m
ARTIGOS, EVENTOS & NOTÍCIAS

Academia Imoto

SOBRE CIÊNCIA

“Uma pergunta fundamental que muitas pessoas curiosas que casualmente se aventuram na disciplina da Física têm: o que é ciência?

Nós respondemos:

Ciência: explicações racionais.

É importante enfatizar que essa definição não prevê atividades tradicionais que a maioria das pessoas associa à ciência, como observação, medição, coleta de dados, execução de experimentos, cálculo, previsão, invenção ou desenvolvimento de tecnologia etc. Essas são tarefas de investigação que um pesquisador executa antes e depois de uma conferência.

Da mesma forma, apresentar evidências, provar, persuadir, convencer, converter, recrutar, estabelecer contatos, formar clubes e recompensar indivíduos por suas descobertas são atividades de natureza missionária extra científica. Esses processos de proselitismo geralmente são acionados após uma conferência.

A definição de Ciência prescrita aqui é circunscrita ao que acontece na conferência propriamente dita: explicar mecanismos objetivamente com o único objetivo de compreensão.

Uma explicação (isto é, para os propósitos da Física) é uma interpretação física objetiva do que causou algo para acontecer. Um teórico deve ser capaz de fazer um filme do mecanismo que ele propõe. O público deve poder assistir ao filme, visualizar os atores envolvidos e entender a explicação proposta pelo teórico.

A ciência é restrita ao que acontece na conferência. É necessário um físico para explicar um mecanismo objetivamente. A maneira ideal de fazer isso é que o teórico faça um filme do mecanismo para que o público possa entendê-lo apenas assistindo ao filme. Todas as outras atividades, incluindo a apresentação de evidências, provas e execução de experimentos, têm o único objetivo de influenciar os jurados e são tratadas como extra científicas.”

 

SOBRE FILOSOFIA

“…a Filosofia não tem nada a ver com opiniões (ou seja, religião). A Filosofia é a segunda etapa da ciência, o “alter ego” da Física. Se a Física tenta explicar o mundo objetivo da matéria, a Filosofia tenta explicar o funcionamento da mente humana. A Filosofia procura entender por que alguém se comportou como eles se comportaram (por exemplo, porque Napoleão foi a Waterloo em 1815, porque um assassino matou alguém, porque membros de uma tribo pintam o rosto).

Essa versão nos livra de subcategorias frívolas, como epistemologia, ontologia, metafísica e Filosofia da Ciência, que atormentaram a humanidade nos últimos 2.500 anos e causaram apenas confusão.

A presente proposta sugere que quem menciona as palavras ‘coisa’ ou ‘existe’ de qualquer maneira, forma ou formato em um contexto científico (isto é, teórico) cruzou a linha da Física.

O objetivo da Física não é descrever matematicamente. O objetivo da Física é explicar os mecanismos invisíveis da Mãe Natureza (luz, gravidade, magnetismo, eletricidade etc.). Para isso, precisamos identificar os agentes secretos da Mãe Natureza. Remova o observador e simule mecanismos objetivamente, idealmente, tornando os mediadores invisíveis visíveis em um filme.

A Física é a ciência da existência. Por outro lado, a Filosofia é a ciência do comportamento (porque alguém fez alguma coisa). Não precisamos de mais categorias. Todas as outras disciplinas devem se enquadrar em um ramo ou outro.”

— Trechos selecionados do físico e pensador Bill Gaede, extraídos do seu website www.ropehypothesis.com

DEFINIR PARA REFINAR

O conceito filosófico da “condição”, ou “natureza”, “humana” é falho em si porque não é científico, não explica racionalmente as motivações por trás dos comportamentos. Dar uma qualidade “humana” à uma condição evidentemente animal equivale a dar características animais ao que é incomparável e exclusivamente humano. Provavelmente foi o recurso psicológico seletivo e evasivo para justificar uma dicotomia no comportamento entre homens e animais enquanto não havia uma explicação racional. Na inteligência nativa do corpo, a condição fisiológica de mamífero deixa de ser um problema. O desafio é sair do ciclo de regressões e digressões no qual o corpo humano sofre ao longo da sua existência, ora ciente de que está sendo vítima de seus instintos, ora ciente de que está integrado com o seu lado humano.

A inteligência nativa, para se tornar a rainha no comando, requer sua autorização, sua emancipação de si mesma, em um compromisso permanente de se abster das reações rápidas e precipitadas da mente animal. E essa anuência, quando é inflexível, enfraquece o censor a serviço da mente animal cujo propósito monomaníaco é sobreviver a qualquer custo.

Animais, por mais espertos e engenhosos, operam no módulo automático dos condicionamentos dos instintos. E seu altruísmo é igualmente instintivo, como certos pássaros tentando afastar predadores do seu ninho e se arriscando – e morrendo – pelos filhotes. Quando este altruísmo animal é observado pela mente humana, e entendido como sendo uma ação louvável, mas cega, nasce um novo senso de responsabilidade, que é ponderada, que planeja e cuida de si mesma e dos outros. E esta responsabilidade está além da moral cultivada através da imitação e das doutrinas da educação convencional.

A ÚNICA ALTERNATIVA

Resolver o dilema do censor em conflito com a mente humana recupera e revitaliza o sistema sensorial.

Enquanto os sentidos estão tomados pelo censor filtrando os estímulos que chegam primeiro a ele nos nervos, a ambivalência nos conceitos e a consequente ambivalência no pensamento, acarreta todos os problemas emocionais catalogados. E conceitos ambivalentes, ou circulares, são irracionais porque tentarão justificar e relativizar os prejuízos causados por comportamentos aberrantes.

Sem ambivalência, sem censor.

Na ausência do censor, a mente animal não tem como se manifestar e interferir sabotando as decisões da inteligência nativa. Quando finalmente a mente humana é a única guerreira em pé neste campo de batalha, a psicomaquia foi vencida. O animal se tornou inteiramente humano. E essa metamorfose dá origem a uma nova espécie.

O equívoco nas buscas por soluções da condição animal no passado foi acreditar que o ser humano “foi feito à imagem e semelhança do Criador”, que era o ser vivo predileto da natureza. E que estava pronto e perfeito quando na realidade era uma obra inacabada no universo em constante movimento. Essa crença antropocêntrica de superioridade da civilização, amparada em escrituras antigas e anedotas da “sabedoria ancestral”, perpetuou as mazelas e flagelos que a história escrita vem registrando nos últimos 5 mil anos.

E, também, por falta de conhecimento científico, a vida curta e sofrida nestes períodos passou a ser aceita com resignação como sendo “a imutável condição humana”.

O empenho intelectual na linguagem e na comunicação para resolver problemas de ordem prática como melhoramentos nas técnicas de caça e das armas para defender as colheitas, favoreceu a germinação da inteligência nativa ainda em fase embrionária. E seu poder acelerou a tecnologia exponencialmente. Porém de tempos em tempos, recaía para a mente animal (ou bicameral, de acordo com a teoria de Julian Jaynes), e sua criatividade era reaproveitada para satisfazer e justificar instintos, guiada pelas emoções.

Todas as vinganças, perseguições, torturas, guerras, violências gratuitas e “maldades” perpetradas foram as consequências desta regressão e o seu legado.

Os que viram a necessidade de alterar a deplorável “condição humana” e salvar a humanidade tentaram agir sem uma metodologia racional para lidar com as situações mais comuns do dia a dia. E começaram imaginando e prometendo recompensas das mais diversas para quem investisse no aprimoramento das virtudes, da moral e da justiça.

Estes pensadores basilares acreditaram e apostaram todas as suas fichas no altruísmo instintivo que lhes pareceu uma dádiva divina.

Sem princípios, regras e procedimentos claros para lidar com os eventos diários, o censor nos ludibria solucionando certos casos e criando outros para em breve ser requisitado e apresentar suas soluções. Preso neste padrão mental limitado e enfadonho, é compreensível que o anti-guru UG Krishnamurti tenha afirmado que “o pensamento é o seu inimigo” (aliás, título de um dos livros com transcrições de suas entrevistas Thought is Your Enemy).

O pensamento não é um supervilão. É ferramenta mental e não funciona nem age sozinho. Ele é justamente o principal meio de expressão da inteligência nativa. Uma vez que as emoções e sentimentos não interfiram no seu fluxo colocando obstáculos para estagná-lo, o pensamento é um dos fenômenos naturais do mundo objetivo. Graças à racionalidade na essência do pensamento a inteligência nativa resistiu e foi ganhando forma. E a sua hora chegou.

“Composição VII” é uma pintura a óleo sobre tela realizada pelo artista russo Wassily Kandinsky em 1913. Esta pintura representa o auge dos trabalhos artísticos antes da Primeira Guerra Mundial. Esta obra é considerada uma das pinturas mais importantes do século XX e Kandinsky um exemplo de artista sinesteta capaz de “pintar a música”.

PERSEVERANÇA

A mente humana há milênios vem observando a sinestesia, quando o sistema sensorial se unifica e o censor interno é expulso, lhe permitindo experimentar e contemplar um novo sentido, o SENTIDO DA VIDA. Graças a esta consciência, a inteligência nativa de várias mentes humanas operando coletivamente em locais e períodos diferentes, foi acumulando informações até aventar a possibilidade de identificar o censor do corpo. Restava uma teoria para explicar e solucionar definitivamente essa condição animal.

Hoje, a sinestesia nas artes está sendo definida pelo método científico racional adotado pelo autor. E a teoria de que viver em sinestesia soluciona o conflito neurobiológico conhecido por “condição humana” deu origem a uma metodologia contemplativa. E junto com esse método um novo jogo foi inventado pela mente humana para ela se sobrepor à mente animal e eventualmente assumir o trono.

“Van Campen [em seu livro THE HIDDEN SENSE – SYNESTHESIA IN ART AND SCIENCE, de 2007] relata que alguns estudos definem sinestesia como uma deficiência cerebral, um curto-circuito entre duas áreas diferentes. Mas os sinestetas não podem imaginar perceber de outra maneira; muitos afirmam que a sinestesia os ajuda na vida cotidiana. Van Campen investiga exatamente qual pode ser a função da sinestesia e o que ela pode nos dizer sobre nossas próprias percepções sensoriais. Ele examina as experiências de sinestetas individuais – desde Patrick, que vê a música como imagens e encontra as mais bonitas que brotam da música de Prince, até a estudante Sylvia, que fica surpresa ao saber que nem todo mundo vê o alfabeto em cores como ela. E ele encontra sugestões de sinestesia no trabalho de Scriabin, Van Gogh, Kandinsky, Nabokov, Poe e Baudelaire. O que é sinestesia? Van Campen conclui que não é uma performance audiovisual, uma técnica literária, uma tendência artística ou uma metáfora. Talvez seja o nosso sentido oculto – uma maneira de pensar visualmente; uma chave para a nossa própria sensibilidade.”

— Trecho do website www.mitpress.mit.edu/books/hidden-sense

UM JOGO HEURÍSTICO. E DE BRICOLAGEM.

Releia a descrição e as instruções do JOGO das 8 Palavras-Chave na parte 2 (www.academiaimoto.com/arte-sinestesica-da-contemplacao-parte-2). O JOGO é uma arte heurística de rastrear, provocar, encontrar e interceptar o adversário, o censor, antes que ele apareça e cause problemas.

Como trata de questões sérias relativas à segurança física e a preservação da saúde no âmbito dos relacionamentos pessoais e coletivo, o JOGO pode ser considerado uma arte marcial mental. Enquanto as artes marciais dependem de um árduo treinamento diário por décadas para preservar habilidades físicas, no JOGO dedicar-se a sua prática voluntária e aplicação por alguns meses serão suficientes para adquirir e consolidar a nova mentalidade sinestésica.

No JOGO prevemos as situações-chave mais comuns e inevitáveis na vida em sociedade.

Você terá de lidar com as autoridades, inclusive a outorgada, a se relacionar com as pessoas de seu convívio e interação, a prestar serviços para elas e o público em geral e cuidar da própria segurança e saúde, da higiene pessoal e alimentação à legítima defesa e proteção social.

E a simplicidade do JOGO é buscar e identificar os dois instintos básicos, APETITE e AVERSÃO, e os indícios das emoções derivadas deles, que se resumem em quatro: agressividade (e todas as emoções equivalentes a raiva, ódio, fúria, revanche e sadismos), medo (e todas as nuances de indecisão, carência, insegurança, frustração, tristeza, depressão e desconfiança que levam aos transtornos de comportamento e compulsão), prazer (e todas as emoções orbitando ao redor dos desejos, da posse e dos instintos de procriação e de hedonismo) e caridade (e todos os sentimentos ligados aos instintos maternais de nutrição e carinho, de fraternidade e de sororidade, de preservação ecológica, tribalismo e ideologias políticas e religiosas).

Outra característica vantajosa do JOGO: quem não reconheceu a presença do censor e não se autodiagnosticou pode jogá-lo como manobra psicológica para ganhar mais 12 milissegundos extra e assim tomar decisões menos impulsivas.

Este JOGO é de bricolagem, do termo francês “bricolage” para a prática de fazer pequenos consertos sozinho. E equivale ao “Do it yourself”, ou “Faça você mesmo”. Por isso, uma das quebras de paradigma do JOGO é respeitar a autoavaliação de cada um e deixá-los aprender com os dois mestres, Tentativa e Erro. Sem esse esforço autodidata, quaisquer explicações ou procedimentos serão inúteis.

O censor e a sua condição animalesca não são considerados “doenças”. Cada pessoa com a responsabilidade de se observar tem a capacidade de intervir no seu comportamento ao longo dos dias. Conte o número de vezes em que reagiu emocionalmente em vez de agir racionalmente e quando foi influenciado e enganado pela opinião tendenciosa de terceiros.

Felizmente julgamentos preconceituosos que contradizem a razão são detectados de imediato e monitorados pela mente humana e sua inteligência nativa. E se tentar justificá-los apelando para algum sentimento, emoção ou ideologia, esse comportamento também será auto evidente.

As vantagens deste jogo ganha-ganha – e da reação em cadeia de altruísmo sinestésico que cria – é que ele entrega os resultados prometidos em meses em vez das décadas investidas em terapias de autoajuda dispendiosas postergando resultados ad infinitum.

A sinestesia é metacognitiva e nos dá as qualidades de jogar, brincar e aprender com os nossos sentidos. Durante as experiências sinestésicas o censor se ausenta, e as mais diversas formas de expressão artística e a contemplação se manifestam. Sem a contemplação sinestésica os jogos e os esportes continuariam sendo válvulas de escape socialmente aceitas para soltar os instintos e as emoções reprimidos. Jogar e se exercitar, por outro lado, são meios comprovados de desenvolver a mentalidade humana que reflete, planeja e executa.

BOBBY FISCHER AGAINST THE WORLD é um documentário norte-americano de 2011. Trata da vida do enxadrista norte-americano Bobby Fischer, com ênfase no Campeonato Mundial de Xadrez de 1972, seu afastamento do jogo, opiniões polêmicas, prisão e seus últimos dias na Islândia.

Observe o xadrez. Neste jogo de tabuleiro aprendemos que cada peça tem um valor, assim como cada quadrado, e que o domínio destas casas nos garante o xeque-mate no adversário. Isso não significa que um grande-mestre enxadrista seja o modelo máximo de mente humana. Muitos enxadristas, exímios atletas e artistas habilidosos restringiram suas capacidades e as limitaram aos jogos de sua preferência. Por que tantos deles viveram na pobreza, se não financeira, ao menos cultural e intelectual? Isto não seria uma contradição do texto acima? Eles não tinham sucesso nos seus relacionamentos porque nunca experimentaram aplicar o poder da sinestesia no mundo objetivo, na interação com as pessoas. Jamais saíram do conforto do lar, assim como há “estudantes eternos”. Não queriam trocar o narcótico das artes e dos jogos pelos desafios que a vida oferece. E muitos foram vítimas da Síndrome do Mestre: tão logo adquiriram um certo nível de habilidade artísticas, abriram uma escola de pensamento, limitaram-se a um estilo e sacrificaram a sua evolução em prol do ensino.

POKER MENTAL

Os oito passos no JOGO para estar na vantagem diante do censor, um blefador exímio, dissimulado, agressivo e com um às na manga, são:

Passo 1: o JOGO requer a habilidade e o raciocínio da inteligência nativa para ganhar. E evitar os blefes e trapaças do censor. Saber classificar em qual tipo de situação se encontra e rastrear o surgimento das primeiras emoções ou sentimentos equivale ao Royal Straight Flush! Nem sorte, nem azar, alta performance.

Passo 2: identifique em qual posição corporal você e seus interlocutores estão. Em pé, sentados, deitados… Essa observação atenta tem a vantagem de revelar a linguagem do corpo e lhe trazer para o momento presente. Sinta o seu contato físico com o chão e eventuais objetos.

Passo 3: acompanhe as próprias ações e palavras bem como as dos seus interlocutores. Eles não são seus inimigos mesmo quando estão durante um debate. Ou um combate. No JOGO a meta é evitar as sabotagens do censor a ponto de ele não ter mais a capacidade sequer de jogar. No JOGO o censor sai derrotado tantas vezes que se enfraquece e morre de inanição.

Passo 4: dependendo do desenrolar da situação, ela pode mudar e a nova categoria deverá ser avaliada imediatamente. Não insista em parar em nenhuma situação-chave ou forçar a seguinte. Deixe-as fluir.

Passo 5: logo que uma situação-chave termina e outra ainda não se iniciou, aproveite este intervalo para se reconectar com os seus sentidos ainda mais profundamente. Normalmente essa é a pausa pós-partida ideal para uma experiência sinestésica favorecer a contemplação. Lembre-se da carta coringa no JOGO: AGORA A OPORTUNIDADE DE VIVER!

Passo 6: ao contrário do poker, no JOGO você não blefa nem conta ou esconde cartas. Ganhe sempre de um jeito limpo, confiando nas habilidades da inteligência nativa, a mais poderosa das jogadoras.

Passo 7: os primeiros 12 milissegundos cruciais em que o censor é rastreado garantem a vitória na partida. Esse encontro anula automaticamente os efeitos da emoção identificada que será reconhecida pelo que ela é, uma descarga química condicionada sem graves consequências (desde que não se acumulem, se misturem e fiquem radiativas e explosivas).

Passo 8: assim que a mente humana vence a animal, é hora de se preparar para iniciar a próxima rodada. Quer esteja jogando ou antes de dormir revisando as suas partidas ao longo do dia, saiba que saiu vitorioso mesmo se falhou em alguns casos! Metal afia metal.

Carpe Vitae! Aproveite cada segundo, cada minuto, cada hora, cada dia… aproveite a Vida!

A manhã seguinte será outra oportunidade para viver consciente de que está vivo e pronto para continuar a jogar porque a supremacia da inteligência nativa é garantida!

AGORA A OPORTUNIDADE DE VIVER!

“Carpe vitae quia tempus fugit”

(Aproveite a vida porque o tempo voa).

Imagem do filme “O Sétimo Selo” de Ingmar Bergman (1957).

A PEDRA NO CAMINHO

Unificar corpo e mente é unir os sentidos e assim eliminar a barreira entre os dois. E esta barreira é o censor.

O corpo mamífero de natureza animal integrado com a mente humana gera um ser novo na Terra, um gênero inédito de Homo Ludens Artisticus mencionado na parte 5.

Este artista lúdico vive como uma criança em um parque de diversões, experimentando pela primeira vez um brinquedo sem jamais se cansar das inúmeras vezes que brincar ali.

Para experimentar a vida como ela é, e não como o censor imagina que ela deveria ser, é vital desenvolver a sinergia entre todos os sentidos sensoriais físicos.

Combine o tato – a propriocepção depende dele – com a visão, a audição, o olfato e o paladar, e terá como resultado o fenômeno mental da sinestesia atuando no agora esteja onde estiver.

O JOGO estimula a viver plenamente em contemplação sinestésica regido pela inteligência nativa em vez de à deriva na correnteza cacofônica do pensamento atormentado pelas emoções e sentimentos do censor crítico interno.

A grande arte humana é usar sua mente sobre si mesma.

E nesta atuação ela brinca e joga com as sensações e os movimentos.

A mente humana então faz de qualquer atividade um jogo: a caça, o sexo, a escrita e a leitura, o exercício, a educação e a própria arte ganham as qualidades do lazer e a satisfação de estar jogando é a sua recompensa pelo ato em si.

Muitos artistas e atletas unificam seus sentidos e sequer suspeitam que a contemplação da sinestesia lhes habilitou a executar suas técnicas corporais como jamais conseguiriam sob o domínio do censor.

Sem o censor, sem o ego e o minotauro assombrando as percepções captadas, o controle dos movimentos e do pensamento passam automaticamente para as mãos da inteligência nativa. E muitas vezes ela é confundida com o “inconsciente”, o “subconsciente” ou, pasme, o “instintivo” … Esses jargões cabem somente ao censor, que reage inconsequente e instintivamente.

A mente humana liberta da influência possessiva da mente animal, segue os comandos claros e exatos dos sentidos que captam o mundo objetivo e suas mudanças ininterruptas.

Na sinestesia o pensamento muda o curso, e deixa de seguir a correnteza de conceitos dissociados. Isso poupa a memória e permite os sentidos ditarem a ação seguinte. Nela contemplamos o mundo objetivo e seus fenômenos naturais, as maravilhas e “milagres” que os nossos órgãos sensoriais captam.

Nas “contemplações” artificiais meditativas, rememorativas e degustativas, o que temos são um censor emprestando a sua imaginação para recriar as impressões dos sentidos que foram convertidas em conceitos e símbolos e posteriormente ativar gatilhos emocionais “nobres”, agressivos e prazerosos. Ou uma profunda tristeza, saudosismos e pânico.

 

O EFEITO PROUST

O censor é uma sentinela emocional de plantão que irá extorquir e abusar da memória para resgatar e reviver emoções do passado, e isso irá inibir a sinestesia. Diversas ocasiões nos “transportam” para o passado. Pode ser a fotografia de uma viagem ou uma canção que ouvimos há décadas…, e de todos os sentidos, o olfato é o mais poderoso para evocar lembranças realistas, provavelmente por percorrer um circuito neural conectado às amígdalas cerebrais, em uma via nervosa sem cruzamento com os dois hemisférios (ao contrário dos demais sentidos), direta, rápida e tosca de processar estímulos, de acordo com as conclusões científicas de Joseph LeDoux (2007). As suas conexões com a memória recebem o nome de “efeito Proust”, uma menção ao escritor francês Marcel Proust que em seu livro “Em Busca do Tempo Perdido” descreveu as recordações que uma bolacha molhada no chá lhe despertou. Este fenômeno de associar cheiro com recordações também costuma reviver eventos traumáticos com detalhes aumentando o sofrimento. Quando os instintos de prazer e medo são convertidos pelo censor em emoções agradáveis ou paralisantes, respectivamente, buscar o tempo perdido no passado é uma perda de tempo. E de vida.

A inteligência nativa não trata emoções como informações confiáveis.

Escolha ficar no presente. Olhe para sua mão esquerda e toque-a no centro da palma com a ponta do dedo indicador direito nestes momentos à beira do devaneio. Esse é um truque para voltar e ficar no mundo objetivo.

“A sequência cronológica destes fósseis mostra que os crânios grandes e em formato de redoma apareceram há 2 milhões de anos no gênero que os antropólogos chamam “Homo”. Tradicionalmente os antropólogos têm postulado várias ramificações de desenvolvimento divergentes nos primeiros homens, mas agora podemos ver que não havia nenhum outro ramo – um estágio leva para o próximo. Havia somente um maior desenvolvimento em andamento, o da mente. Nós, incapazes de olhar para o nosso desenvolvimento psicológico, atribuímos todos os significados exceto esse. O primeiro movimento ou maior influência no desenvolvimento humano certamente não foi comer carne, usar ferramentas, aprimorar a linguagem ou andar ereto, mas sim o que estava acontecendo em nossas mentes.”

— Jeremy Griffith, biólogo australiano

HOMO LUDENS ARTISTICUS

A sinestesia mudou este cenário há uns dois milhões de anos, conforme atestam os fósseis descobertos mostrando crânios grandes e em forma de redoma quando a mente requisitou um cérebro maior para abarcar seu crescimento.

Em retrospecto, nossa evolução se acelerou quando vencemos os limites da genética e avançamos rumo a novas mentalidades.

E a sinestesia deu o pontapé inicial neste jogo que não tem hora para acabar.

Durante o JOGO o censor vai gritar para você: “Mentiroso!” “Quanta besteira” ou “Ha, ha, ha, Ok …

A mente humana irá reconhecer a voz do censor nestes momentos porque ele foi obrigado a se dirigir na segunda pessoa.

Quando o censor estiver ganhando terreno no JOGO, também será fácil detectá-lo. Ele frequentemente demonstrará que está sentindo prazer ou irá se elogiar: “Oh, assim está melhor.”Isso é que é vida”, “não se preocupe, está sob controle”. Lembre-se daquelas frases que antecedem os desastres…

Mas a arte de despertar nosso potencial sinestésico, uma habilidade de cooperação sensorial natural do cérebro humano ainda pouco conhecida e raramente explorada, aprendida e ensinada com método, agora está ao alcance de todos para ser experimentada a cada instante enquanto estivermos vivos neste planeta e universo físicos.

Esta série de artigos tem o propósito de levar os leitores ao conhecimento de que o labirinto existencial da “condição humana” tem saída. Mas que antes é preciso encontrar e vencer o minotauro que ronda seus corredores.

E você aprenderá a jogar o maior de todos os JOGOS, o das situações rotineiras e das urgências da vida diária, para vencer este monstruoso e sofisticado parasita que nos sabota e nos estressa com as suas emoções repetitivas e desgastantes!

Este “passageiro sombrio” não passa de um conflito neurobiológico, de uma ilusão imaginária criada pelos instintos animais primais, que deverá ser entendido e superado pela inteligência nativa moderna, a faculdade evolutiva que nos tornará humanos por inteiro.

 

MEMÓRIA ICÔNICA, ECOICA e HÁPTICA

No início de qualquer partida do JOGO, por exemplo na situação-chave dos Relacionamentos, a inteligência nativa sabe que está lidando com um animal irracional cuja única motivação é induzir quimicamente sensações de prazer, mesmo que na forma do alívio que atitudes masoquistas como sentir medo, amargura ou repugnância lhe trarão.

Essa é a trapaça mais comum do censor. O prazer.

Aqui o prazer é aquele autogerado pelo censor emprestando a memória para recuperar uma sensação antiga.

Este prazer vem com os hormônios da ocitocina e da adrenalina induzidos pelo censor para se alimentar e se satisfazer. E sobreviver.

O JOGO é uma disputa de território.

Permitir migalhas de prazer ao censor será ceder espaço e cada centímetro que ele ganha o fortalece.

Voltando à situação-chave dos Relacionamentos, observe o surgimento do prazer, dos desejos, dos apetites.

É relativamente fácil confundir este prazer com as sensações de bom gosto e apreciação estética, de deleite em alguma atividade, quando o prazer sem causa do censor é meramente memória, recordação, delírio acordado. E como qualquer sonho, a tendência é acreditar nele, mesmo ciente de estar testemunhando um filme surreal.

Por isso, confie na perspicácia da mente humana. Ela é pragmática e saberá se destacar, analisar os acontecimentos no mundo objetivo e dar as respostas mais apropriadas para cada situação. Se o prazer captado pelos sentidos surgir neste processo, será um fruto natural nutritivo e não a lembrança de um sabor químico artificial sem substância.

O censor é eidético por excelência. Ele se gaba de ter uma memória de longa duração icônica, ou fotográfica, ecoica e háptica. Ele consegue se infiltrar na memória sensorial e falsificar o prazer do orgasmo, da experiência estética e gerar alucinações vívidas com todos os sentidos alternadamente.

Faça o teste: leia, ouça ou assista à descrição passo-a-passo de alguma atividade, seja sexual, gastronômica ou de aventuras…

Estes estímulos externos só irão ativar glândulas e hormônios quando o censor começa a interpretar o que está sendo lido ou assistido.

Para a mente humana, ler palavras nos livros e assistir vídeos em uma tela qualquer são ações passivas das quais o corpo participa como expectador ativo no mundo dos objetos e seus fenômenos físicos. Sentir prazer afrodisíaco sem o contato corporal é típico do censor, assim como medo e terror sem ameaça real ou ouvir uma canção ou alguém o chamando pelo nome na mente em vez de vinda de alguma pessoa ou aparelho no presente. Somente o censor fantasia e alucina. A mente humana é objetiva e imune a essas projeções imaginárias inseparáveis das emoções conforme alertou o farmacêutico Emile Coué ao elaborar suas 3 Leis da Autossugestão:

  1. A Lei da Atenção Concentrada: fixe uma ideia (imagine todos os detalhes) para ela se concretizar.
  2. A Lei do Esforço Contrário: se você pensa que não pode fazer algo e tenta mesmo assim, quanto mais pensar menos capaz será.
  3. A Lei do Sentimento Dominante: uma sugestão ligada a uma emoção supera qualquer outra sugestão.

Destas leis decorrem outras quatro:

  1. Quando a vontade e a imaginação são antagônicas, a imaginação sempre vence, sem exceção!
  2. A força da imaginação está na razão direta do quadrado da vontade.
  3. Quando a vontade e a imaginação estão equilibradas, uma multiplica a outra.
  4. A imaginação pode ser dirigida pela vontade.

O conhecimento que o Sr. Coué não sabia, apesar de não invalidar as observações da sua tese, é que o censor controla a vontade da mente humana por meio da imaginação que é basicamente recriação a partir de conceitos armazenados na memória de sensações físicas maquiadas de emoções e sentimentos.

De todas as emoções-chave, a agressão, o medo, a caridade e o prazer, este último é o mais insidioso porque recompensa o cérebro com o coquetel químico predileto do censor. Mesmo a raiva, um dos subprodutos do instinto da agressividade, nos dá prazer.

As similaridades entre o vício nestas substâncias segregadas pelo cérebro e no intercurso sexual não são mera coincidência. Observe como a personalidade se altera nos momentos que precedem o contato com zonas erógenas e nas atividades em que o prazer é esperado e antecipado. E observe também o quanto é difícil recordar com clareza de uma performance que foi encenada a partir de lembranças vagas em vez de experimentada objetivamente.

Repare ainda na sensação de urgência, de vale-tudo para obter aquela sensação e sentimentos que parecem ser um privilégio somente seu…

Outra vez a inteligência nativa rastreou o censor e lançou luz sobre ele.

No JOGO o censor é como um enxadrista amador enfrentando um profissional: por mais que faça suas melhores jogadas e capture a rainha e as torres, terá seu rei cercado, porque o grande-mestre sacrificou aquelas peças para ganhar a partida. Empates e lances ilegais estão fora de questão.

Logo, não jogue para disputar e criar atrito, não lute contra o que não é digno e páreo para você. Simplesmente vença.

E siga com a sua vida, afinal…

AGORA A OPORTUNIDADE DE VIVER!

“O que é um labirinto? Um labirinto é um caminho sinuoso, geralmente em uma linha contínua, com um caminho singular que leva a um centro. Os labirintos são um arquétipo antigo de 4.000 anos ou mais, usado simbolicamente como meditação ambulante, dança coreografada ou local de rituais e cerimônias. Os labirintos são ferramentas para transformação pessoal, psicológica e espiritual, também pensadas para melhorar a atividade do lado direito do cérebro. Os labirintos evocam metáfora, geometria sagrada, peregrinação espiritual, prática religiosa, atenção plena, arte ambiental e construção de comunidades.”

— Trecho do website www.labyrinthsociety.org/about-labyrinths

UM PONTO IMPORTANTE

O censor é intratável e inegociável, porque assim como os vícios ele não é uma doença. Ele foi criado pela mente animal que acompanha a evolução do corpo há milhões de anos. E embora o censor não seja tão antigo, porque nasceu como uma reação ao surgimento da consciência humana (se há 3 mil anos ou 3 milhões de anos ainda não sabemos), deve ser encarado como um personagem fictício que foi ganhando detalhes e crescendo na estória a ponto de escrever sua autobiografia.

Esse é um fenômeno recorrente no meio literário.

Na Inglaterra vitoriana de Arthur Conan Doyle, muitos dos seus leitores acreditavam que Sherlock Holmes era um detetive particular real com domicílio na Baker Street 221B, aliás um número de endereço igualmente fictício na Londres do século XIX.

Em resumo, o censor não tem localização e formato porque é uma ilusão mental. Censores tratando censores criam tratamentos paliativos sem ousar revelar e tocar naquilo que fariam as máscaras caírem por terra.

No JOGO todos começam cientes de que estão enfrentando uma entidade inefável, arisca e perigosa. Não subestime o minotauro. E nem o superestime.

Ele fará de tudo para sobreviver, como qualquer animal, seja doméstico ou selvagem. Mas no final o caçador vence porque inverteu os papéis.

Seja o predador no JOGO.

Extermine o parasita sem pestanejar. Não tenha remorsos, pudores, compaixão ou ódio contra ele. Esses são os escudos emocionais dele e não da mente humana. A mente humana só porta uma arma: a espada do conhecimento adquirido por meio da sinestesia e afiada por ela.

Ameaçado, o minotauro irá tentar atrair a mente humana para os calabouços subterrâneos mais sombrios e profundos.

Não hesite em caçá-lo nestes locais, senão ele se esconderá no abismo. Lance a luz das sensações concomitantes sobre ele e o verá fugir como um vampiro exposto ao sol. E assim que o censor se rende e é abatido, a saída do labirinto está logo adiante: sem o minotauro seus corredores circulares perdem a função.

Ingresse na contemplação sinestésica e descobrirá que nenhuma porta ou muro o impedia de libertar a mente humana.

“A torre de Babel”, do artista russo Evgeny Kazantsev. (www.zamenabatareek.artstation.com)

A PARÁBOLA DA TORRE ADMINISTRATIVA

Uma empresa progrediu e inaugurou várias filiais comprando um edifício de 12 andares para cada uma delas. Os escritórios dos CEOs, veteranos que cresceram na empresa, ficavam no décimo-segundo andar de cada prédio. As informações eram recebidas no térreo e os funcionários da recepção tinham a função de transmiti-las para o departamento do CEO.

No início as informações eram bem simples, mas urgentes, e eram resolvidas de um jeito rápido e sem hesitações por aqueles velhos CEOs. Eles eram rudes, mas robustos, e suportavam longas e exaustivas jornadas de trabalho sem reclamar.

A cidade cresceu, novos concorrentes surgiram e aqueles edifícios precisaram de reformas para se manter na liderança. E as medidas tomadas pela matriz foram dobrar o número de andares e promover um segundo CEO, mais jovem e cheio de ideias, para se alojar no vigésimo-quarto andar de cada filial.

Alguns anos depois a empresa-matriz avistava prejuízos.

O número de funcionários e departamentos nas filiais havia triplicado. As informações recebidas ficaram mais complexas e em maior quantidade. Ainda que os computadores dos jovens CEOs processassem tudo velozmente e com exatidão, os prejuízos continuavam aumentando.

As previsões apontavam para uma perigosa insustentabilidade das empresas no futuro.

Então enviaram um auditor para cada filial.

Os auditores passaram alguns dias nas suas respectivas empresas acompanhando a chegada das informações e o caminho delas para o último andar. Mas eles repararam que as pastas e malotes paravam no décimo-segundo e só depois de algumas horas eram liberados e voltavam a subir. E esse atraso lhes chamou a atenção.

Nessa investigação os auditores foram conhecer os antigos CEOs agora vices gerentes nas filiais. Os auditores e os vice gerentes ficaram amigos e os velhos CEOs lhes convenceram que o problema não eram eles ou os jovens CEOs, que tinham boas ideias, apesar de imaturos e demasiado ousados para os padrões tradicionais da empresa.

Os velhos CEOs pediram para os auditores lhes ajudar na tarefa de separar as informações mais relevantes antes de enviá-las para cima. Os auditores foram contratados e viraram censuradores, filtrando as informações recebidas pelos velhos CEOs e repassando apenas o material que consideravam importante.

Em poucos meses a situação das filiais foi piorando e a falência não era mais uma possibilidade, e sim uma questão de quando.

Em fase terminal, a matriz estava desesperada!

Com 99,9% das suas filiais em estado precário, prestes a demitir os funcionários, perder a concorrência e fechar, o que fazer?

Os executivos da matriz resolveram mudar a abordagem. Em vez de insistir nas tentativas que fracassaram iriam investigar o sucesso daquele 0,1% operando com lucros e sem problemas administrativos.

Organizaram uma visita para conhecer o jovem CEO daquela filial especial e foram lhe encontrar no dia e horário combinados. Ao chegar no prédio padrão de 24 andares, os executivos tomaram o elevador e resolveram parar no décimo-segundo andar para conhecer o velho CEO e o seu amigo auditor que contratou.

Mas quando as portas do elevador se abriram, encontraram o andar inteiro desocupado. E quase completamente vazio, porque sentado em uma das cadeiras na cabeceira de uma mesa de reuniões estava o jovem CEO lhes aguardando com um sorriso.

— Eu sabia que vocês viriam para cá antes. Então resolvi me adiantar e lhes atender aqui. Sentem-se e fiquem à vontade. Vou lhes explicar a fórmula do sucesso desta filial.

Os executivos da matriz distribuíram-se nas cadeiras. Estavam espantados e curiosos. Perceberam que a sobrevivência da matriz dependia daquele encontro.

O jovem CEO continuou:

— Assim que assumi esta filial, pensei em aposentar o velho CEO, mas isso abalaria a confiança dos acionistas na empresa. Para piorar o auditor e ele se tornaram muito próximos… E assim o velho CEO fragmentava as informações e o auditor contratado como censurador as corrompia de acordo com suas variações de humor. A solução que encontrei foi separá-los e transferir o velho CEO para o subsolo do edifício, de onde ele veio.

— E o censurador, cadê ele? – Perguntaram os executivos.

O jovem CEO olhou ao redor:

— Eu o abandonei aqui. Essa mesa e andar foram dele por algumas semanas.

Um enorme ponto de interrogação pairava sobre os executivos.

— Ele pediu demissão ano passado. – Completou o jovem CEO. Uma vez que as informações deixaram de parar neste andar, ele perdeu seus privilégios de censurador. Banido e sem salário, ele foi obrigado a se demitir e seu cargo foi extinto. E as informações chegam inteiras e confiáveis diretamente no vigésimo-quarto andar onde alimento os bancos de dados e decido o que fazer com elas do jeito mais apropriado para o bem dos clientes, dos funcionários e da matriz.

O jovem CEO então lhes entregou uma folha com os oito princípios que adotou para administrar a filial sem os atrasos das decisões erradas causados pelo velho CEO e o censurador.

Eis o título e a mensagem deste texto:

 

AS 8 CHAVES

Por um jovem CEO

  1. A CHAVE DA AUTORIDADE.

Só pode haver 01 (um) líder. E este líder será quem trabalha com inteligência para o bem-estar coletivo do qual sabe que é parte inseparável.

  1. A CHAVE DOS RELACIONAMENTOS.

Converse e aprenda com as pessoas como elas são. De cada três pessoas, duas são mestras em alguma área. Aceite-as.

  1. A CHAVE DOS SERVIÇOS.

É justo ser reconhecido e recompensado pelo bem que faz com o seu trabalho. Logo, ofereça produtos e serviços que mereçam seus honorários.

  1. A CHAVE DA SAÚDE.

Elimine as causas das doenças e não terá que remediar seus efeitos. O que mata é o estressor. Demita-o o quanto antes.

  1. A CHAVE DA AGRESSÃO.

Inspire longa e silenciosamente antes de falar ou reagir com raiva. Depois, não fale nem reaja agressivamente. Repita se for preciso.

  1. A CHAVE DO MEDO.

É prudente se precaver de indivíduos, objetos físicos e situações com potencial de nos ferir e a terceiros. O resto são temores irracionais. Aceite e fique com os fatos.

  1. A CHAVE DO PRAZER.

Desfrute a sensação indescritível de estar vivendo no agora vibrante. Ganhe espaço vital para novas experiências descartando as lembranças e as promessas de felicidade de segunda mão.

  1. A CHAVE DA CARIDADE.

Abra as portas da percepção com as 7 chaves anteriores e verá o altruísmo nas decisões em conjunto antecipando e atendendo as necessidades individuais e do grupo. Ser um benfeitor e conciliador que compartilha prosperidade é a quintessência da filantropia.

E, em caso de dúvidas, use a CHAVE-MESTRA:

AGORA A OPORTUNIDADE DE VIVER!

O ontem foi vivido e o amanhã pode não chegar… Aceite os presentes do presente.

 

Os executivos voltaram para a matriz e cada um deles ensinou o que aprendeu para outros jovens CEOs que ensinaram para outros e outros. Quando este conhecimento atingiu a massa crítica, as transformações positivas que desencadeou em todas as filiais que o implementaram recuperou e salvou a matriz.

Basta dizer que a matriz representa a humanidade inteira e que você e eu somos as filiais.

NA PARTE 7, A APLICAÇÃO PRÁTICA DO JOGO DAS 8 PALAVRAS-CHAVE E DA ARTE EXTRA-MARCIAL DO TAI CHI CONTEMPLATIVO EM DESENVOLVIMENTO NA ACADEMIA IMOTO. CARPE VITAE!

Envie este artigo para seu círculo de amigos que também compartilharão com outros e assim sucessivamente, como na Teoria dos Seis Graus de Separação!

A CONTEMPLAÇÃO nos liberta de um mecanismo neurobiológico ultrapassado que já foi confundido com possessão, pecados e defeitos morais e depois com doenças orgânicas e transtornos psicológicos, quando era um atraso de 12 milissegundos no sistema nervoso evitando que os estímulos físicos captados pelos sentidos fossem analisados na íntegra pela mente livre da voz de um intermediador virtual interno.

Com o pensamento recebendo exclusivamente estímulos sensoriais puros, qualquer ação e decisão será um ato de altruísmo para com o próprio corpo e os demais.

Sem revoltas e revoluções, sem livros sagrados e manuais de autoajuda, sem líderes carismáticos e influenciadores de opinião…

Basta uma geração com a habilidade de CONTEMPLAR.

Então, todas as utopias serão superadas!

Envie um Comentário

Fechar

A Academia Imoto NÃO É uma franquia. Somos uma FAMÍLIA. Nossas principais modalidades e cursos são EXCLUSIVOS e orientados para turmas pequenas e aulas particulares com o objetivo de acelerar resultados com máxima economia de tempo e recursos aos nossos alunos e clientes.

Atendimento

Segunda à Sexta:
08:00 – 20:00

Sábado:
08:00 – 13:00

Siga-nos
Academia