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Academia Imoto

Vamos ter certeza de que você entendeu tudo ou parte desta apresentação. O que essas informações significam?

Não é uma pergunta difícil. Respire. Toque as mãos. Sinta a cadeira ou poltrona. Ou vá na janela e olhe para fora. Faça contato consigo mesmo e o ambiente antes de responder.

Vou lhe dar algumas pistas.

Esse apanhado de informações acaba com a mentira de que a “natureza humana” é imutável. Acaba com a mentira de que vivemos em uma civilização “humana”. Acaba com a mentira das promessas de que as religiões e as terapias psicológicas e psicanalíticas anacrônicas, as poções mágicas dos medicamentos farmacêuticos milagrosos e as velhas-novas ideologias políticas e tecnologias ultra avançadas ou alienígenas, algum dia irão solucionar definitivamente nossos problemas. E que não estamos destinados a viver sofrendo resignados e alienados em tal condição deplorável de escravidão. Estar ferido e cercado de enfermos não significa uma maldição incurável, mas uma falta de um diagnóstico e prognóstico racionais. E de um tratamento universal a ser aplicado.

Provavelmente essa seja a sua resposta e, portanto, você não é a primeira pessoa da face da Terra a entender essas informações e hesitar em aceitá-las. Muitos ao longo da história sentiram que já conheciam ou suspeitavam que havia algo “errado” neste estranho modo de viver. E muitos poderiam ter chegado sozinhos a essa conclusão. Os fatos estavam – e estão – à disposição deles, mas não ousaram. O ambiente cultural ainda lhes era hostil e a tendência de concluir sem embasamento científico ou escolher seletivamente os argumentos era a norma no passado.

O que quero dizer com isso?

Que as pessoas raramente olham com atenção para problemas que não querem descobrir a solução. Desviam a vista de coisas desse tipo. Preferem andar às cegas a denunciar a única causa dos seus problemas, porque acreditaram que deixariam de ser “humanas” no processo…

O que nos traz de volta ao caminho principal desta apresentação.

Estamos lidando desde a aurora dos tempos com a manutenção da vida, da saúde e da segurança do corpo, e isso é uma questão de sobrevivência da espécie.

Vou citar algumas partes selecionadas do livro “O Cérebro Emocional” (Editora Objetiva, 2ª edição, 1996), do neurocientista americano Joseph LeDoux que a princípio parecerão um desvio do tema principal, mas vão nos ajudar a situar a gravidade do problema colossal e como e por quê as alternativas paliativas criadas para resolvê-lo falharam e continuarão a falhar.

“CONHEÇA-TE A TI MESMO”

O hipocampo é a estrutura localizada no cérebro humano envolvida em converter a memória de curto prazo em memória de longo prazo entre outras funções reguladoras do sistema límbico, em especial o sentido de navegação espacial.

De acordo com LeDoux, no capítulo 8 de “O Cérebro Emocional” sob o título “Onde os Desregramentos Estão”, página 220:

“Se o estresse perdurar por um longo tempo, o hipocampo começará a apresentar falhas em sua capacidade de controlar a liberação dos hormônios do estresse e de realizar suas funções de rotina. Ratos em estado de tensão são incapazes de aprender e lembrar como cumprir tarefas comportamentais que dependam do hipocampo. Por exemplo, deixam de aprender a localização de uma plataforma segura na tarefa do labirinto de água descrita no capítulo anterior. O estresse também influência a aptidão de induzir a potencialização de longo prazo no hipocampo, o que provavelmente explica o porquê da falha de memória. E, o que é importante, o estresse danifica também as funções da memória consciente explícita nos seres humanos.”

E, logo no parágrafo seguinte, na mesma página, um dado mais revelador e preocupante:

“Bruce McEwen, pioneiro no estudo da biologia do estresse, mostrou que o estresse intenso, mas temporário pode produzir a atrofia dos dendritos no hipocampo. Os dendritos são as áreas dos neurônios que recebem as informações e que são responsáveis, em grande medida, pelas fases iniciais da potenciação de longo prazo e a formação da memória. McEwen demonstrou também que, se o estresse for suspenso, essas mudanças são reversíveis. Contudo, sob estresse prolongado ocorrem mudanças irreversíveis. As células do hipocampo realmente começam a degenerar e, quando isso acontece, a perda de memória é permanente.”

LeDoux ainda alerta para a redução de tamanho, ou encolhimento, do hipocampo em seres humanos sujeitos a constantes agressões físicas e verbais, notoriamente nas vítimas com distúrbio de estresse pós-traumático (o Q.I. e outras funções cognitivas parecem não ser afetadas pelo estresse, e este é um ponto peculiar da Inteligência Nativa que discutirei em breve).

Junto com o câncer e os acidentes vasculares cerebrais, a demência e o Alzheimer serão os grandes assassinos silenciosos da terceira idade. A expectativa de vida está aumentando, mas poucos chegarão aos setenta anos com lucidez, livres de episódios de amnésia e intelectualmente ativos e produtivos. Além do “Grand Loop” consumindo a maior parte das reservas cerebrais, acrescente o estresse mental crônico e a ansiedade, a alimentação carente de nutrientes, o sono irregular, os eventuais vícios em drogas e a poluição tóxica comum dos centros urbanos, e iremos nos espantar com a impressionante resiliência deste órgão graças à sua plasticidade neural cujos sintomas da decadência cerebral costumam se apresentar após mais de meio século sofrendo tamanho abuso.

TERAPIAS DE EXTINÇÃO

As psicoterapias lidam com os condicionamentos emocionais ajudando o indivíduo a se ajustar aos seus problemas. A psicanálise tenta tornar o paciente consciente das origens dos seus conflitos interiores, enquanto as terapias comportamentais procuram livrar o indivíduo dos sintomas de ansiedade tentando extinguir a reação emocional condicionada/aprendida. Ambas têm o mesmo objetivo com abordagens terapêuticas diferentes: habilitar o neocórtex a exercer controle sobre sistemas emocionais ancestrais, do ponto de vista evolutivo

As técnicas de descondicionamento e recondicionamento da terapia comportamental e da psicanálise buscam maneiras de criar sinapses nos trilhos corticais e subcorticais que controlam as partes responsáveis pelas memórias emocionais, particularmente as amígdalas cerebrais. Em suma, controle do córtex sobre a amígdala.

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E, voltando ao trabalho de LeDoux ainda no capítulo 8, página 243:

“Curiosamente, sabe-se que as conexões entre as áreas corticais e a amígdala são muito mais frágeis do que aquelas entre a amígdala e o córtex. Isto pode explicar por que é tão fácil a informação emocional invadir nossos pensamentos conscientes, mas tão difícil adquirirmos o controle consciente sobre nossas emoções. A psicanálise pode ser um processo tão longo em razão dessa assimetria nas conexões entre o córtex e a amígdala.”

E, no final dessa página, uma predição otimista do autor:

“O que há de tão útil em ter medo de altura, de elevador, de certos alimentos ou de meios de transporte? Embora haja riscos em cada um desses aspectos, as chances de acarretarem danos de modo geral são relativamente reduzidas. Temos mais medos do que precisamos, e parece que nosso sistema de condicionamento pelo medo tremendamente eficiente, combinado com uma capacidade muito poderosa de pensar sobre nossos medos e com uma incapacidade de controlá-los, provavelmente mostra-se equivocado. Entretanto, como veremos no próximo capítulo, há alguma esperança de que a evolução futura do cérebro humano se encarregue desse desequilíbrio.”

Então, qual o motivo da psicanálise e das terapias comportamentais não estarem ajudando a humanidade a acelerar essa “evolução futura do cérebro humano”?

Nem sempre se limitar a diagnosticar, prescrever remédios e exercícios e alterações de hábitos, ambiente, companhias, atividades, hobbies e dietas será suficiente. E a pergunta “quem está tratando quem” é errônea. “O que” e não “quem” vem se estudando e se autorretratando, essa é a chave do enigma.

COMO EXTINGUIR UM FANTASMA

O pensamento humano requer uma área imaculada e ampla para funcionar. Essa área é chamada na neurociência de memória de trabalho, um mecanismo que armazena temporariamente os vários trechos de informações e estímulos captados ao mesmo tempo, que serão comparados, contrastados e interrelacionados. E essa memória de trabalho é de curto prazo, apesar de ser vital no processamento ativo do pensamento e do raciocínio.

Alan Baddeley, um dos pioneiros na psicologia cognitiva, descobriu que a memória de curto prazo tem um limite de capacidade de sete tipos de informações. Faça o teste a seguir para entender isso:

Memorize os números 7 8 3 4 4 5.

São seis dígitos e você irá memorizá-los sem muito esforço.

Feche os olhos e repita esta sequência numérica e depois conte de trás para frente, de 99 até 91, de dois em dois. Agora tente repetir o número que havia memorizado. Provavelmente não irá conseguir. Quando outras tarefas que também exigem armazenagem temporária competem pelo pouco espaço de trabalho mental em uso, a compreensão fica reduzida, ainda que seja possível melhorar e ampliar esta habilidade mnemônica através da repetição em um regime de treinamento assíduo das faculdades cognitivas. Isso se dá porque embora a quantidade de informações que podem ser armazenadas simultaneamente na memória de curto prazo de trabalho seja pequena, qualquer tipo de informação pode ser retido mediante a prática. Por isso lembramos com facilidade de sete fragmentos de informação como letras, palavras e ideias. E sensações.

Enquanto cada estímulo sensorial (visual, auditivo, tátil etc.) for percebido de forma isolada, a memória de trabalho ficará restrita e o pensamento refém de uma associação repetitiva de padrões mentais enfadonhos e desgastantes.

Experimente este outro teste usando um recurso de estimulação sinestésica para reabilitar sua memória. Para cada número a seguir, associe um sentido ou ação:

0 = pausa no movimento, intervalo, período para vencer a inércia;

1 = Propriocepção consciente (o formato do número lembra uma pessoa na vertical, em pé e deliberadamente em equilíbrio postural);

2 = Olfato (já reparou como a silhueta do 2 se parece com um nariz?);

3 = Paladar/Gustativo (os lábios juntos formando um bico);

4 = Tato (pernas cruzadas e tocando uma na outra);

5 = Audição (repare como aquele círculo na base do número lembra o lóbulo da orelha);

6 = Visão (seu olho no espelho mirando para o canto inferior esquerdo);

7 = Linguagem (aquele balão das estórias em quadrinhos onde a fala dos personagens aparece);

8 = Infinito (a sensação de que tempo e espaço não existem porque nada está cercando o universo objetivo ou sincronizando o seu movimento atômico universal);

9 = Visão (o “6” invertido e espelhado olhando para o canto superior direito);

10 = A junção de todos os sentidos.

Vamos combinar estes estímulos como fazemos com os numerais, criando uma sequência qualquer, por exemplo 3 6 7 0 9 2 4. Aplique em cada um deles o seu respectivo sentido-símbolo e sinta os movimentos que eles induzem nos seus órgãos sensoriais: engula saliva, olhe à sua esquerda, fale “sete” em voz alta, dê uma pausa. Olhe à sua direita, cheire o ar e toque as pernas cruzando-as. A ordem destas ações transforma o número 3.670.924 em uma estória com início, meio e fim. Conceber e contar estórias é uma qualidade genética universal com a qual os seres humanos evoluíram para rastrear e ler as pistas e comportamentos dos animais durante uma caçada, desbravar e mapear áreas desconhecidas nas suas aventuras nômades e interpretar os sons, as gesticulações e a linguagem corporal dos seus semelhantes.

Memorizar é decorar uma narrativa! É o pensamento humano analisando, no presente, as marcas que restaram do passado para prever acontecimentos futuros e assim se orientar e agir com mais possibilidade de sucesso. A menor falha na análise dessas marcas no mundo objetivo compromete a cadeia de previsões e nos coloca nas mãos dos “deuses”. E do censor que se acha o maior deles.

A SINESTESIA CONTEMPLATIVA 

Pratique esta união de sentidos e o fenômeno da sinestesia irá se manifestar. Em sinestesia a maior parte do sistema límbico estará hiperativada (conforme descobriu o pesquisador Richard Cytowic) e a memória de trabalho solicitada pelo córtex estará livre para processar as informações concorrentes sem a pesada carga do conteúdo emocional costumeiro. E esse é justamente o papel da Inteligência Nativa: libertar o pensamento, gerando uma incrível criatividade artística e capacidade heurística de solucionar problemas diversos, e destreza na autonomia motora voluntária.

A Inteligência Nativa é utilizada rotineiramente em uma gama de tarefas, da solução de cálculos matemáticos, leitura e interpretação de dados, jogos mentais e raciocínio em geral. Graças a ela chegamos no estágio de usá-la como uma lupa sobre nós mesmos. E as consequências deste olhar introspectivo nos mostraram o entrave que a psicanálise e as terapias comportamentais fizeram vista grossa e tentaram contornar para não ter que enfrentar a realidade. Desvendado, todo crime parece óbvio. E no caso da “natureza humana”, os instintos herdados do nosso passado evolutivo e suas emoções condicionadas e condicionantes, expuseram o culpado e a sua motivação.

O censor, outrora louvado nas religiões e filosofias como uma alma representando a consciência divina, e incondicionalmente aceito em todas as terapias disponíveis como uma parte inseparável da psiquê, ficou impune por tempo demais. O censor é o elefante deitado no divã. O “id”, o “ego” e o “superego” de Freud. É o “Mestre e seu Mensageiro” de Iain McGilchrist. É o “eu análogo” entre a consciência e a mente bicameral de Julian Jaynes. E os efeitos da sua influência e o acúmulo dos seus danos está comprometendo a sobrevivência da espécie e postergando aquela “evolução futura do cérebro humano” estimada por LeDoux.

Era a hora de pôr um fim à sua hegemonia, de desconstruir o labirinto tenebroso deste minotauro. Uma tarefa que requer coragem e conhecimento para invadir seus domínios, caçar e exorcizar esta entidade parasita que assumiu uma identidade em um corpo hospedeiro que nunca lhe pertenceu.

O conhecimento das funções cerebrais é relativamente recente e só foi conquistado depois de milênios de um esforço descomunal de milhares de indivíduos isolados e em grupos. E ficou acessível e a disposição do público a partir dos anos 1980 com os computadores pessoais. Já a ousadia para testar as hipóteses e teorias do método racional científico o levará à etapa empírica de checagem das conclusões, de deduzir e induzir novos dados, de esbarrar com descobertas inesperadas (serendipidade) e implementar ações e melhoramentos. E essa coragem será motivada pelo crescente aumento da insatisfação com a sua existência como ela está.  Se você carrega o sentimento de que não está vivendo de um jeito completo e íntegro, de estar falhando nas situações-chave da vida e seus relacionamentos, de que os caminhos espirituais escolhidos fracassaram e que a sensação sufocante de isolamento, insegurança e aprisionamento dentro do próprio corpo precisa urgentemente parar, então não hesitará em entrar naquele labirinto armado com a espada do conhecimento.

A necessidade é a mãe das invenções e a ociosidade a das inovações! Permita mais experiências sinestésicas na sua vida a cada instante, e encontre maneiras criativas de induzi-las sempre que puder. Jamais desperdice nenhuma respiração, sensação e chance de experimentar a vida na sua plenitude.

AGORA a OPORTUNIDADE de VIVER!

Não sou o primeiro a descobrir que nenhum médico, mestre, ganhador do Nobel, político e filósofo é capaz de solucionar o “Eu” e as suas relações com o problema mente-corpo. Ou tomamos a iniciativa pela nossa emancipação ou continuaremos morrendo cerebralmente em vida, girando no turbilhão de emoções e instintos que nublam o pensamento e inibem os lampejos da Inteligência Nativa. O alívio de saber que está por sua própria conta e risco é libertador porque você não depende de terceiros para agir no seu lugar. É sensato aceitar a ajuda dos outros, só não espere que eles façam suas tarefas de casa por você.

Observe a sua interação com o mundo objetivo e as pessoas cujos corpos são uma extensão sua e dele. Nada nem ninguém está realmente separado pela distância ou cativo de contagens cronológicas arbitrárias independentes da memória. Movimentar-se no caminho de menor resistência contra a gravidade é a função original do cérebro e, para aumentar a complexidade destes movimentos, nos exercícios elaborados do TAI CHI CONTEMPLATIVO fazemos uso consciente máximo do sistema sensorial livre daquele filtro criado pelos instintos e poluído pelas emoções. E o JOGO DAS 8 PALAVRAS-CHAVE foi idealizado com um propósito bem claro e direto: nos habilitar a viver livres do censor e seu labirinto.

A liberdade de um será a liberdade de todos.

Este é o tema (e o lema) com o qual o ser humano sonha, acorda, passa os dias e dorme tentando inutilmente ignorar sua condição.

Na sinestesia a faculdade humana de contemplar, experienciada diante das artes e naqueles momentos em que percebemos a nossa efemeridade comparada ao universo perene, aflora. E, logo que a Inteligência Nativa assume o trono da mente, a mudança de dimensão é imediata: dos conceitos circulares subjetivos cinzentos e passivos para a dimensão dos objetos coloridos e vibrantes onde tudo e todos estão animados por uma irradiação semelhante à do fogo, basta um piscar de olhos.

Bem-vindo ao mundo natural objetivo onde a vida faz e tem sentido, literalmente!

Antes de encerrar este tópico e começar a seção de perguntas e respostas mais frequentes a respeito de A Arte Sinestésica da Contemplação, segue as boas novas descritas por LeDoux no final do último capítulo de seu livro “O Cérebro Emocional”:

“Que Será Será

Aonde a evolução irá levar nosso cérebro? Embora seja verdade que o que tiver de ser será, temos a oportunidade de dar uma olhada em como anda a evolução. Não é que a evolução signifique reflexão precoce. Trata-se apenas de percepção tardia. Contudo, nós somos a evolução em progresso e podemos verificar que tipos de mudanças poderiam estar ocorrendo em nosso cérebro analisando as tendências da evolução do cérebro nas espécies correlatas.

Do jeito que as coisas estão, a amígdala exerce uma influência maior sobre o córtex do que este sobre a amígdala, permitindo que a excitação emocional domine e controle o pensamento. Nos mamíferos, as vias da amígdala para o córtex ofuscam as vias que saem do córtex para a amígdala. Embora os pensamentos possam facilmente deflagrar emoções (pela ativação da amígdala), não somos muito eficientes quando se trata de “desligar” intencionalmente as emoções (pela desativação da amígdala). Não adianta dizer a você mesmo que não deve ficar ansioso ou deprimido.

Ao mesmo tempo, é evidente que as conexões corticais com a amígdala são bem maiores em primatas do que em outros mamíferos. O que sugere a possibilidade de que, à medida que essas conexões continuem a expandir-se, o córtex possa adquirir um controle crescente sobre a amígdala, permitindo talvez que seres humanos do futuro sejam mais capazes de controlar suas emoções.

No entanto, existe uma outra possibilidade. A crescente interligação de amígdala e córtex envolve fibras que saem do córtex para a amígdala e vice-versa. Se essas vias neurais alcançarem um equilíbrio, é possível que o embate entre pensamento e emoção possa ser resolvido, não pela dominância dos centros emocionais pelas cognições corticais, mas por uma integração mais harmoniosa de razão e paixão. Com a crescente conexão entre córtex e amígdala, cognição e emoção poderão começar a trabalhar em conjunto e não mais separadamente.

Oscar Wilde certa vez afirmou: “Pelo fato de nunca ter sabido para onde ia, a Humanidade foi capaz de encontrar o seu caminho.” Mas não seria maravilhoso se realmente pudéssemos entender aonde nossas emoções nos levam a cada momento, a cada dia, a cada ano, e por quê? Se a tendência para a conexão cognitiva-emocional no cérebro for uma indicação, nosso cérebro realmente poderá estar tomando essa direção.”

“Hide and Seek” (2012), de John A. Parks, em “Paint and Memory”.

RECAPITULAR

Assim como no final do JOGO revisamos todas as partidas disputadas ao longo do dia, é chegado o momento de rever os termos-chave desde a parte 1 desse artigo introdutório apresentando a Arte Sinestésica da Contemplação.

Em vez de uma ordem alfabética ou cronológica, começarei pela ordem de importância de cada termo-chave, e aproveitarei a descrição entusiasmada que Andrews Solomon, sem saber, deu para a Inteligência Nativa e a Arte em seu livro “O Demônio do Meio-Dia” (2002, Editora Objetiva) na página 377:

“Fico contente que tenhamos inventado todos os nossos modos de impor arte à natureza: que tenhamos pensado em cozer os alimentos e combinar ingredientes de cinco continentes num único prato; que tenhamos criado raças modernas de cães e cavalos; forjado metal de seus minerais; cruzado frutos selvagens para fazer pêssegos e maçãs como os conhecemos hoje. Fico contente também que tenhamos inventado o aquecimento central e a canalização, desenvolvido a tecnologia para construir grandes edifícios, navios, aviões. Fico eletrizado com os meios de comunicação rápida; sou constrangedoramente confiante no telefone, no fax e no e-mail. Fico contente por termos inventado tecnologias que impedem os dentes de cair, que evitam certas doenças físicas, que proporciona a velhice para uma parte tão grande de nossa população. Não nego que tenha havido consequências adversas para toda essa arte, até e inclusive a poluição e o aquecimento global; a superpopulação; a guerra e armas de destruição em massa. Mas no cômputo geral nossa arte nos fez avançar, e à medida que nos ajustamos a cada novo desenvolvimento, este se torna um lugar-comum. Esquecemos que as rosas de muitas pétalas que amamos tanto foram, no passado, um desafio vergonhoso à natureza, que não produzira nenhuma flor desse tipo nos campos do mundo até a interferência dos horticultores. Quando o esquilo construiu pela primeira vez uma represa, foi natureza ou arte? Ou quando os macacos, opositores, descascaram bananas? O fato de Deus ter feito uvas que fermentam numa bebida intoxicante faz a embriaguez, de algum modo, um estado natural? Não somos mais nós mesmos quando estamos bêbados? Ou quando estamos famintos, ou superalimentados? Então, quem somos nós?”

A Inteligência Nativa, quando opera livre do ego, do censor, resolve problemas com uma incrível criatividade, e ainda antecipa e evita futuros desafios. Os químicos e engenheiros ajudaram mais a humanidade com suas invenções e inovações do que os sacerdotes e políticos. E todos dependeram da astúcia estratégica e das habilidades marciais dos guerreiros para lhes assegurar as condições de segurança para pensar, trabalhar e produzir. E a Arte, definida como técnica corporal, é a mais pura expressão da Inteligência Nativa que nos tornou primeiro “habilis” antes de “sapiens”.

Combinadas, Inteligência Nativa e Arte garantiram uma investigação e aproveitamento dos recursos materiais do mundo objetivo em prol da sobrevivência da tribo. Esse emprego do pensamento nos facilitou a adaptação rápida diante das mudanças ambientais e intempéries climáticas violentas e assim favoreceu a seleção natural dos mais altruístas, dos que se ajudavam, se defendiam, se comunicavam e compartilhavam os alimentos caçados, coletados e plantados. A pré-história humana em um parágrafo.

“A História de B”, de Daniel Quinn, é uma das melhores referências de livros para entender e apreciar o papel da Inteligência Nativa e da Arte na evolução humana.

Quando reconhecemos a universalidade da experiência animista, que um dia foi a religião hegemônica neste planeta, entendemos que a Contemplação é uma experiência de qualidade anímica separada da hilozoíca (veja hilozoísmo).

Contemplar é sentir, com as funções sensoriais unificadas, que fazemos parte inseparável do mundo objetivo, da natureza e seus elementos. É observar e saber que o corpo é composto da mesma matéria nas constelações. É estar ciente da mortalidade dos seres vivos que, assim como nós, raramente completam cem voltas ao redor do sol. A contemplação nos incentiva a investir o pensamento na criação de conforto, lazer e segurança para nós e nossos familiares e amigos.

A contemplação estimulou a Inteligência Nativa a promover primeiro uma arte utilitarista, registrando com fidelidade o mundo objetivo. Aquelas pinturas nas cavernas do Paleolítico Superior não foram feitas para decorar paredes, suscitar emoções elevadas ou discussões acadêmicas. Eram guias de caça e precisavam ser detalhadas e realistas, retratando o perfil do animal, suas particularidades, seus rastros, suas fontes de alimento e seu comportamento no seu habitat.

Mas, durante o processo de contemplar, e antes da arte se manifestar, havia o jogo. Brincar e competir com os movimentos coordenados do corpo, entre corpos e contra outros corpos, manipulando instrumentos e objetos de acordo com certas regras, precedeu a linguagem, os rituais funerários, a cultura e os talentos artísticos. Jogar é o primeiro ato voluntário dos mamíferos em que conseguem se relacionar sem perder o controle dos seus instintos. Repare nos filhotes de lobo e dos grandes felinos “lutando” sem se machucar intencionalmente e aceitando a derrota com a mesma disposição da vitória, pedindo desculpas pelas eventuais faltas ou falhas cometidas e jamais jogando por obrigação. Se estes animais estão treinando para aperfeiçoar habilidade de caça e prevendo futuras brigas entre eles para subir na hierarquia da alcateia e do bando, é uma dúvida dos zoólogos de plantão.

Seja qual for a sua função evolutiva, jogar recruta todos os sentidos, especialmente os da propriocepção e do tato, e a sinestesia gerada durante a imersão em um jogo recupera e vivencia aqueles momentos de contemplação estética conhecidos como “experiências de consciência pura” (como aquela minha aventura na montanha descrita na parte 3). E este fenômeno da contemplação sinestésica em que o corpo se apercebe do mundo objetivo só é possível como resultado das condições prévias características do jogo, na liberdade motora e do pensamento criativo sem uma finalidade pragmática. E, nesta experiência sinestésica contemplativa, aquele intermediário entre os instintos e a Inteligência Nativa desaparece sem deixar rastros!

A sinestesia gerada no estado de ânimo do jogo e exercitada nas artes oblitera o censor. Isso ocorre porque na contemplação combinamos e administramos os estímulos sensoriais (luz, som, cheiro etc.) que chegam ao córtex pela via direta (vide o trabalho de LeDoux). Evolutivamente estamos programados para receber rapidamente os estímulos sensoriais por circuitos neurais que vão primeiro para o tálamo e de lá para as amígdalas e o hipocampo no cérebro gerando toda sorte de emoções inconscientes que posteriormente ocupam os bancos de memória na forma de sentimentos conscientes. Esse processamento reflexo instintual se manteve no sistema nervoso porque foi útil para evitar perigos na selva favorecendo reações motoras quase instantâneas quando milésimos de segundos podem decidir quem vive e quem morre. Contudo, as eventuais manifestações da Inteligência Nativa diante da escassez sazonal de alimentos e da ameaça de predadores monstruosos concorriam com estes impulsos, e um dos lados do cérebro, acredita-se que o hemisfério esquerdo, começou a se fortalecer e aumentar a quantidade de seus neurônios, questionando e competindo com as ordens enviadas pelo lado direito (talvez o único ponto de concordância de McGilchrist com a teoria da mente bicameral de Jaynes). Desta disputa por soberania nasceu o censor, um fiscal transitando entre as fronteiras dos dois hemisférios e corrompendo os dados e memórias em que interfere e critica.

O censor é uma reação neurobiológica alérgica e em oposição à Inteligência Nativa. Não é uma doença congênita, embora seja hereditário, ou um defeito genético, embora altere os genes.

Para se consolidar como uma memória sináptica armazenada permanente, o censor assumiu uma falsa identidade e passou a chamar o “eu” do corpo físico de “seu” eu. Com o trono da consciência usurpado, a Inteligência Nativa ficou à mercê deste ego e das suas justificativas engenhosas para as reações dos instintos, sendo manipulada ora para o bem-estar individual ora para o mal-estar coletivo. Deste conflito psicológico eis que uma condição de desespero, culpa e insegurança começa a fermentar e crescer a ponto de se apoderar da mente, ofuscando o pensamento racional e forçando-o a se tornar seletivo: somos práticos, atentos e racionais quando se trata de tecnologia e manuseio de máquinas, e maliciosos, carentes e irracionais quando se trata de relacionamentos interpessoais e ideias filosóficas.

O censor acompanha a humanidade muito antes do advento da Revolução Agrícola há 10 mil anos. Ele é o Wendigo dos nativos americanos, o espírito maligno comum na mitologia de todos os povos animistas ao redor do mundo contra o qual os membros da tribo estavam de sobreaviso. Enquanto o censor fosse contido, reprimido e liberado somente no contexto de menor impacto social e ambiental, o número de habitantes no planeta continuaria crescendo lentamente – e não exponencialmente – pelos próximos duzentos mil anos.

Mas, como na mitologia grega quando Aquiles escolhe uma vida breve e repleta de ação a uma existência longa e entediante, algum destes povos animistas resolveu investir todos os seus esforços no cultivo maciço de alguma monocultura. E, nada mais natural que tivesse iniciado no Crescente Fértil há uns dez milênios, depois da última Idade do Gelo, época em que a região da Mesopotâmia (atual Iraque) era um verdadeiro oásis de terra arável e mananciais abundantes de água doce nos vales dos rios Tigre e Eufrates. Talvez outros povos tenham tentado o mesmo antes e, por algum motivo desconhecido, abandonado tal empreendimento. Ou talvez ainda estivéssemos hoje vivendo como nossos antepassados animistas, espalhados pelo planeta como tribos nômades… O fato é que aquele povo, graças a uma agricultura totalitária garantindo colheitas desproporcionalmente grandes em relação aos seus vizinhos, aumentou o número de seus membros. E estes membros cresceram acreditando no poder da sua superioridade cultural (de cultivar, cultuar). Surgia, pela primeira vez na história humana, a mais letal das ideologias, o Antropomorfismo.

Finalmente, depois de milhares de anos, o censor se sofisticou e pôde encarnar como um deus. E os flagelos que este demiurgo acarretou estão acelerando um processo de extinção em massa.

 

NATURAL X ARTIFICIAL

Quando a Economia Natural (cuja moeda é alimento gratuito e apoio mútuo e que estava funcionando há uns duzentos mil anos) foi trocada por uma Economia Artificial (fundamentada no meme civilizador do domínio da terra para a produção alimentar e nas disputas comerciais do tipo “vale-tudo” por troca de produtos e serviços para acumular riquezas e prestígio social), o relógio do fim do mundo começou seu tique-taque macabro.

Formou-se uma civilização hegemônica, no Oriente e no Ocidente, composta por bilhões de censores padecendo de um perigoso Complexo Faraônico. E com uma divisão de classes em formato de pirâmide, hoje a organização econômica mundial se assenta sobre as areias movediças de um Esquema de Ponzi prestes a afundar.

Os povos nativos que sobreviveram ao genocídio civilizatório estão assistindo inertes o tão temido Wendigo à solta, gritando do púlpito, dos palcos e dos palanques, e sendo adorado como ídolo e modelo de perfeição e sucesso.

Finalmente chegamos na encruzilhada do labirinto globalizado: não há como dar meia volta e retornar ao modo de vida dos povos animistas. Caso insistirmos em ir adiante carregando a bandeira positivista do progresso escravizante, essa obstinação continuará nos levando rumo a uma Nova Era das Trevas. E infelizmente não nos resta tempo útil para aguardar que a seleção natural da evolução nos entregue aquele cérebro do futuro previsto por LeDoux…

As três grandes pirâmides mundiais que já estão se invertendo e prestes a ruir são a ecológica-econômica, a populacional e a de Maslow.

Talvez a esta altura o leitor esteja cético ou então sentindo a vertigem nauseante que estas notícias costumam causar. Aos primeiros eu recomendo um pouco mais de paciência. E para ambos deixo claro que a solução apresentada e explicada racionalmente nesta série não requer dúvida ou credulidade, e sim reflexão e autoexperimentação.

A conclusão, se é realmente possível viver o restante dos nossos dias na Terra livres do censor e conscientes e conectados ao mundo natural objetivo e seus fenômenos físicos, cabe a cada um testar e experienciar.

Josh Waitzkin é grande-mestre internacional de Xadrez e praticante avançado de Tai Chi Chuan e Jiu-Jítsu Brasileiro. Autor do livro “A Arte de Aprender” (2008).

Jogue diariamente as partidas do JOGO das 8 Palavras-Chave e estimule e explore a Arte Sinestésica da Contemplação praticando alguma atividade que inclua o movimento corporal no estado físico da biotensegridade, com as forças de compressão e tensão em harmonia (recomendo o Tai Chi Contemplativo).

Não há nada a perder ou temer exceto o risco de sacrificar o censor e um mundo desconhecido de sensações e experiências somatossensoriais e de compreensão direta dos fenômenos físicos internos e externos se revelar.

Viver em sinestesia contemplativa requer o JOGO como método e a ARTE do movimento como atividade coadjuvante.

 

Com o fim da “humanidade” (sic) haverá esperança para o Homo Ludens Artisticus?

Não há como saber. Todavia, sabemos que as próximas gerações merecem uma oportunidade de viver e fazer suas próprias experiências e testes neste caminho. Basta que não repitam os nossos erros e tentativas fracassadas.

Na atual ordem econômica, o sucesso financeiro de um não significa o sucesso da maioria. Apenas a liberdade para abandonar um paradigma danoso merece e tem o potencial de ser compartilhada e se espalhar como uma corrente de altruísmo.

Se algum outro tema é mais urgente e importante do que este, é vital que seja divulgado o quanto antes, porque até o presente momento nada inédito está sendo sequer cogitado. Mas o autor pode estar desinformado e, quem sabe, alternativas similares ou totalmente distintas e inéditas estejam surgindo e sendo implementadas.

Nesta era incomparável de acesso instantâneo a informação, a liberdade não está a um clique ainda.

“Não existe permanência. Tudo está mudando constantemente. Tudo está em um fluxo. Como você não pode enfrentar a impermanência de todos os relacionamentos, inventa sentimentos, romance e emoções dramáticas para lhes dar certeza. Portanto, você está sempre em conflito.”

U.G. Krishnamurti

O ERRO DA BUSCA PELA FELICIDADE PERMANENTE

O corpo humano tem uma única finalidade que coincide com a de todos os seus órgãos vitais: homeostase através do movimento.

E sensações físicas, de dor ou prazer, que duram horas sobrecarregam e desregulam o nosso delicado sistema nervoso.

Viver em sinestesia é a melhor maneira de tratar e conservar o cérebro e o restante do corpo, atrasando a degeneração celular e explorando potenciais ainda desconhecidos do organismo.

Em sinestesia cada um dos sentidos se mistura a outro e todos trabalham juntos. Neste sistema sensorial unificado o trânsito dos estímulos captados chega diretamente ao córtex como um pacote mais completo e de informações exclusivamente do ambiente e das mudanças que estão continuamente ocorrendo dentro e fora do corpo, sem os ruídos das emoções e dos sentimentos memorizados sustentados a um alto custo pelo censor empenhado em se saturar de sensações “boas” viciantes.

Apenas o censor busca permanência em um contexto onde nada está parado e inerte. No mundo objetivo, o corpo vivo e a mente são fenômenos inseparáveis. Portanto, além de uma impossibilidade física, a procura pela felicidade permanente é o escapismo predileto do censor, focado em tarefas vãs.

Nesta busca por felicidade eterna, a mente é chantageada pelo censor que transforma um ganho imediatista de prazer em uma promessa de satisfação constante a longo prazo em algum momento do futuro. Este padrão é semelhante ao dos viciados sempre à espreita da próxima dose, do próximo pico, do próximo barato.

É possível elevar o censor ao status de superego, embora o empenho em viver em um estado alterado de consciência seja um exercício em futilidade. Equivale a polir um pedaço sujo de telha esperando que um dia sua superfície reflita a luz como um espelho ou que brilhe com um diamante.

E há tempos as ilusões de santidade e beatificação continuam prometendo o que nunca conseguiram entregar: parar a rota de colisão em que atualmente bilhões são vítimas de um desejo e de um sonho que sequer lhes pertence.

No universo objetivo onde a vida nasce, prospera e desaparece em ciclos, a única certeza é a da impermanência. Entender esse fato é crucial para enfraquecer o censor e autorizar a Inteligência Nativa a intervir no seu lugar.

Perseguir o prazer permanente para fugir da dor é um comportamento que nem os animais irracionais se interessam. Este canto da sereia é atraente para o censor que precisa de combustível para se perpetuar. Por isso o censor crê na sobrevivência da “sua” consciência após a morte do corpo físico.

Esta é a grande aposta do censor que se infiltra no pensamento e assume a identidade do seu hospedeiro se apresentando como o “eu” consciente quando é uma mera manipulação de conceitos sem lastro no mundo objetivo.

Na prática da Arte Sinestésica da Contemplação deixamos de ser buscadores para nos tornarmos realizadores. Liberdade não se busca, nem a seus atributos. Liberdade é conquistada por meio do esforço intelectual e físico voluntário, seja jogando com as 8 palavras-chave, seja movendo o corpo nas 8 direções. Nos dois casos, o pré-requisito é a sinestesia. E o produto derivado desta sinestesia em movimento é a contemplação.

E contemplar a vida por alguns segundos suplanta qualquer sensação efêmera de prazer autoindugente.

Essa é a diferença entre ação e imaginação. Fique com o ato.

Na parte 10, a continuação da seção de perguntas e respostas reapresentando e definindo os termos-chave da Arte Sinestésica da Contemplação e a explicação do enigma que desafiou as mentes mais inteligentes do planeta por milênios.

Envie este artigo para seu círculo de amigos que também compartilharão com outros e assim sucessivamente, como na Teoria dos Seis Graus de Separação!

A CONTEMPLAÇÃO nos liberta de um mecanismo neurobiológico ultrapassado que já foi confundido com possessão, pecados e defeitos morais e depois com doenças orgânicas e transtornos psicológicos, quando era um atraso de 12 milissegundos no sistema nervoso evitando que os estímulos físicos captados pelos sentidos fossem analisados na íntegra pela mente livre da voz de um intermediador virtual interno.

Com o pensamento recebendo exclusivamente estímulos sensoriais puros, qualquer ação e decisão será um ato de altruísmo para com o próprio corpo e os demais.

Sem revoltas e revoluções, sem livros sagrados e manuais de autoajuda, sem líderes carismáticos e influenciadores de opinião…

Basta uma geração com a habilidade de CONTEMPLAR.

Então, todas as utopias serão superadas!

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