
PERCOR: Sua Melhor Defesa Com e Contra Faca
Quando você está lidando com alguém armado com uma faca, nunca haverá situação igual a outra.
As variações possíveis são tão numerosas que impediriam conceber uma abordagem universal para lidar com todos os tipos de ataque com faca. Mas uma coisa é certa: qualquer que seja a estratégia e tática que você adotar, há uma grande chance de que vai acabar seriamente ferido ou mesmo morto. Como alerta lembre-se que poucos sobrevivem ilesos a um ataque surpresa de faca…
Não importa quais técnicas prediletas você tem, nenhuma delas garantirá um bom resultado, mas com certeza a melhor maneira de se obter um resultado ruim é não ter técnica nenhuma (ou somente confiar em uma única) disponível. Jamais devemos colocar todos os ovos na mesma cesta quando se trata de apostar a nossa vida usando técnicas mirabolantes de alguma arte marcial fantasiosa. Para prevalecer contra uma faca, precisará ser capaz de se adaptar às possibilidades de qualquer ação que a situação oferecer em relação a ganhar o controle da arma e incapacitar seu atacante de alguma forma.
A faca é perigosa, mas o quanto ela é perigosa depende da pessoa que a empunha.
Quanto maior a intenção de ferir ou matar do atacante, mais perigosa a faca se torna nas mãos dele. Seu nível de habilidade com a faca não é tão importante quanto a sua mentalidade, o que significa que efetivamente quem está psicologicamente alterado pode usar uma faca com um efeito mortal. Mais perigoso do que a faca é o atacante que a maneja, e você deve lidar com ele enquanto lida simultaneamente com a arma dele. Se você se defende de um e esquece o outro, você está assumindo um risco enorme, possivelmente fatal. Ser capaz de mudar alvos e ser multitarefa é uma capacidade valiosa para qualquer luta, mas no espaço e tempo reduzidos de um ataque de faca ser versátil e rápido não é uma opção — é uma necessidade! E o mais apropriado é você começar seu treinamento buscando conquistar essas habilidades para aumentar suas chances de sobrevivência.

MMA deveria ser a sigla em inglês para Multifunctional Martial Art, Arte Marcial Multifuncional!
Ser um lutador multifuncional (ou multitarefa) tem mais de um significado.
Você pode estar realizando simultaneamente duas ou mais manobras, ou pode estar alternando entre elas rapidamente. Você pode estar realizando uma série de ações diferentes, uma após a outra, seja para acomodar o seu objetivo original, ou porque o seu alvo está mudando velozmente. Por isso, além de ser capaz de fazer duas coisas ao mesmo tempo, você tem que ser capaz de se “desligar” de uma tarefa e rapidamente “ligar” uma outra diferente. Por exemplo, controle a mão armada do atacante e golpeie sua cabeça em determinado momento, ou em vez disso ataque o braço armado no momento seguinte, mudando caoticamente de tática. É um jogo muito rápido e incrivelmente dinâmico, e requer improvisos, senso de timing e oportunidade em termos de habilidades marciais.
Uma faca pode causar ferimentos graves ou fatais em um reduzido espaço, tempo e movimento. E é dentro dos limites deste espaço, tempo e movimento limitado que você tem que ser capaz de agir. Você deve ser capaz de ler a situação, o adversário, o cenário e as percepções visuais, auditivas e as pistas táteis que o adversário oferecer. Neste tempo, espaço e movimento reduzido, defina seus alvos, alterne metas e esteja disposto a sacrifícios.
É por isso que, como um artista marcial, praticar com e contra a faca, em muitos aspectos, apresenta um enorme desafio. Tal arma coloca à prova as habilidades em todos os níveis, pois exige que você faça tudo em um período de tempo limitado e sobre tremenda pressão, exigindo entre outras qualidades, economia de movimento, geração de impacto de curto alcance, golpes rápidos e repetitivos como disparos de uma metralhadora, e foco mental extremo. Ela lhe ensina a decifrar instantaneamente e agir de acordo com pistas visuais/táteis emitidas pelo seu atacante, apesar do perigo de ser surpreendido a todo momento. Muitas vezes a mão esquerda fará algo completamente diferente que a direita. Esse é um talento ideomotor que poucos seres humanos conseguem executar sem treinamento, e que a prática com armas brancas ajuda a desenvolver.
Mesmo se você ignorar o valor da faca na defesa pessoal, aconselho que pratique com ela para melhorar seu desempenho global como atleta e lutador.

Mas cuidado com a forma como irá treinar!
Se treinar defesa com e contra armas brancas com uma abordagem estilizada e fechada treinará para o fracasso. Não seja como um motorista de ônibus que sempre precisa trafegar por uma determinada rota todos os dias. Ela funciona bem o suficiente quando não há engarrafamento na estrada, mas quando seu caminho é bloqueado, o ônibus acaba imobilizado e inútil. Levando essa analogia para o combate de faca, dirigiremos em uma rua repleta de outros veículos, obstáculos e desvios inesperados aparecem e desaparecem de forma imprevisível e num piscar de olhos. Em uma luta de faca, você precisa ser mais parecido com um motorista de táxi que tem várias opções de atalhos armazenados em sua memória, de modo que se um caminho está bloqueado, ele muda para outro e ainda chega ao seu destino a tempo. No ônibus, uma vez que você está preso a uma rota previamente combinada, estará limitado e, consequentemente, vulnerável.
O conhecimento e a experiência necessários para ser como um taxista em vez de um motorista de ônibus não acontece naturalmente. Esta habilidade de encontrar o caminho de menor resistência em meio ao caos se adquire fazendo e exige treinamento inteligente, especializado e seguro. E uma vez que você conquista a capacidade de lidar com várias opções do jogo, em rápida mudança, o conhecimento proporcionado por essas experiências prévias não atrapalha. Pelo contrário, ele ajuda a acelerar seu aprendizado. Não tenha receio de atravancar a cabeça com muita informação, supondo que isso vá deixá-lo indeciso ou travado no momento mais crítico da crise e do confronto. Isso só acontece quando seu treinamento é baseado em teoria, demonstração e exercícios unidimensionais do tipo “se ele faz isso, eu respondo com aquilo…”.
A maneira que eu ensino faca é completamente diferente.
Meus treinamentos são projetados para assimilar habilidades em seu corpo, sem você ter que pensar conscientemente nisso.
Tenho praticado com lâminas e bastões desde os anos 1990, e grande parte do material do PERCOR – abreviação de PERfurar e CORtar – ministrado no método TAICHI IMOTO, nasceu de minhas descobertas e pesquisas mais recentes através de um processo de ensino e experimentação com diversos tipos de lutadores e escolas de combate armado. Tenho aprimorado, testado e refinado estas metodologias com um grupo privado de praticantes. Alguns deles já foram obrigados a se proteger em situações envolvendo faca, outros não tiveram nenhuma preparação ou experiência nessa área. Na minha abordagem tanto faz se o praticante é iniciante ou avançado. Todos aprendem e praticam juntos.
A letalidade da faca é imutável e não faz concessões.

ATITUDE
“Arrakis ensina a mentalidade da faca: cortar aquilo que está incompleto e dizer – Agora está completo porque termina aqui.”
— trecho do livro DUNA, de Frank Herbert.
Em vez de reduzir o consumo daquilo que me fazia mal, abandonei os venenos que me venderam como alimento.
No meu treinamento eliminei exercícios que não me traziam benefícios funcionais. Parei de praticar golpes e técnicas que não serviam para a demanda violenta e caótica da autodefesa urbana.
Experimente também aplicar essa mentalidade nos seus relacionamentos: evite perder tempo e energia com parasitas. Seja cordial e não um cordeiro.
Aprenda a dizer “NÃO” de um jeito positivo e produtivo.
Corte os excessos até só restar o essencial.
Tudo o que você precisa é ter coragem com prudência…
E uma mente afiada como uma faca.
Para encerrar, uma novidade há muito aguardada no mundo das artes marciais.
Há 2,5 milhões de anos, nossos primeiros ancestrais aprenderam a fazer facas com pedras afiadas e pontiagudas, e mais tarde com metal. Desde então nenhum golpe novo surgiu além dos cortes e das estocadas clássicas.
Todos os sistemas antigos e modernos de combate com faca, seja no Oriente e no Ocidente, continuam golpeando na vertical, horizontal, nas diagonais e no centro.
Finalmente, depois de décadas de pesquisas, análises de campo consultando diversos especialistas e testes sob pressão, desenvolvi manobras básicas inéditas para três golpes praticamente indefensáveis, o RINO, o SMILODON e a HARPIA.

Estes três ataques, sejam isolados, sequenciados ou alternados, funcionam com qualquer instrumento rígido e pontiagudo com 10cm, como um lápis, e são ensinados exclusivamente no PERCOR.
O Ataque RINO foi baseado no elemento TERRA pela solidez e impacto, enquanto o Ataque HARPIA representa o VENTO pelo seu poder destrutivo. Já o Ataque SMILODON, foi associado ao FOGO o qual, seja pequeno ou grande, causa queimaduras e dá ignição a explosões violentas.
Outra vantagem destes três ataques é que eles também funcionam contra um inimigo armado. Por estes e outros motivos, o PERCOR é compartilhado exclusivamente com pessoas sem antecedentes criminais e idôneas, necessitando passar por uma entrevista diretamente comigo. O que ensino é a MENTALIDADE DA FACA, e esta filosofia pragmática de treinamento do uso de força letal requer enorme responsabilidade.
São manobras de aproximação, divergência da atenção inimiga e foco em alvos vitais muito simples e fáceis de aprender e aplicar em caso extremo de legítima defesa justificada. E por mais incrível que pareça ainda não encontrei ninguém que as conheça ou saiba se defender delas. O mundo das artes marciais realmente ficou congelado no tempo, com raras exceções…
Agora o cenário do ataque armado deu um salto à frente, literalmente.
“PAX CUM VIRIBUS AEQUALIBUS”
(Paz com Igualdade de Forças),
— Prof. Luciano Imoto, idealizador do método TAICHI IMOTO.
P.S.: quem contar a quantidade de “facas” de cada um dos três animais na foto acima, terá um pista da matemática e da estratégia psicológica de como as manobras destes ataques funcionam.



Prof. Luciano Imoto
É importante surpreender seus adversários com uma técnica inesperada, que nem sempre precisar ser diferente, mas sim aplicada de um jeito não-convencional (vide chute frontal do Anderson Silva e do Lyoto Machida influenciados pela dica de Kenjutsu do Steven Seagal para golpearem em ângulo oblíquo e no ponto cego do oponente).
Lembrando também do famoso e temido chute do Mirko Cro Cop: em vez de erguer o joelho lateralmente antes de chutar como todos os kickboxers fazem, sua perna subia em uma linha semi-curva e direta antes de girar no exato momento do impacto. Este truque o croata aprendeu do técnico dele que era do Boxe Birmanês e não do Muay Thai. São essas sutilezas que fazem a diferença.
Todos estes chutes são habilidades extremamente difíceis de dominar, mas que garantem nocautes inesperados e espetaculares!
Agora, pense em três golpes de faca em ângulos e abordagens que praticamente ninguém suspeita ser possível… como se defender de algo desconhecido?