérebro) e o mundo objetivo, material e físico.

No método científico, hipótese e teoria são suficientes para explicar e a conclusão cabe a cada pessoa.

A hipótese inclui o estabelecimento dos fatos, as definições dos termos principais e os objetos (no caso, pessoas e outros animais).

Na minha hipótese irei descrever o fenômeno das duas mentes em conflito, a animal e a humana, apresentar os mecanismos do cérebro (o objeto) e definir as palavras-chave, então farei as previsões.

Essas previsões são estabelecimentos dos fatos, uma amostra do que ocorre, e não o acontecimento em si.

Essas observações não são nem verdadeiras nem falsas. Serão apenas para ilustrar e definir a hipótese.

E a teoria irá explicar o fenômeno apresentado na hipótese.

Depois cada um decide se faz sentido e é sensato intervir neste processo ou se irá preferir ignorá-lo ou refutá-lo e continuar operando no mesmo programa de comportamento e pensamento.

Se a sua conclusão lhe motivar a fazer os testes, exercícios e experimentos, você adentrará na área da tecnologia que inclui as tentativas-e-erros, as descobertas inesperadas e suas aplicações práticas.

A ciência se limita a explicar e os resultados da conclusão estão fora do seu escopo. Cada indivíduo decide se são ou não possíveis a explicação e a solução propostas.

Não espere por provas. Ciência não prova ou tenta convencer ou converter. Ciência, que basicamente se divide em dois ramos, Física e Filosofia, lida com a realidade objetiva, material, e seus fenômenos físicos. Nenhuma matemática abstrata, cálculo estatístico ou conceito dinâmico (energias, alucinações, opiniões…) serão empregados, e muito menos proselitismos.

Bastará ilustrar o objeto físico, no caso o corpo, e explicar o fenômeno das duas mentes. E no lugar de fórmulas e equações a linguagem nesta ciência será a ilustração como representação artística.

Após apresentar a hipótese e seus objetos, definindo os conceitos-chave e os fatos previstos, e a teoria explicar o fenômeno da hipótese, a conclusão não será verdadeira ou falsa, mas racional ou irracional. Se o leitor ou ouvinte concluir que é racional, então o passo seguinte é de total responsabilidade de quem entendeu a hipótese e a teoria.

Se irá implementar a solução indicada ou adaptá-la e modificá-la, será a fase seguinte: a tecnologia.

A diferença entre objetos e conceitos deve ser clara.

Uma hipótese incapaz de ser visualizada e ilustrada e uma teoria que não explica os mecanismos envolvidos, é erro do cientista, do proponente que não soube reunir os objetos, os termos-chave e as estimativas em um conjunto racional, e não do leitor privado dos elementos certos para interpretá-la.

Conceitos claros delimitando o fenômeno na interação de objetos que existem, que têm presença física, fazem o método científico ser racional.

Quando a ciência conceitual termina, inicia a tecnologia empírica.

Por muitos séculos o problema da mente-corpo permaneceu indecifrável porque confundiram o cérebro com a mente, coração com emoção e espírito com consciência.

A ciência só se aplica sobre o mundo objetivo, composto de tudo que existe feito de átomos e fisicamente presente com uma localização.

Um objeto com formato e endereço está separado de outro objeto por uma distância no espaço (o nada), mesmo se estiverem em contato uns com os outros.

E um conceito é uma relação entre dois ou mais objetos ou entre dois ou mais conceitos.

O censor, conhecido como ego e fomentador da personalidade e da identidade com que cada indivíduo se reconhece e se distingue dos demais, será o fenômeno cerebral a ser definido e explicado.

Pesquisas em neurociências anteriores ao trabalho de Darwin investigando a universalidade das emoções inclusive nos animais, já apontavam para uma conclusão racional: estamos reféns de um programa neurobiológico evolutivamente antigo competindo com outro mais recente e emergente. Assistindo esta luta no interior do cérebro criar uma redoma de isolamento sensorial e causar tantos estragos ao redor, decidi escrever essa série de artigos e apresentar o assunto de um jeito mais conciso e informal. E duas abordagens alternativas para resolver este dilema: aplicar a SINESTESIA no JOGO e no TAI CHI CONTEMPLATIVO.

Se o leitor concluir que a teoria é possível, embora não seja uma explicação definitiva e completa, terá a sua oportunidade de formular outra hipótese sobre a teoria e chegar às suas próprias teorias e conclusões.

Como escreveu meu amigo Monk E. Mind:

“A Terra plana se tornou a terra redonda que por sua vez se tornou um oblato esferoide…”

 

HIPÓTESE DA CORDA

As várias religiões orientais e do deserto afirmam que o universo está espiritualmente conectado. No método racional científico do físico Bill Gaede propõe-se que todos os átomos estão fisicamente interconectados.

Essa nova maneira de interpretar o funcionamento do universo parte da premissa que há um único filamento que delimita toda a matéria. E o que fisicamente junta todos os átomos é este filamento torcido em uma trança dupla como a espiral do DNA.

A teoria proposta por Bill Gaede para explicar esta hipótese: o conhecido fenômeno do “Salto Quântico” em que os átomos expandem e contraem é porque eles estão torcendo esses filamentos que os interconectam. A luz seria o efeito desta torção se propagando ao longo desta corda eletromagnética, de um átomo para outro. E os fenômenos da gravidade e do magnetismo são explicados por essas cordas eletromagnéticas servindo como mediadoras para essas ações à distância (para se aprofundar na Hipótese da Corda e na Teoria dos Filamentos de Bill Gaede, acesse: www.RopeHypothesis.com).

As explicações de Bill Gaede em seus livros, vídeos e websites sobre como a gravidade, a eletricidade e o magnetismo funcionam, irá ajudar o leitor a entender a hipótese e a teoria a seguir, economizando horas de leituras em neurociências.

Advanced Research Laboratory, Hitachi, Ltd. H. Koizumi – Evolução do Cérebro

HIPÓTESE DAS DUAS MENTES

De acordo com o psicólogo e economista Daniel Kahneman, nosso pensamento ocorre em dois sistemas: o Sistema 1, intuitivo e instintivo, e o Sistema 2, racional e, nem sempre, inteligente.

O psiquiatra Iain McGilchrist (autor de “O Mestre e o seu Mensageiro”, 2009) reconhece este fenômeno como sendo uma propriedade de adaptação natural do cérebro dividido em dois hemisférios nos animais, dos peixes e répteis aos mamíferos:

“O que isso tem a ver com a divisão do cérebro? Pássaros e animais – pois todos eles também têm cérebros divididos – precisam resolver um enigma a cada momento de suas vidas acordadas. Para fazer uso do mundo, manipulá-lo para seus próprios fins, eles precisam prestar atenção restrita ao que já priorizaram como de importância para eles. Um pássaro precisa ser capaz, por exemplo, de colher uma semente contra o fundo de areia em que se encontra, de pegar um galho específico para construir um ninho, e assim por diante. Mas se essa é a única atenção que está prestando, em breve acabará sendo o almoço de outro animal enquanto ele estiver pegando o seu, porque precisa ao mesmo tempo prestar um tipo bem diferente de atenção ao mundo – uma amplo e aberta vigilância sustentada, sem qualquer preconceito do que pode ser encontrado, seja predador ou companheiro, inimigo ou amigo. Como prestar atenção ao mundo de maneira tão contrária? É como dar tapinhas na cabeça e esfregar o estômago ao mesmo tempo – mas pior, porque uma consciência não pode ser comprometida com dois tipos de atenção simultaneamente. A solução parece ter sido os hemisférios separados do cérebro. Cada uma dessas massas neuronais é suficiente por si só para sustentar a consciência. E como a atenção é um aspecto da consciência (uma máquina pode executar tarefas, mas não pode participar), cada uma pode, portanto, atender ao mundo de uma maneira diferente. O que chamamos de nossa consciência se move para frente e para trás entre eles sem problemas, recorrendo a cada um, conforme necessário, e geralmente muito rapidamente. Acontece que, também em humanos, os hemisférios prestam diferentes tipos de atenção ao mundo – estendem a mão para ele (pois é isso que a palavra ‘atenção’ significa, estender a mão) de uma maneira diferente ou com um conjunto diferente de prioridades e valores: compreender e usar para nosso próprio uso ou forjar uma conexão e explorar.”

(McGilchrist, Iain. O cérebro dividido e a busca de significado. Imprensa da Universidade de Yale. Edição do Kindle.)

 

E, na sequência, ele indica as características mais marcantes de cada hemisfério:

“O hemisfério esquerdo, como nos pássaros e animais, presta atenção a feixes estreitos, precisamente focados, que nos permitem captar: é o hemisfério esquerdo que controla a mão direita com a qual apreendemos algo e controla os aspectos da linguagem (não toda linguagem) em virtude da qual dizemos que “apreendemos” o significado – o tornamos certo e o definimos. O hemisfério direito subscreve atenção e vigilância sustentadas para o que quer que seja, sem preconceito. Sua atenção não está no serviço de manipulação, mas no serviço de conexão, exploração e relação. Ou seja, afinal de contas, outra razão pela qual estendemos a mão – para conectar, criar, compartilhar o destino de outra pessoa ou explorar o mundo como ele é.”

Cientes disso:

O único sentido físico real é o tato.

As frequências de luz, as vibrações do som, os sabores liberados nas reações químicas e os cheiros misturados aos gases no ar, o puxar da gravidade em direção ao centro da Terra, a eletricidade e o magnetismo preenchendo a atmosfera, todos estes fenômenos entram em contato com os átomos que compõe o corpo. E irão estimular eletroquimicamente seus meridianos nervosos, como canais afluentes de um rio, irrigando o maior órgão sexual: o cérebro!

Em termos objetivos, o indivíduo vivendo isolado ou no seu coletivo não tem prioridades na comunidade da vida, e sim tarefas físicas de sobrevivência a serem cumpridas à risca e a qualquer custo, como lutar por alimento e abrigo e garantir a sua reprodução e a supremacia da sua prole. E isso requer uma coordenação primorosa de movimentos complexos, justamente a única função para se ter um cérebro (vide a palestra TED de Daniel Wolpert explicando magistralmente esta descoberta).

“Manipulation” (2015). Desenho de Alfred Basha.

A TEORIA DE UM INTERMEDIÁRIO ENTRE AS DUAS MENTES

“O paraíso terrestre foi desacreditado exatamente no instante em que se tornou praticável.”

— Eric Arthur Blair (George Orwell, autor do clássico distópico “1984”)

 

Os estímulos externos e internos recebidos pelos órgãos sensoriais não percorrem instantaneamente os trilhos nervosos até alcançar as partes mais distantes do cérebro (vide os trabalhos de pioneiros como Joseph LeDoux). Eles demoram milésimos de segundo e neste trajeto estes sinais ativam e passam por vias e estruturas responsáveis pelos reflexos instintivos de equilíbrio, aversão e apetite no tronco encefálico e no cerebelo, e pelo sistema límbico onde armazenamos memórias emocionais condicionadas (vide as pesquisas de Lisa Feldman Barrett) que o cérebro cria para antecipar sensações e facilitar suas respectivas respostas motoras e corticais em cada situação. O mesmo fenômeno ocorre na visão quando o cérebro “completa” o quadro das imagens luminosas captadas com elementos previamente memorizados e que explica tantas menções na literatura científica sobre a incapacidade humana de observar diretamente o mundo objetivo por causa dessa limitação física dos órgãos e sentidos. Daí a importância de unificar os sentidos para viver inteiramente na contemplação do mundo objetivo graças à sinestesia propiciando contato direto (uma vez que as vias neurais têm vias duplas de recebimento e emissão, nervos aferentes e eferentes) com as emanações eletromagnéticas da rede de átomos interconectados da qual somos feitos.

Há milênios o animal humano assiste passivo o hemisfério cerebral direito ditar comandos para o esquerdo, e este hesitar no cumprimento da ordem porque sabe que há alternativas mais viáveis ou que deveria tentar uma decisão diferente e original.

E naquele intervalo fatídico de milésimos de segundo entre o estímulo e a resposta, o cérebro sempre tentando prever o futuro para economizar movimento e recursos, criou um árbitro, um mediador entre os dois hemisférios. A princípio aquele intermediário atuou em prol do lado direito como um mensageiro. Posteriormente foi se identificando com o hemisfério esquerdo, cada vez mais requisitado tecnologicamente e valorizado.

Assim nasceu o minotauro, o censor, o ego.

Os danos que este usurpador bestial causou — e continua causando — na vida particular, coletiva e mundial são desastrosos demais para permanecer ignorados. Insistir em não atuar diretamente sobre ele e neutralizá-lo irá acelerar o processo natural da extinção das espécies que é inevitável, embora postergável!

Sair do labirinto criado por este conflito neurobiológico que antagoniza instinto e intelecto deixou de ser uma profecia para se tornar realidade.

São Lucas representado em litogravura medieval

CONCLUSÃO: UNIR AS PESSOAS NA TELESINESTESIA

“Ou aprendemos a viver todos juntos como irmãos, ou morreremos todos juntos como tolos.”

― Martin Luther King Jr.

 

Enquanto crescem, as crianças e adolescentes frequentemente perguntam:

“Por que as pessoas estão falsas e corruptas?”

“Por que estamos violentos e nos matamos uns aos outros?”

“Por que a mamãe e o papai não se entendem?”

Sem ninguém para lhes explicar racionalmente tudo isso, eles lidam com esse silêncio se resignando e se calando também e vão ouvir música e outros entretenimentos escapistas.

Por isso, recomendo que todos pratiquem o TAI CHI CONTEMPLATIVO para entender a si mesmos e aprender a identificar os seus impulsos naturais. Coexistimos beneficamente com as pessoas ao nosso redor quando começamos a explorar nosso mundo interior.

TELESINESTESIA: O FUTURO TELEMÁTICO DOS SENTIDOS DO DR. HUGO HEYRMAN

Segue uma tradução da conclusão da visionária tese do Dr. Heyrman:

Avaliamos que a hipótese da telesinestesia se baseia no fato de que a sinestesia é uma condição de impulso desinibida natural dos sentidos e da inteligência: o princípio fundamental que subjaz às nossas sensações estéticas. Os sinestetas são, em certo sentido, pessoas do futuro. A hipótese consiste nisso; emerge um novo tipo de telecontato digital: telesinestesia – como se Einstein e Magritte se encontrassem em um ambiente virtual. Estas são aplicações avançadas de novos tipos de experiência humana. E a (r) evolução digital continua: as hiperredes resultam da fusão das telecomunicações com a multimídia. Estamos testemunhando um processo de integração tecnológica contínua, como, por exemplo, Lógica difusa (lógica vaga e obscura) e Inteligência artificial (IA). Poderíamos resumir a hipótese da telesinestesia da seguinte forma:

  • A telesinestesia é o princípio sinestésico que é expandido e estendido por meio das novas mídias: os sentidos itinerantes.
  • A teletransmissão de imagens, textos, sons, dados, gráficos e outros tipos de sinais (experiências telehápticas, reconhecimento de fala e computadores emocionais estão atualmente sendo desenvolvidos).

Resumindo, podemos concluir que todas as mídias se tornam sinestésicas e que o tempo cibernético é o componente mais inovador nesse processo. É um meta-meio dinâmico, com dimensões e perspectivas relevantes em telecultura. E aqui, abordamos o cerne da questão em jogo: o processo de digitalização e virtualização muda nossa concepção de tempo em ritmo acelerado. Em um futuro não muito distante, cada vez mais habitaremos um ambiente virtual de maneira telesinestésica e imaterial. Isso levanta a questão: “Até que ponto estamos preparados para isso? Como sociedade, como aprenderemos a arte e adquiriremos a razão de viver para vivermos juntos em um multiverso virtual?”

O que aspiramos é um mundo humano (e) com informações, comunicação e experiência de qualidade ideais, o que aumentará nossas habilidades para fazer melhores escolhas. Dessa maneira – e ligada a um alerta de autoconsciência e senso de responsabilidade – a era digital poderá otimizar a qualidade de nossa vida. E esse futuro já está conosco; apenas, ainda não foi distribuído e divulgado nas proporções justas.

Em última instância, precisamos estar cientes da importância e necessidade de uma visão, de uma reflexão crítica e de uma percepção clara desses desenvolvimentos ultrarrápidos. O ditado de que viver é igual a crescer é da maior importância para os campos da arte e da tecnologia; em outras palavras, as únicas limitações à pesquisa científica e artística são as fronteiras dos nossos sonhos e da nossa imaginação.

(www.doctorhugo.org/synaesthesia/e-tsyn.htm)

 

Este vídeo abaixo com o sugestivo título “Gift” é uma demonstração do estilo Botan de Tai Chi que mistura dança e arte marcial. Recomendo que coloque fones de ouvidos, sente-se confortavelmente na “postura do cocheiro” para vivenciar o seu peso, e vá acompanhando os movimentos da mestra japonesa Yuki Tanji, bailarina clássica e a criadora do Botan. Mas assista usando a sua visão periférica (que não é desfocada, apenas evita a leitura com a visão focal).

Assistir movimentos suaves e sinuosos acompanhados de um trilha musical no mesmo ritmo é uma excelente oportunidade de estimular a TELESINESTESIA graças aos avanços e a rapidez da revolução digital.

Mais tarde recapitule e recupere essa sensação orgânica de calma e relaxamento com a descontração muscular emulada ao assistir a performance dela (vide a fascinante descoberta dos neurônios-espelho pela equipe do neurobiólogo italiano Giacomo Rizzolatti) e aplique este estado psicofísico nas várias situações-chave do JOGO. Mediante essa profilaxia contra o estresse, a inteligência nativa desimpedida conseguirá identificar imediatamente a primeira emoção-chave que tentar se manifestar. Será sua chance de ganhar mais uma partida contra o censor!

 

O Tai Chi Contemplativo é transcultural e deixou de ser um segredo marcial restrito aos mestres orientais desde os anos 70 do século passado. Nele você se exercita com movimentos lentos e rítmicos, além de focar na respiração e estar atento ao presente. Praticar essa modalidade extra marcial de treinamento autógeno ajuda a diminuir a frequência cardíaca e a pressão arterial, acalma e administra a ansiedade. Quando você começa a sentir agitação, volte à abordagem da respiração e atenção que ensinei anteriormente para ajudar com os sintomas de traumas e depressão. Controlar o poder da mente para detectar e anular esses pensamentos preocupantes e raivosos — tudo isso faz parte do Tai Chi Contemplativo.

Aqueles que aplicam o JOGO no seu dia a dia se beneficiam do Tai Chi Contemplativo se tornando os seus próprios “instrutores”.

O Tai Chi Contemplativo lhe ensina a entrar em sintonia com a sua experiência interna de união dos sentidos. Essa é uma habilidade importante — saber o que está acontecendo dentro de você. Assim, quando as emoções ameaçarem surgir, a inteligência nativa saberá instantaneamente que tem um trabalho a fazer. Agora e imediatamente.

Eventualmente o JOGO terminará e a vitória será do corpo.

“Vanitas” (1671) do pintor francês Philippe de Champagne.

“Memento Mori” (lembre-se da morte), “Tempus Fugit” (o tempo esvai) e “Carpe Diem” (aproveite o dia) são pensamentos recorrentes idênticos na Grande Arte do “Memento Vivere” / “Carpe Vitae!”

INFORMAÇÃO + EXPERIÊNCIA = CONHECIMENTO!

Com conhecimento vem o “autoconhecimento”.

Conhecer é descobrir e descobrir é sentir a vida.

Sentir integralmente a vida é raciocinar em sinestesia.

Porque apenas os sentidos unificados têm o poder de anular o censor.

Prefira agir racionalmente em vez de maliciosamente. Conhecemos pessoas muito inteligentes e pouco racionais, mas todos que são racionais também são inteligentes.

A diferença entre inteligência e racionalidade?

Na primeira, temos a habilidade mental ilimitada para entender e criar quaisquer conceitos. Na racionalidade, aproveitamos estes conceitos de forma altruísta.

Na CONTEMPLAÇÃO SINESTÉSICA, ou seja, APERCEBENDO o AGORA com todos os sentidos unidos, as partes “adormecidas” do cérebro serão ativadas e entrarão em sinergia quebrando o padrão do “Grand Loop”, do “Ouroboros” de autofagia mental em que estava preso.

E quando as “portas da percepção” se abrem uma única vez, elas costumam se manter abertas.

Aprender a ARTE SINESTÉSICA DA CONTEMPLAÇÃO é explorar potenciais adormecidos do sistema nervoso. Os pensamentos que irá despertar serão sempre abnegados. A consequente satisfação e contentamento gratuitos são o meio para a seleção natural recompensar e encorajar o corpo a operar com mais eficiência e economia de esforço na realização de estar vivendo (em vez de sobrevivendo). E essas qualidades são ideais para aplicar no TAI CHI CONTEMPLATIVO e no JOGO DAS 8 PALAVRAS-CHAVE que por sua vez irão realimentar um feedback positivo facilitando a sinestesia em cada milésimo de segundo em que estiver vivo.

O JOGO e o TAI CHI são as duas mãos da ARTE SINESTÉSICA DA CONTEMPLAÇÃO.

TEMPO É MOVIMENTO E MEMÓRIA. E METAMORFOSE SEM FIM.

Um dia a jornada chega ao seu destino… não se preocupe nem se apresse, mas também não perca nenhum momento. Aprecie a paisagem e os viajantes enquanto caminham juntos pela estrada da vida.

Obviamente muitos vão optar pelos mesmos velhos caminhos (religiões, filosofias, esoterismos, ideologias partidárias, psicologismos, drogas, escapismos etc.), fazer remendos neles e repetir os mesmos passos dos seus “antepassados” (trocadilho intencional). Esse medo irracional e insegurança patológica de experimentar sendas novas demonstra o problema de acreditar em promessas.

O conforto que temos hoje é como o fino verniz da civilização: fácil de ser arranhado bastando um deslize e a decisão arbitrária de algum comitê anônimo de censores. Trocar liberdade (para estudar e pensar sozinho) por uma falsa segurança (que se traduz em direitos dados por outros) nunca funcionou e aqueles que fizeram essa permuta perderam as duas.

Talvez a maioria dos membros dessa e da antiga geração não tenham interesse ou conhecimento da urgência de tal metamorfose na mente, ou talvez lhes falte ânimo para implementar uma revisão de valores e iniciar um processo de pensar distinto… porém, as próximas gerações, se tiverem tempo hábil, irão ousar explorar quaisquer experiências novas para garantir uma existência sustentável neste planeta. Espero sinceramente que as minhas palavras lhes ajudem nesta tarefa crucial.

 

“Existe uma previdência especial até na queda de um pássaro. Se é agora, não vai ser depois; se não for depois, será agora; se não for agora, será qualquer hora. Estar preparado é tudo.”

—  William Shakespeare, Hamlet.

 

Ainda esperando o momento certo para começar?

Faça este momento ser o certo!

Um dia sem saber, vamos acordar pela última vez.

NA PARTE 12, A SÍNTESE FINAL DE A ARTE SINESTÉSICA DA CONTEMPLAÇÃO E O LANÇAMENTO DO LIVRO HOMÔNIMO EM QUE EXPLICAREI COMO O TAI CHI CONTEMPLATIVO REGULA O SISTEMA NERVOSO ENTÉRICO, E UM TRUQUE MENTAL QUASE DESCONHECIDO PARA APLICAR NO JOGO, GERAR SINESTESIA SEM ESFORÇO E AINDA EVITAR O RISCO DE UMA “ILUMINAÇÃO” ACIDENTAL.

Envie este artigo para seu círculo de amigos que também compartilharão com outros e assim sucessivamente, como na Teoria dos Seis Graus de Separação!

A CONTEMPLAÇÃO nos liberta de um mecanismo neurobiológico ultrapassado que já foi confundido com possessão, pecados e defeitos morais e depois com doenças orgânicas e transtornos psicológicos, quando era um atraso de 12 milissegundos no sistema nervoso evitando que os estímulos físicos captados pelos sentidos fossem analisados na íntegra pela mente livre da voz de um intermediador virtual interno.

Com o pensamento recebendo exclusivamente estímulos sensoriais puros, qualquer ação e decisão será um ato de altruísmo para com o próprio corpo e os demais.

Sem revoltas e revoluções, sem livros sagrados e manuais de autoajuda, sem líderes carismáticos e influenciadores de opinião…

Basta uma geração com a habilidade de CONTEMPLAR.

Então, todas as utopias serão superadas!

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