m
ARTIGOS, EVENTOS & NOTÍCIAS

Academia Imoto

“Mano del Desierto”, pelo escultor Mario Irarrázabal (1992). Deserto do Atacama, Chile.

O corpo físico humano é inseparável da rede atômica invisível e infinita do universo. Os seus sentidos o mantém conectado e sintonizado a essa rede que estimula sua inteligência nativa e o guia em harmonia com ela. Perca a percepção direta deste contato e um “censor virtual” se intromete no processamento das sensações ocupando o trono vazio da mente e acarretando todas as terríveis perturbações conhecidas.

Esse censurador é um substituto desqualificado, incompetente e irresponsável para cumprir tarefas que só a inteligência nativa do organismo tem capacidade de administrar.

Com um “eu” subjetivo atuando como censor psicológico, insistindo em selecionar as sensações captadas pelo corpo enquanto tenta administrar emoções e pensamentos conflitantes, o organismo humano sofre os efeitos dessa desconexão entre os sentidos e o mundo objetivo ao redor.

Para se resguardar, tal censor estabeleceu um paradigma econômico artificial: a quantidade de bens materiais em detrimento da qualidade do existir. Consequentemente nenhum movimento político, social, filosófico, religioso, científico ou artístico nascido dessa mentalidade nos últimos milênios conseguiu solucionar os problemas criados e fomentados por ela.

E, para piorar, serviram para lhe adicionar impulso…

Prisioneiros e Guardas passaram a acreditar e a apostar nos mesmos sonhos para sustentar uma Prisão sem grades e muros.

A insegurança urbana e a imposição da lei e da ordem armada diante dos crimes cometidos pelos que não têm nada a perder, e o meio ambiente sendo saqueado até a completa escassez de recursos são alguns dos graves problemas enfrentados por bilhões de censores atuando individual e coletivamente em causa própria.

A ambição do censor é conquistar a posteridade da sua imagem.
A qualquer custo.

 

“A Storm is Coming”, por Axel Sauerwald

A NOVA IDADE DAS TREVAS

Os anseios do censor nos trouxeram a uma bifurcação no caminho: seguirmos rumo à barbárie do colapso econômico ou aceitarmos de vez o “Controle” mediante uma engenharia social ordenada visando preservar a prisão.

Enquanto poluirmos o pensamento com estímulos sensoriais adulterados, estaremos poluindo os relacionamentos e o habitat.

Enquanto o pensamento continuar corrompido, a geração atual irá corromper a próxima e a seguinte.

Enquanto o pensamento justificar a agressão, estaremos em guerra fria declarada contra o nosso corpo e o dos outros.

Homem e mulher convivendo como rivais.

A amizade e a intimidade se extinguindo por falta de um propósito em comum.

Enquanto o pensamento continuar refém de uma entidade amedrontada, causaremos medo e terror aos nossos semelhantes que irão revidar e retaliar com as mesmas armas.

Enquanto o pensamento continuar regulado por um personagem fictício que necessita de som e fúria, da excitação dos nervos pela adrenalina para se sentir vivo, as drogas continuarão consumindo seus consumidores.

Enquanto o “eu” disfarçado de “autoconsciência” perdurar, o pensamento flertará com o irracional, atraído por conceitos sem lastro no mundo objetivo dos sentidos, iludido e iludindo.

E enquanto as principais referências do pensamento forem o bizarro e o martírio do sofrimento, o grotesco se apresentará como “arte” e os esportes serão mais radicais e violentos.
O desrespeito com o corpo precede outros abusos…

A CIÊNCIA DA SOLUÇÃO

Felizmente o problema nunca foi ou será o pensamento.
O problema não são os sistemas socioeconômicos e políticos projetados pelos instintos.

O problema também não são as religiões e crenças que os instintos de caridade trouxeram ao mundo.

O problema é o que criou e está sustentando esses instintos animalescos que definitivamente não representam a MENTE HUMANA. Conserte isso e todas as mazelas acabarão definitivamente de um jeito que ninguém ousaria sonhar.

TRABALHO INDIVIDUAL

Cercados por tantas fronteiras e divisões de raças, nacionalidades e gêneros, pensar racionalmente é quase impossível.

Só há uma única causa e solução para todos os problemas humanos. Não é o governo e corporações, nem quaisquer deuses ou demônios, muito menos pensadores, cientistas, legisladores, artistas ou qualquer atividade gerada pelo pensamento humano corrompido.

Não precisaremos voltar a viver como os povos originais, cultuar o animismo ou organizar sociedades alternativas à margem da civilização. Repetir tais tentativas seria inútil.

A chave é alterar a si mesmo e não aos outros.

 

“Parasites”, por Katrin Alvarez (2011)

O CENSOR SE APOSSOU DO PENSAMENTO

O ente com o qual nos identificamos por herança genética, linguagem, educação e cultura, sabota a nossa vida inventando soluções temporárias para os problemas que cria tentando justificar sua própria existência.

As meditações e tecnologias provenientes da mente regida pelo censor que medita e inventa são paliativos.

Os filósofos, profetas, salvadores, messias, avatares e iluminados oriundos dessa mente também não foram capazes de impedir o seu curso de dor, sofrimento e destruição. Seus seguidores fanáticos, ressentidos com o fracasso de seus sacrifícios, investiram nas perseguições, torturas, guerras, vinganças e na exploração da insanidade lucrativa dos devotos. E outra vez só serviram para adicionar impulso ao censor…

 

Cena do filme “2001 – Uma Odisseia no Espaço” de Stanley Kubrick (1968)

O INSTINTO OBSOLETO DE SOBREVIVÊNCIA

O sabotador interior sempre foi evidente. Faltava uma metodologia para erradicá-lo na fonte. E o ser humano nunca desistiu de procurá-la: era uma questão de vida ou morte e essa busca sem trégua o colocou à beira da exaustão e do desespero…
Providencialmente, essa batalha ancestral gerou frutos na ciência.

Alguns biólogos e antropólogos se aproximaram sem querer da resposta. Porém, não investigaram o que lhes habilitava investigar e nunca questionaram o que lhes habilitava questionar…

Na era dos computadores, o software emulou o pensamento e tudo começou a ficar claro: a mente humana havia sido invadida.

O “eu” ou “ego”, no jargão da psicanálise, opera astutamente nas sombras, permitindo breves vislumbres de si sem se revelar por inteiro, destilando coquetéis químicos emocionais, viciando e vampirizando seu hospedeiro.

Talvez uma parte sua já tenha pressentido a solução e se empolgou com as mudanças inevitáveis que essas explicações irão lhe proporcionar!

Mas outros vão parar por aqui e continuar resignados. E muitos vão preferir o cinismo e o niilismo para driblar a depressão da impotência diante das previsões alarmantes e das tragédias naturais e artificiais que os cercam.

Ignorar ou negar uma cura são opcionais na ilusão do livre-arbítrio. Para estes será mais fácil insistir e teimar nas alternativas convencionais das supostas “sabedorias” tradicionais, incluso as seitas maniqueístas e as meditações solipsistas.

No trabalho frenético por uma vida confortável poucos têm o privilégio de tempo ocioso para enfrentar o fato de que estão destinados a sofrer e fazer sofrer, do berço ao túmulo, de uma geração a outra.

E menos indivíduos ainda, terão estômago e coração fortes o bastante para aceitar essas conclusões.

Mas outros ousarão e irão além.

Caso você também esteja insatisfeito com tudo que já experimentou, testou e falhou conforme explicado anteriormente, a CONTEMPLAÇÃO será a sua oportunidade de recuperar o que é seu direito evolutivo inalienável.

 

“The Gyri of the Thinker’s Brain as a Maze of Choices in Biomedical Ethics”, por Bill Sanderson (1997)

O CÉREBRO É A SOLUÇÃO!

Qualquer falha na adaptação natural será de origem orgânica.

Um animal só se torna inteligente quando seus instintos rudimentares passam a ser autorregulados. O cérebro do mamífero não foi exceção e os hominídeos são notórios por ser a primeira espécie no reino animal a desenvolver uma mente que reflete e planeja, memoriza e inventa. E essa mente animal capaz de observar o seu próprio fluxo de pensamentos tomou conhecimento da mortalidade da carne e da sua efemeridade.

Amedrontada, a mente animal buscou refúgio na imaginação fantasiosa na qual sua “alma” migraria rumo a um reino paralelo. E quando a promessa de um Paraíso perdeu seu encanto, idealizou uma narrativa na qual se propagaria e se eternizaria nos monumentos e nos livros.

A princípio, aquela mente ditava e seguia a própria voz, depois passou a aceitar e a seguir os comandos de outras e, atualmente, não sabe mais o quê ou a quem acatar. E ela está perdida e com muita raiva e medo acumulados. Uma explicação neurobiológica para isso foi que no seu surgimento a mente ainda não era humana e operava seguindo os reflexos dos instintos animais condicionados nas partes mais antigas do cérebro.

Eventualmente, um dos seus hemisférios, acredita-se que o esquerdo, passou a ser mais requisitado para garantir a proteção material do corpo e desde então este lado tenta predominar quando deveria cooperar.

Naquele espaço de milésimos de segundo entre o recebimento da ordem e a sua execução, nasceu uma identidade “autoconsciente”, o censor.

Esporadicamente, durante algum desastre ou acontecimento inesperado, os dois hemisférios são obrigados a se sincronizar para salvar um membro mais frágil do grupo. São aqueles momentos heroicos de ação física regida por um altruísmo desconcertante capaz de desafiar o instinto natural de autopreservação. E, sempre que isso ocorre, o contraste entre a mente animal e a humana se revela. Contudo quando interpretado como sacrifício por uma causa, as piores atrocidades e crimes são cometidos para defender quaisquer ideologias em que o ser consciente tenha nascido ou se identificado.

Já amargamos ao menos quatro mil anos nesta condição subumana precária, aliviada parcialmente pelos avanços intelectuais e tecnológicos.

Durante esta jornada evolutiva, nosso cérebro não se remodelou rápido o suficiente. Sua espantosa plasticidade ficou subjugada e inexplorada.

O “eu” censurador teme se desvanecer na memória. Para proteger sua individualidade, mantém o pensamento ocupado fabricando e remendando máscaras sociais em cada situação.

E a decepção impera nos relacionamentos.

Sempre frustrada, insatisfeita, ansiosa, reativa e luxuriosa, a mente animal arquivada na memória força o cérebro a ficar recuperando os mesmos arquivos de segundo a segundo, em modo automático, desgastando imensamente o delicado equilíbrio neural e endócrino do organismo neste processo repetitivo de autorreconhecimento, autoafirmação, autocrítica e autoaceitação.

Padrões são repetições de movimentos e a mente animal é um mosaico de instintos repetitivos.

Pensamentos limitados por um “self”, da infância a maturidade, favorecem uma senilidade precoce como resultado de um cérebro ocupado dia e noite em projetar uma imagem consistente de si mesmo na forma de uma personalidade.

O censor luta a cada instante, dia e noite, para se destacar como uma entidade independente do corpo com um propósito e um talento especial. Ele se comporta com extravagância para receber atenção dos seus pares ou se mimetiza no grupo, refugiando-se na normose e no escapismo compartilhado pela maioria para se fundir na massa.

O censor é inseguro. Ele adora censurar, mas detesta ser censurado e julgado para não se sentir inferiorizado, culpado, condenado, inútil, fútil e, horror dos horrores, descartável.

 

“Et in arcadia ego”, Guercino (1618-1622)

DUAS MENTES, UM CORPO

O cérebro é o órgão mantenedor dessas duas mentes, a primeira de natureza animal e a segunda, humana. Todas as outras partes, sistemas e funções do corpo dependem dos seus comandos para restaurar-se. E a mente humana, ao se contemplar, passou a ter conhecimento de que estava vivendo e morrendo em um labirinto.

Finalmente atingimos o ponto crítico nessa encruzilhada evolutiva.

Sem uma intervenção do próprio cérebro sobre si mesmo reconfigurando sua performance instintiva, aquela mente primal — que foi se sofisticando conceitualmente — prevaleceria como um parasita hospedado no corpo.

Essa mente animal é eidética e hedônica. Ela se alimenta de emoções, sentimentos e pensamentos recordados bem como da memória coletiva compartilhada com outras mentes animais por meio da fala, da escrita, das sensações emuladas e emprestadas e dos mitos, imagens e símbolos em comum.

Houve casos raros em que, acidentalmente, como nas experiências traumáticas de quase-morte ou mutação genética aleatória, o cérebro reiniciou, apagou o programa anterior e voltou a funcionar com uma mente nova, livre de um escritor-fantasma e seus clichês. Também houve casos em que uma “ressurreição” da mente foi deliberadamente estimulada por meio de uma intensiva ação psicológica desarmando e demolindo progressivamente toda a estrutura anterior, obrigando o cérebro a recriar circuitos diferentes de recepção e expressão de sinais.

Porém esses raros indivíduos foram absorvidos na multidão e o impacto que a sua mentalidade transmutada poderia causar na sociedade foi abafado pela falta de novos canais de comunicação mais rápidos e abrangentes.

Afortunadamente, a internet evitou tal desperdício de experiência humana!

Como veremos na parte 3, aqueles pioneiros ajudaram a acentuar os contrastes e as contradições entre a mente animal e a humana. E, graças a eles, novas possibilidades de ação sobre a mente surgiram. A Arte Sinestésica da CONTEMPLAÇÃO é uma delas.

No entanto todo o esforço científico em modificar a mente e o comportamento estavam servindo somente como auto justificativa para não atacar diretamente a raiz do problema. Desta forma ironicamente o “eu” estava confortável e seguro auditando seu próprio departamento…

Presos neste processo criamos uma rotina perigosamente entediante e estressante em que nenhuma mudança acontece interiormente e os nossos pensamentos e ações continuam criando atritos nos relacionamentos em vez de resolvê-los.

Estamos virtualmente drogados em e por nós mesmos.

Na vigília entorpecida com o coquetel químico segregado pelo cérebro, a mente humana tornou-se dependente da mente animal devido àquela sequência de recebimento de estímulos sensoriais e das reações reflexas do sistema nervoso a partir deles.

O alívio de descobrir que está lidando com um padrão neural repetitivo herdado dos seus antepassados, e não com uma incurável patologia física ou psíquica, é uma reviravolta na mente!

Ilustração científica do Dr. Levent Efe

O NEOCÓRTEX

As camadas mais recentes do cérebro localizadas no seu topo deveriam trabalhar a serviço da mente humana. Sem esses lóbulos modernos que se sobrepõem aos mais primitivos, estaríamos na trágica situação do gênio da lâmpada: obrigados a satisfazer desejos insaciáveis de cada novo amo.

O neocórtex precisava ganhar independência dos instintos e das emoções, assumir autonomia sobre a mente animal original e eliminar o usurpador, o censor.

E o fenômeno universal das experiências de imersão sinestésica descritas na parte 1 será o meio e a meta para se emancipar e se libertar. Porque a imutabilidade da natureza humana está “escrita na areia”.

Para acelerar esta metamorfose é o momento de lançar o mais novo e iconoclasta de todos os jogos, e ele tem uma única regra: jamais permitir blefes, trapaças e sabotagens por parte do censor.

 

Os Trapaceiros, Caravaggio (1594)

O JOGO DA CONTEMPLAÇÃO

A mente humana precisa encontrar a mente animal antes de desativá-la. Para facilitar essa caçada, empregaremos a Arte Sinestésica da CONTEMPLAÇÃO como um jogo lúdico. Com ela interagimos e nos relacionamos totalmente no mundo objetivo das pessoas e eventos. Contemplar é diferente de meditar. Em vez de se sentar com os olhos fechados, retraindo-se para um “vazio interior”, aplique e treine a sensibilidade dos seus sentidos nos relacionamentos diários aceitando as pessoas como elas são. Este é um jogo ganha-ganha.

Um hábito novo supera um vício antigo. Vamos fazer da CONTEMPLAÇÃO o antídoto para nos desintoxicar de nós mesmos.

MODO DE JOGAR

1. Comece memorizando as 4 PALAVRAS-CHAVE a seguir:
Palavra-Chave 1: MEDO (aversão)
Palavra-Chave 2: PRAZER (apetite)
Palavra-Chave 3: CARIDADE (apetite)
Palavra-Chave 4: AGRESSÃO (aversão/apetite)

2. Memorize mais 4 PALAVRAS-CHAVE:
Palavra-Chave 5: AUTORIDADE
Palavra-Chave 6: RELACIONAMENTOS
Palavra-Chave 7: SERVIÇOS
Palavra-Chave 8: SAÚDE

MEDO, PRAZER, CARIDADE E AGRESSÃO, são os quatro instintos animais básicos e os geradores de todas as emoções e sentimentos. Um, dois, três ou todos juntos aparecerão nas quatro situações de AUTORIDADE, RELACIONAMENTOS, SERVIÇOS e SAÚDE descritas a seguir.

Uma situação de AUTORIDADE surge nos momentos em que lidamos com o poder outorgado, seja jurídico, político, religioso, acadêmico, militar ou econômico, e seus rituais e convenções sociais. Em si a Autoridade é neutra na sua função de reguladora da sociedade. Por exemplo, um especialista tem autoridade no que aprendeu a fazer e a ensinar, enquanto outros podem abusar da confiança depositada em suas habilidades e ocupações. Na maioria dos casos, a autoridade é simples disputa silenciosa por fama e influência. Esteja atento a este aspecto insidioso antes que subverta e corrompa os relacionamentos, serviços e saúde.

RELACIONAMENTOS abrangem todas as interações sociais, familiares e profissionais. Dependendo de como são estabelecidos e mantidos, os relacionamentos regulam a nossa saúde, incluindo a intimidade sexual e a forma como convivemos com parceiros, parentes, amigos, e como aprendemos e negociamos com fornecedores, clientes e autoridades.

SERVIÇOS englobam todas as atividades comerciais nas quais contribuímos socialmente pelo bem estar coletivo enquanto nos servem para garantir conforto, lazer e segurança material. É uma área de ligação entre autoridade, relacionamentos e saúde como veremos a seguir, e igualmente neutra.

SAÚDE envolve todas as situações em que nutrimos, medicamos e cuidamos do corpo e da mente, a atividade sexual com finalidades reprodutivas ou recreativas bem como a manutenção do bom humor e a segurança da nossa integridade física pessoal, incluindo a legítima defesa.

3. Neste jogo basta apresentar duas ou várias dessas palavras-chave conforme a solicitação, momento e contexto de uma das situações acima.

Seja simples e direto na sua escolha. Rápido e sem rodeios.

Não precisa verbalizar as palavras-chave ou adotar um semblante solene. Basta perceber a si mesmo fisicamente vivo e mentalmente alerta. Para entrar neste estado use este truque sensorial: olhe detalhadamente e toque a palma da sua mão esquerda como se fosse pela primeira vez!

O mero ato de resgatar da memória uma das palavras-chave desacelera e atenua os instintos e lhe dará tempo para assimilar a situação em questão e assim descartar as respostas prontas e automáticas que a mente animal tentará impor.

Lembre-se: este não é um jogo de sorte ou azar, mas de bom senso e pensamento racional, e que precisa ser praticado inúmeras vezes para se alcançar a maestria.

Resistir a mente animal ou aceitar seus excessos para “transcendê-la” só ajuda a enaltecer e a empoderar o censor interior. Prefira vencê-la disputando partidas-relâmpago de instante a instante. Aproveite cada oportunidade para lançar as palavras-chave do Instinto e da Situação, ou uma sequência delas.

A ÚNICA REGRA: jamais permita blefes, trapaças e sabotagens por parte do censor.

O importante é frear as investidas da mente animal à espreita. Progressivamente ela será colocada no seu devido lugar, subordinada à mentalidade humana superior.

OBJETIVO DO JOGO

Chegará o dia em que aquele ardiloso oponente perderá todas as apostas.

Logo, você não precisa converter este jogo em mais um “ismo” anestesiando seu senso crítico. A ação direta com e sobre o neocórtex garantirá os resultados almejados. E as primeiras vitórias vão incentivá-lo a confiar e investir unicamente nos seus sentidos.

Finalmente a mente humana tem a vantagem de se tornar a vencedora!

Nada nem ninguém conseguirá lhe impedir de fazer da CONTEMPLAÇÃO um jogo sinestésico inteligente e sensato para aumentar as suas habilidades de responder corretamente aos estímulos recebidos e assim mudar o seu destino.

AGORA A OPORTUNIDADE DE VIVER

Em caso de dúvidas para decifrar instintos, emoções e intenções nas situações que se apresentarem, repita mentalmente a frase:

“AGORA A OPORTUNIDADE DE VIVER”

Ela pode ser apresentada em todas as ocasiões e a qualquer momento para neutralizar os ímpetos costumeiros da velha mente animal.

O que está em jogo é a completa eliminação de um vício transitório no poder que estava comprometendo perigosamente a própria segurança física e a de outros corpos, com o bônus de jamais depender de qualquer religião, filosofia, terapia ou ideal do passado para pensar, agir e se conservar puro e no presente do mundo objetivo.

Não espere lucros financeiros nem prejuízos. Seu prêmio será aproveitar cada instante da sua vida em contemplação, imerso nos seus sentidos.

O sucesso neste jogo não depende de um QI (Quociente de Inteligência) ou QE (Quociente Emocional) altos, nem reconhecimento ou concordância de terceiros ou de persuadir e influenciar as pessoas, e sim da sua aplicação voluntária, ingenuamente inocente, benigna e deliberada no dia a dia.

Se você decidir experimentar esta nova e quase indescritível condição de autoatualização, o autor poderá lhe ajudar como um mentor: recompensas compartilhadas se multiplicam em êxitos!

 

Agora um exemplo prático de uma partida com as 8 palavras-chave.

Você foi conversar com um amigo.

Ele alega estar endividado e que precisa urgentemente de uma certa quantia emprestada. Antes de lhe dar uma resposta, identifique e escolha mentalmente as palavras-chave relativas ao Instinto e a Situação associada: MEDO e/ou CARIDADE nos RELACIONAMENTOS e SERVIÇOS.

O importante é checar a presença do censor em si e nos seus semelhantes. Traga o tubarão à tona para neutralizar sua ameaça.

Você poderá aconselhar seu amigo e lhe indicar um empréstimo de acordo com seus conhecimentos e recursos. Dependendo da interação seguinte, outras palavras-chave serão apresentadas e o jogo prosseguirá. Seu amigo pode recusar seus conselhos por orgulho. Será o momento para alertar a mente consciente da possibilidade de AGRESSÃO nos RELACIONAMENTOS. Ou você pode se sentir superior a ele: AGRESSÃO na AUTORIDADE. Ou ficar com pena dele e deprimido: CARIDADE e SAÚDE. E assim por diante.

A estratégia deste jogo é eliminar as sementes dos instintos e emoções antes que germinem, cresçam e se apoderem do pensamento. Faça uma triagem em cada cena. Separe o que é irrelevante e dê preferência a sensatez.

Confie na criatividade inata da inteligência humana. Que a razão prevaleça sem nenhum sentimento de compaixão, ressentimento e indiferença. Se seu amigo aceitar ou não sua ajuda prestativa e conselhos gratuitos, será uma decisão consciente e ponderada que caberá a ele tomar.

De toda forma, o jogo continua para você.

Permaneça nele o dia inteiro.

Quando estiver deitado e se preparando para dormir, relembre todas as partidas, as palavras-chave apresentadas e os resultados. Repita este processo hipnagógico nas noites seguintes e perceberá que a quantidade de situações em que as palavras-chave apareceram começou a aumentar… e muito!

Não se alarme.

Eventualmente as palavras-chave voltarão a reduzir e se limitar a duas ou três diariamente antes de serem completamente descartadas e só restar aquela frase curta, sincera e pragmática:

“AGORA A OPORTUNIDADE DE VIVER”

No jogo da CONTEMPLAÇÃO o Humano mais determinado e preparado sempre vence a Fera!

Na parte 3 uma biografia resumida do autor, suas experiências de imersão sinestésicas e as serendipidades que o levaram a encontrar mentores involuntários.

Envie este artigo para seu círculo de amigos que também compartilharão com outros e assim sucessivamente, como na Teoria dos Seis Graus de Separação!

A CONTEMPLAÇÃO nos liberta de um mecanismo neurobiológico ultrapassado que já foi confundido com possessão, pecados e defeitos morais e depois com doenças orgânicas e transtornos psicológicos, quando era um atraso de 12 milissegundos no sistema nervoso evitando que os estímulos físicos captados pelos sentidos fossem analisados na íntegra pela mente livre da voz de um intermediador virtual interno.

Com o pensamento recebendo exclusivamente estímulos sensoriais puros, qualquer ação e decisão será um ato de altruísmo para com o próprio corpo e os demais.

Sem revoltas e revoluções, sem livros sagrados e manuais de autoajuda, sem líderes carismáticos e influenciadores de opinião…

Basta uma geração com a habilidade de CONTEMPLAR.

Então, todas as utopias serão superadas!

Envie um Comentário

Fechar

A Academia Imoto NÃO É uma franquia. Somos uma FAMÍLIA. Nossas principais modalidades e cursos são EXCLUSIVOS e orientados para turmas pequenas e aulas particulares com o objetivo de acelerar resultados com máxima economia de tempo e recursos aos nossos alunos e clientes.

Atendimento

Segunda à Sexta:
08:00 – 20:00

Sábado:
08:00 – 13:00

Siga-nos
Academia